Institutos têm estratégias infalíveis para fraudar pesquisas eleitorais

Nem é preciso chegar o período eleitoral para começar a enxurrada de divulgação de pesquisas eleitorais no Piauí. São números de toda ordem, cada instituto apresentando uma realidade diferente para o eleitor, num quadro eleitoral em que os próprios candidatos criticam os institutos e as pesquisas que são divulgadas. Por conta isso, a reportagem do O DIA mostra agora as “estratégias infalíveis” utilizadas por alguns institutos de pesquisas para manipular resultados, segundo afirma o estatístico Paulo Jales, que é presidente do Conselho de Estatísticos (Core) da 7ª Região, que envolve os estados do Piauí, Ceará, Maranhão e Tocantins.
A principal delas e de maior dificuldade de se identificar que houve fraude é quando o instituto realiza mais entrevistas do que foi informado no registro da pesquisa e se faz uma seleção para alcançar o resultado pretendido. Os demais são eliminados. “Essa técnica é infalível, é a pior de todas que eu acho porque você fabrica um resultado sem deixar vestígios. Estão lá todos os questionários da pesquisa, não tem o que contestar”, explica Paulo Jales.
Ele destaca ainda que é quase impossível um fiscal identificar porque os questionários que subsidiaram a pesquisa estarão lá disponíveis. Outra bastante utilizada, segundo o presidente do conselho, é quando se monta um questionário que leva ao resultado desejado. “A sequência das perguntas leva ao resultado que favorece determinado candidato. Você montou um questionário e dirigiu uma pesquisa. Eu acho impossível se fiscalizar essa”, afirma.

Paulo Jales afirma que há mecanismos que dificultam fiscalização
Jales lembra ainda da manipulação das pesquisas por meio da mudança dos percentuais dos candidatos dentro da margem de erro e cita um exemplo: “Se a margem de erro da pesquisa é 3%, o instituto tira três pontos desse candidato e coloca para o outro. Se um candidato teve 40% na pesquisa com margem de erro de 3%, e o candidato do contratante teve 30%. Então você baixa o do adversário para 37% e sobe o do contratante para 33%”, pontua, ressaltando que essa é uma técnica que se faz a pedido do contratante. O Dia

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