Marisqueiras apoiadas pela Codevasf no Piauí comemoram melhoria das condições de trabalho

“A gente espera que 2016 seja melhor que 2015 e que tenha mais vendas, mais trabalho e muitos mariscos para pescar. Também queremos trabalhar mais com a Codevasf, que é a nossa parceira do dia a dia”. Esse é o sonho de Maria de Fátima dos Santos Paiva, presidente da Associação das Marisqueiras e Filetadeiras de Luís Correia, entidade apoiada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Piauí.
Além dela, outras 50 mulheres que integram a associação também desejam um futuro melhor para suas famílias. É da pesca artesanal de marisco e de sururu praticada no litoral piauiense que elas retiram renda, alimento e trabalho.
Com o apoio da Codevasf, as produtoras foram beneficiadas pela construção da unidade produtiva, recentemente ampliada. O prédio recebeu o nome, escolhido por elas, de “Unidade Produtiva Jackson César de Sousa Rosa”, em homenagem ao funcionário da Codevasf, falecido em 2012, que idealizou e iniciou o apoio às marisqueiras. O local tem oferecido melhores condições de trabalho para as marisqueiras e filetadeiras da associação.
“Com o apoio da Codevasf, essas mulheres ganharam melhores condições sanitárias de trabalho, por meio da construção da Unidade de Beneficiamento de Mariscos, e puderam aumentar a renda e a qualidade dos seus produtos”, avalia o superintendente regional da Codevasf no Piauí, Inaldo Guerra. “As ações da Companhia contribuíram para o reconhecimento do trabalho desenvolvido por elas na região de Luís Correia”, acrescenta o assistente em desenvolvimento regional do escritório de apoio técnico da Codevasf em Parnaíba (PI), Rafson Varela dos Santos.
A coleta dos mariscos é realizada em diversos pontos, como o estuário do Macapá, a praia da Fortuna e Barra Grande. A renda da produção é dividida entre as associadas, e o dinheiro arrecadado é utilizado como complemento da renda das famílias das marisqueiras. Em 2015, as produtoras produziram cerca de 600 quilos de mariscos.
Além da unidade produtiva, a Codevasf entregou um veículo, equipamentos, materiais e insumos à Associação, que reúne mulheres entre 16 e 60 anos. Para a presidente da entidade, o apoio da Codevasf foi decisivo.
“Tem ajudado muito porque nós não tínhamos carro para o nosso deslocamento até o manguezal, como também para o transporte dos mariscos. Antes da chegada do carro, a gente pagava o aluguel do veículo. Então, facilitou bastante a nossa vida e trouxe economia pra gente”, explica.
marisco
Uma caixa cheia de mariscos com casca chega a pesar cerca de 75 quilos. O quilo do pescado custa em média R$ 12. Os pescados são vendidos às quintas-feiras, na feira livre de Luís Correia, situada em frente a prefeitura municipal. De acordo com Fátima Paiva, os produtos derivados dos mariscos e do sururu também são vendidos em eventos realizados na região, a exemplo dos organizados pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), agregando valor e melhorando a renda das mulheres.

“Nós vendemos vatapá, torta, lasanha, salgados, caldos, entre outros produtos”, enumera. “Hoje, com os equipamentos entregues pela Codevasf, o nosso trabalho melhorou muito. É outra vida”, completa.

O investimento de quase R$ 130 mil foi feito por meio de destaque orçamentário da Secretaria de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, do então Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

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