Piauí leva uma bordoada

Por:Zózimo Tavares
Ainda não se sabe o que o Piauí ganhará do governo Dilma Rousseff, neste novo mandato, mas já se sabe o que o Estado começa a perder. O jornalista Ilimar Franco publicou em sua coluna, no jornal O Globo, que o líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE), conseguiu a saída do presidente do Banco do Nordeste do cargo.

Zózimo Tavares

Nelson Antônio de Souza, filho de uma parnaibana e de um picoense, tem estreitas ligações com o Piauí e em um ano no comando do BNB realizou mais pelo Banco do Nordeste do que vários de seus antecessores, avalia o deputado federal Paes Landim (PTB). Ele aponta o Balanço de 2014 como o retrato de uma gestão produtiva, transparente e impessoal. 

“Nelson Antônio de Sousa pensa no Nordeste 24 horas por dia! A sua saída do Banco do Nordeste será uma grande derrota do Piauí!”, lamenta o deputado, até aqui a única voz a se manifestar contra a garfada que o Ceará está dando no Piauí, que vem recebendo um tratamento justo na atual gestão do Banco do Nordeste. 
O Banco do Nordeste, apesar da crise econômica que vive o País, passa por um momento auspicioso, sob a presidência do quase piauiense Nelson Antônio de Souza. “Em 2014, o Banco do Nordeste colocou à disposição dos empreendedores nordestinos R$ 25,34 bilhões por meio de operações de crédito, um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior”, conta Landim. 
O Banco é o principal agente financeiro na região do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf. Somente por meio dele, o BNB contratou R$ 2,1 bilhões em 2014, dois terços desse volume na região semiárida. No segmento dos micro e pequenos empresários, os maiores responsáveis pela geração de emprego no Brasil, o Banco aplicou R$ 2,9 bilhões no ano, 13,5% a mais do que em 2013.
O desempenho do Banco vem sendo reconhecido internacionalmente. O BNB subiu 21 posições no ranking dos 500 bancos mais valiosos do mundo, segundo uma agência especializada. O programa Crediamigo recebeu em 2014 um prêmio de um fundo membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) pela qualidade de seus produtos e serviços e pela sua capacidade de chegar a populações pobres de maneira massiva.
O presidente do Banco do Nordeste do Brasil anunciou no início deste mês que a instituição vai investir R$ 3 bilhões em projetos no Piauí neste ano, ou seja, R$ 700 milhões a mais do que foi investido em 2014. O governador Wellington Dias e a bancada federal do Piauí precisam se impor neste momento, fazer pressão em Brasília, não para tomar espaço político de ninguém, mas apenas para preservar o pouco que o Estado tem.  

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