Punir e corrigir

Por:Arimateia Azevedo
O acidente de que foi vítima o médico goiano, na pousada Casa Tartaruga, em Barra Grande, no litoral piauiense, deveria forçar uma firme tomada de posição por parte dos órgãos de fiscalização, a começar pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para punir aqueles que jogam com a vida dos outros apenas com o fim de obter lucros. O próprio CREA já constatou que a estrutura da Pousada Tartaruga está comprometida por cupins o que faz crer que além do médico, outros hospedes correram sérios riscos. 

Lamentável que, por desleixo, absoluta irresponsabilidade de quem deveria cuidar melhor de seu estabelecimento comercial, o médico Paulo César de Carvalho Teles se encontre entre a vida e a morte (já está atestada sua morte cerebral). Ele e a esposa Leânia e filhos, escolheram Barra Grande para passar o final do ano por entender e acreditar na propaganda de que aquilo lá seria o paraíso, mas, infelizmente, encontraram o inferno, ao caírem da sacada da pousada confiando que sua estrutura seria segura. Culpa de quem deveria ter propiciado a eles e aos demais visitantes todas as boas condições de estadia. 

Quem garante que outras pousadas, hotéis, que nem sempre são fiscalizados, não estão com suas estruturas igualmente comprometidas? A Polícia deve agir imediatamente para punir os responsáveis. No Brasil, há o ditado, segundo o qual, o sujeito só abre o olho quando é roubado. Agora, depois da lamentável tragédia que vitimou a família goiana o CREA vai realizar nova inspeção na pousada Tartaruga e nos demais estabelecimentos do gênero. Para, segundo palavras do presidente da entidade, Paulo Roberto: ‘educar os proprietários e orientar sobre os riscos da falta de manutenção’. Francamente.

 Crea-PI flagra cupins em estrutura da pousada onde médico caiu

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