Governo do Estado enfraquece ações do Ronda Cidadão em Parnaíba

A Polícia Comunitária no Piauí passou a ser política de segurança pública em 2011, no governo Wilson Martins, através do programa Ronda Cidadão. Em Parnaíba chegou em 2012 com a inauguração da 2ª Companhia Destacada de Polícia Comunitária.
Embora criadas através de Lei Estadual, no início do ano o Comandante Geral publicou no Boletim do Comando Geral nº 019/2015 portaria que na prática subordina as Companhias Destacadas aos batalhões de área, com isso as companhias perderam o vinculo com o Batalhao de Polícia Comunitária em Teresina.
Não se sabe ao certo se é uma forma de enfraquecer o programa criado pelo ex-governador ou se é parte de uma crise grave mas o fato é que o ronda cidadão não tem conseguido fazer já algum tempo o seu papel. As equipes tem apenas 20 litros de combustível por dia para realizar o seu trabalho. Segundo informações, nem há previsão orçamentária para realização de trabalhos comunitários – os projetos conhecidos como pelotão mirim, assim como o Proerd tem sido realizado graças a persistência dos próprios policiais. As visitas comunitárias não tem sido realizadas pois o combustível mal da pra tão somente atender ocorrências.
Com a Polícia Comunitária o policial passou a opinar também sobre as estratégias deixando de ser meros indivíduos de execução para ser profissionais pro-ativos.
Não se pode afirmar que a modalidade de policiamento é ineficiente pois é uma modalidade nova no Piauí.
A gente sempre diz que Segurança pública se faz é com dinheiro – daí os profissionais poderão ter acesso as tecnologias, mais qualificação, policiais melhor remunerados, melhores condições de trabalho, etc.. Na verdade qualquer modalidade de policiamento precisa de dinheiro. Foi-se o tempo das “operações presença” – aquelas que espalhavam dezenas de policais numa determinada área sem rádio, apenas com uma viatura, abordar por abordar pra gerar um número, nem se sabia o objetivo da operação.
Desde a campanha política que só se fala no trabalho repressivo por parte da policia. Com isso, na prática a policia comunitária está sendo enfraquecida para dar lugar a atual política de segurança pública – a RONE. Inclusive em Parnaiba foram transferidos PMs do Ronda para a Força Tatica que possivelmente seja transformada posteriormente em RONE. O Ronda Cidadao já teve 42 policiais, hoje estima-se em 30.

A segurança pública no Piauí nunca foi planejada. A verdade é que há um déficit muito grande no efetivo é claro que somado a outros problemas. E, em tempos onde a criminalidade tem se mostrado mais dinâmica, a segurança pública insiste no engessamento.
Segundo os próprios policiais militares, com a aproximação com as comunidades as informações que chegam em forma de denuncias são mais confiáveis e a confiança da população no trabalho da policia melhorou consideravelmente.
Em nossa cidade por exemplo, o Ronda Cidadao embora timidamente desenvolve ações comunitárias mas é um grupo muito atuante e responsável por prisões importantes. Acabar, por que? Deve haver é o incremento das ações. Não se pode acabar o Ronda para justificar a criação da RONE.

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