Detentos produzem doces e conservas na Penitenciária de Parnaíba

Vinte detentos da Penitenciária Mista de Parnaíba receberam, nesta quarta (3), os certificados de conclusão do curso de Preparador de Doces e Conservas, ministrados por meio de parceria com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Cerca de 50 cursos profissionalizantes são desenvolvidos pela Secretaria de Justiça em unidades prisionais do Piauí. Mais de 500 detentos estão sendo capacitados pelo Pronatec Prisional e 1.000 vagas foram abertas para o Pronatec Justiça – duas modalidades do programa desenvolvidas nas penitenciárias.
“Foi uma oportunidade importante para nós, que pudemos sair da ociosidade e começar a fazer algo produtivo. Tenho esperança de que, quando sair daqui, terei muitas chances de reconstruir minha vida”, relata Mônica Freire, uma das reeducandas que participou do curso. Ela também passou no Exame Nacional do Ensino Médio.
Claudete Maria Santos, mesmo depois de conseguir o alvará de soltura, resolveu continuar e concluir o curso de Preparador de Doces e Conservas. “Só temos a agradecer por essa oportunidade dada pela gerência, pelo Senar e pela Secretaria de Justiça. Quando a gente quer a gente muda”, diz.
O secretário de Justiça, Daniel Oliveira Valente, destaca o compromisso do Governo do Estado em investir em ressocialização como uma das formas de afastar as pessoas privadas de liberdade da criminalidade, criando meios para uma reintegração social adequada.
“Paralelamente às melhorias estruturais que estamos fazendo e as novas unidades que estamos buscando, precisamos garantir o acesso dessas pessoas à educação, ao trabalho, dar assistência psicológica e jurídica, assegurando todos os direitos que se devem aos cidadãos”, enfatiza.
Reginaldo Veloso, gerente do Senar que colaborou para a realização do curso na Penitenciária de Parnaíba, pontua que “o Pronatec veio como oportunidade de mudança de vida, ao dar uma nova chance para o detento repensar e mudar sua vida e, a partir daí, se reintegrar à sociedade”.( )

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