E o povo, o que lhes sobra?

Por:Arimatéia Azevedo

Durante mais de uma década a mídia destacou a quantidade de dinheiro que os governos estaduais diziam ter conseguido nas gestões de Lula e Dilma. Observadores da cena ficavam abismados com tanto dinheiro, mas sem registrar, contudo, uma obra estruturante, de grande porte. Na mesma sequência das chuvas de dinheiro para o Piauí, que se evaporaram, governos vizinhos souberam e conseguiram recursos para investimentos muito mais sólidos e reais: refinarias no Ceará e Pernambuco, siderurgia no Maranhão, e grandes obras no Rio Grande do Norte e outros Estados. 
No Piauí, se diz em tom de blague, que vieram apenas postos de gasolina, pois, não se conseguiu nem os minguados recursos para a duplicação das entradas de Teresina das BRs 343 e 316. Fizeram muito alarde, chegaram a rebaixar trechos, mas se o dinheiro veio, irrigou alguns bolsos, não serviu para os propósitos anunciados. Aliás, é bom que se frise, esse dinheiro foi conseguido a título de empréstimo no BNDES, aumentando o endividamento do Estado, para fazer obra em área federal. Hoje, se vê num verdadeiro frenesi os políticos dos diferentes partidos que apoiam a gestão Michel Temer correndo atrás de cargos. Ontem, foi festejada a nomeação de João Henrique Souza, para presidente do Conselho do Sesi, enquanto reafirmam entre todos eles que mais cargos virão. Eles escondem, mas estão se engalfinhando pelos melhores cargos, se é que, se pode dizer, que nessas representações federais, há cargo considerado bom. De fato, como o próprio Temer alardeou, são mais de 100 mil cargos comissionados, que só fazem a aparente alegria de quem os ocupa e nem sempre representam positivamente geração de investimentos e crescimento para o Estado, num todo. Hoje, como em ocasiões do passado, ajeitam-se os políticos, resolvem-se a vida de todos eles, ficando os interesses maiores da coletividade em segundo plano, ou, definitivamente esquecidos.

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