Um presente de grego de dezenas de milhões de reais para Wellington Dia

                       Deputados querem fazer “mimo” ao governador
Quanto vai custar o mimo que os deputados estaduais querem dar a Wellington Dias (PT), cujo salário será aumentando à sua revelia por iniciativa dos deputados estaduais? O salário do governador é de R$ 17,3 mil. Os deputados querem dar um aumento de 46% ao governador, para equiparar a remuneração dele ao ganho mensal dos parlamentares.
Se apenas o salário do governador crescesse com a iniciativa de suas excelências, o valor a maior seria de R$ 8 mil. Em um ano, R$ 104 mil. Ponto final. Mas não é assim que a banda toca.
Um reajuste sobre o salário do governador tem um efeito cascata sobre a remuneração de diversas categorias funcionais – a chamadas carreiras de Estado.
Seria um chute qualquer cálculo feito sem dados que permitam projetar o efeito financeiro do reajuste, mas é possível dizem com grande chance de acerto que o aumento no salário do governador pode custar algumas dezenas de milhões de reais aos cofres públicos. Todos os meses.
Segundo declarou nesta semana o presidente da Assembleia Legislativa, Themistocles Filho (PMDB), existem mais de mil servidores públicos ganhando mais que um deputado estadual.
No Executivo, ninguém pode ganhar mais que o governador. Então, o que excede é reduzido. Assim, se o governador recebe R$ 17,3 mil mensais e esse valor é acrescido de mais R$ 8 mil, haverá um reajuste automático para quem tem hoje um redutor salarial. Algo como aplicar 46% de reajuste salarial a alguns milhares de servidores e inflar a folha salarial imediatamente em pelo menos R$ 20 milhões mensais – o que dá R$ 260 milhões a mais em um ano.
O projeto de lei que reajusta o salário do governador, portanto, é um desserviço para um Estado que desde dezembro de 2103, caminha no fio da navalha em suas finanças. O desequilíbrio fiscal resultante da gastança e do pouco caso com a responsabilidade fiscal levou o Estado a ultrapassar o limite de despesa de pessoal, que é de 49% das receitas correntes líquidas. Mas nada disso é suficiente para demover os deputados de mais esta aventura fiscal em que eles estão colocando o Piauí.(Por:Cláudio Barros)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *