Tribunal de Justiça pressiona professores a encerrar a greve

   Desembargador Raimundo Eufrásio: alerta aos professores sobre risco de descumprimento de ordem judicial
O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), desem-bargador Raimundo Eufrásio Alves Filho,  afirmou ontem que “o Judiciário não vai cair de joelhos e as decisões judiciais não têm que ser discutidas, têm que ser cumpridas”. Ele se referia à decisão do Sindicato dos Professores e Trabalhadores em Educação (Sinte-PI) em permanecer em greve mesmo com a decisão do desembargador Paes Landim considerando a greve parcialmente ilegal.
Paes Landim determinou ainda que 70% da categoria retor-nasse à sala de aula sob pena do pagamento de multa de R$ 100 mil por dia. Raimundo Eufrásio adiantou que pode bloquear a conta do Sinte-PI para forçar os professores a cumprir a ordem judicial. Amanhã, o presidente do TJ-PI vai intermediar audiência de conciliação entre o Governo do Estado e o Sinte para tentar pôr fim à paralisação. Os professores cobram o aumento de 11,36% em uma parcela, o Governo oferece o reajuste em duas vezes – 5% retroativo a janeiro e os outros 6,36% em outubro.
A decisão do desembarga-dor mandando os professores voltar à sala de aula foi dada há dez dias e ignorada pelo sindicato, que decidiu manter a paralisação. Anteontem, a Procuradoria Geral do Estado informou que entrou no Tribunal de Justiça com pedido para que o Sinte-PI seja obrigado a cumprir a decisão judicial. “Estamos vivendo um momento em que todas as instituições caíram e o Judiciário continuou de pé. E o Judiciário não vai ficar de joelhos, vai continuar de pé. As decisões judiciais têm que ser cumpridas”, advertiu o presidente do Tribunal, na última sexta-feira.(Diário do Povo)

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