Governo estuda cortar salário de 16 mil servidores

Governador Wellington Dias em reunião com secretários ontem: Estado extrapolou o limite prudencial da LRF

O governador Wellington Dias (PT) reuniu  a comissão de gestão financeira no Palácio de Karnak para avaliar o equilíbrio financeiro do Estado e estudar medidas para cortar gastos com pagamento de pessoal. A meta é manter o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos gastos com pessoal. 

O Estado ultrapassou o limite prudencial de gastos com pessoal no primeiro quadrimestre (janeiro a abril) e tem os próximos dois quadrimestres para se adequar às exigências legais, sob pena de ficar sem receber repasses federais e impedido de fazer operações de crédito.
Dentre as medidas, se estuda reduzir a condição especial de trabalho ou o número de cargos comissionados no Estado. São 16.350 servidores, dentre comissionados, prestadores de serviço e contratados, sujeitos a cortes. O governador já tinha baixado um decreto determinando medidas de economia em todos os órgãos do Estado, sobretudo em custeio. Mas o decreto será revisto, para ver onde mais pode ter cortes, além do que já foi determinado, para amenizar os gastos da receita corrente liquida com pagamento de pessoal.
Os olhos do Governo se voltaram para a condição especial de trabalho e para o número de cargos comissionados para fazer a readequação das finanças públicas. A reunião da comissão de gestão financeira será determinante para definir as providências a serem adotadas. O Estado tem hoje uma folha de 98.568 servidores, segundo o Portal da Transparência, em dados de abril de 2016. Destes, 2.379 são comissionados exclusivos; 4.876 são servidores efetivos em cargo de comissão; 3.299 são prestadores de serviço e outros 5.796 são servidores com contratos com o Estado. (Diário do Povo)

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