Falta o Wellington Dias gestor

o governador Wellington Dias com seus novos secretários, no Palácio de Karnak: “orai e vigiai”

O governador Wellington Dias já deu sobejas manifestações de sua habilidade política. Também já foi testado e aprovado nas urnas, que o consagraram como o maior líder popular do Piauí neste início de novo século. Governa o Estado pela terceira vez.  Entre os dois mandatos de governador e o terceiro, exerceu a metade de um de senador.

Na construção de sua bem-sucedida carreira política, Wellington Dias costurou as mais improváveis e controversas alianças. Elas proliferaram também com ele no poder, a pretexto da governabilidade. E tudo saiu, ao final, conforme as suas expectativas. Ou seja, ganhou eleição quem ele quis e perdeu também quem ele quis que perdesse.
Não resta, pois, qualquer dúvida sobre a capacidade política de Wellington. Ele é o único piauiense a chegar três vezes ao cargo de governador, eleito sempre no primeiro turno, estando na oposição ou no governo. Não é pouco. 
O desafio que lhe acompanha, desde o primeiro mandato e que se apresenta com maior exigência, agora, neste terceiro, é o de que ele mostre a sua capacidade como gestor. Até aqui, ele tem sido mediano. Chegou inclusive a desperdiçar chances de ouro de levar o Piauí a dar saltos no desenvolvimento.
Essas chances foram jogadas fora quando ele não aproveitou a contento a presença de seu amigo Lula na presidência da República durante seus dois mandatos anteriores. Ambos governaram juntos por oito anos. Para o Piauí veio o que o governo federal mandou também para os demais Estados. Claro que o Piauí merecia um tratamento diferenciado, como o tiveram, por exemplo, o Ceará, o Maranhão, a Bahia e Pernambuco.

Grandes investimentos que Wellington tentou trazer para o Piauí fracassaram completamente, como o Biodisel, a fábrica da Suzano e a Vale do Rio Doce. Não é hora, no entanto, para se chorar o leite derramado, mas para cobrar que ele tenha um plano de governo, que consiga romper o círculo vicioso de gastar toda a receita do Estado com o custeio e que conduza o Piauí na direção de seu desenvolvimento. Que, enfim, mostre o seu lado gestor.(Por:Zózimo Tavares)

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