Eleições sob novos ares

Por:Arimateia Azevedo
As eleições deste ano, para prefeito e vereadores, deverão ser o ponto de partida para que o processo eleitoral seja corrigido das graves distorções que se acumulam, por décadas, e corroem o sistema político eleitoral brasileiro. Os vícios do eleitor e os vícios dos políticos precisam ser confrontados com a realidade dura das operações da Polícia Federal e Ministério Público, que lograram êxito nas investigações e apontaram, ao longo dos últimos anos, que a casta dos empresários se mostrou impura, somando-se aos políticos e maus gestores, em conluio degradante e desmoralizante. 
O certo é que as expectativas são positivas, no sentido de que efetivamente exista o limiar de um novo tempo, em que o eleitor se convença de que o bom político não é aquele que paga a sua conta de água ou de luz, lhe dê carradas de tijolos ou massará, mas aquele que sabe buscar recursos para melhor atender aos anseios da população. Se houver um acerto entre compromisso e seriedade, vontade política e honestidade, poderá haver uma verdadeira revolução, cultural, até, de modo que se possa imaginar um futuro melhor com regramentos aperfeiçoados e mudança de hábitos e costumes de eleitor e candidatos. Isto necessariamente passa pela reforma politico-eleitoral, eventualmente com a adoção de um voto distrital aperfeiçoado ao modelo brasileiro, fugindo das regras rígidas do sistema alemão. Nessa linha, o objetivo é de permitir maior proximidade entre o eleitor e o seu eleito, para evitar distorções,  onde alguém perde a eleição com 80 mil votos e outro seja eleito com apenas 5 mil votos, nas chamadas sobras de legendas. Isto pode fazer a expectativa de mudança se transformar em novos ares na política brasileira.

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