QUEM QUEBROU A AGESPISA?

Por:Zózimo Tavares
“A Agespisa está quebrada”, decreta o governo Wellington Dias. E quem quebrou a Agespisa, afogando a empresa em uma dívida em torno de R$ 1 bilhão e 200 milhões? Ora, isso não tem a menor importância, segundo o governo. 
O que interessa ao governo é que toda essa dívida seja assumida pelo Estado, que os funcionários da companhia sejam abrigados na Emgerpi e que um novo órgão seja criado para cuidar dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.
Não é só isso. Que depois de o Estado assumir a dívida da Agespisa, com a área completamente limpa, os serviços de água e esgoto sejam repassados para uma empresa particular. O poder público que fique com o abacaxi de pagar a conta, durante não se sabe quantos anos! A empresa privada só vai se preocupar com investimentos e com lucros. Nada mais.  
Segundo o secretário de Governo, Merlong  Solano, que foi presidente da Agespisa por três anos (de 2007 a 2010), a dívida da empresa é decorrente de juros tributados sobre uma dívida não paga, onde há juros sobre juros e multas, durante dez anos. Para a Agespisa funcionar, segundo ele, a empresa precisa se livrar do passivo. 
Merlong Solano disse que o projeto para a transformação da empresa em instituto estava pronto desde a sua passagem pelo comando da empresa. No entanto, ele teria convencido o governador Wellington Dias a tentar mais uma vez recuperá-la. Mas o plano fracassou. “Naquela época ainda poderia ser. Agora, não dá mais. A dívida é muito alta. A empresa é muito cara. Não arrecada o suficiente para pagar as despesas e os tributos”, argumenta o secretário.
“Fizemos um esforço para reestruturar a empresa no modelo que ela tinha, economia mista. Tentamos recuperar. A dívida  com tributos era de 86% da arrecadação. Entreguei a empresa com a redução desta dívida para 26% do operacional”, completou.
Ele informou que uma auditoria poderia constatar que a maior parte da dívida da Agespisa é com tributos não pagos, acumulados com juros sobre juros, e multas correndo ao longo de uma década. O período cobre justamente o correspondente ao governo petista. Durante quase todo ele, a Agespisa não pagava sequer a conta de energia. 

Se a Agespisa chegou mesmo a um rombo de R$ 1 bilhão e 200 milhões em suas contas na forma simplória como expõe o secretário, o que custa passar essas contas a limpo?

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