Ano perdido

Por:Arimatéia Azevedo
Uma coisa é certa sobre 2016: este é um ano que já nasceu velho. Estamos em abril em meio a uma economia em frangalhos, com uma crise institucional que deve se arrastar por muito tempo. O Brasil caminha como um morto-vivo em meio às 20 maiores economias do mundo, desacreditado porque se está criando uma situação de indefinição política que vai se arrastar pelo menos até a segunda metade do terceiro quadrimestre do ano. 
Enquanto isso, a economia cresce para baixo feito rabo de vaca, levando para o chão o consumo das famílias, atingidas fortemente pelo desemprego, queda na renda, redução de confiança e outras mazelas políticas com potencial para deprimir uma demanda já bastante esfriada. 
Caminhamos para um ano de recessão robustecida pela crise política, cuja conta maior e mais amarga está sendo paga pelos eleitores, tenham eles votado em Dilma (mais de 54 milhões), em Aécio (mais de 51 milhões), tenham eles se abstido, votado nulo ou branco (mais de 36 milhões). E não adianta, aliás, procurar responsabilidade no imobilismo econômico apenas em Dilma Roussef. Ela chegou ao Planalto pelas mãos de Lula e na vasta e interesseira companhia do PMDB de Michel Temer. Se todos têm parcelas de culpa, a todos eles cabe a grandeza de apressar a solução.

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