De pai para filho, não!

Por:Arimateia Azevedo
O Regimento Interno do TCU diz, em seu artigo 5º, que “não poderão ser conjuntamente membros do tribunal parentes consanguíneos ou afins na linha ascendente ou descendente e na linha colateral até o segundo grau”. O regime do TCE-PI, em seu artigo 22, é mais conciso e direto: “não poderão ocupar simultaneamente o cargo de conselheiro parentes consanguíneos ou afins na linha ascendente ou descendente e na linha colateral até terceiro grau”. A corte de contas do Piauí é mais restritiva, pois proíbe nomeações até terceiro grau. Mesmo assim, engendra-se uma fórmula para colocar no TCE pai e filho. Ou melhor, o filho perto do pai, que já está lá no lugar do tio, que ocupou o lugar antes ocupado pelo sogro, consequentemente, avô do que se pretende colocar agora no tribunal. Os personagens em questão são Luciano Nunes, atual conselheiro e presidente do TCE, que substituiu o tio Walmor Carvalho, que ocupou o lugar de Alcides Nunes, sogro de Luciano e avô de Lucianinho (deputado Luciano Nunes, por hora secretário municipal de Saúde). O que se diz é que o prefeito da cidade seria o engenheiro dessa obra, que é um dos mais pouco edificantes exemplos de patrimonialismo e nepotismo, duas práticas que cevam as finanças das abastadas famílias políticas locais, que, infelizmente, exercem a atividade pública mais para serem servidas do que para servir aos reais e verdadeiros interesses coletivos.

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