Sem solução: A precariedade do IAPEP em Parnaíba é debatida em Audiência

                   Mesa de Honra: André e representantes do IASPI
Mais uma vez a Câmara Municipal tentou, através de audiência pública, encontrar solução para a atual situação de precariedade em que se encontra a agência do antigo IAPEP em Parnaíba, órgão que na atual gestão passou a se chamar Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público do Piauí – IASPI. Houve afirmações e desmentidos mas pouca sinalização rumo a uma saída.
Sugerida pelo vereador André Neves, a audiência pública foi realizada na manhã desta quinta feira, no auditório da Câmara, e contou com a participação, além de André Neves, apenas dos vereadores Antônio Diniz, Astrogildo Fernandes e Ceará do Povo. Representando o IASP vieram a diretora administrativa e a coordenadora do IASPI /PLAMTA, Lívia Nogueira e Sônia Maria, respectivamente. Foram convidados também e não compareceram, dentre outros,  o secretário de saúde do Estado, Francisco Costa, secretário de saúde do município, David Soares, representantes de clínicas hospitais e laboratórios, representantes do Ministério Público e da OAB. As ausências foram lamentadas por haverem esvaziado o debate.
                           Plenário vazio:poucos vereadoes
De início a Diretora Administrativa do IASP, Lívia Nogueira, disse que o Governo Wellington Dias já havia desativado 19 agências do antigo IAPEP, mas a de Parnaíba seria preservada. E que ela e sua colega, Sônia Maria, ali estavam mas não havia nenhuma denúncia específica formulada contra o órgão que representavam e que todas as clínicas credenciadas em Parnaíba estavam atendendo, porém, era necessário apresentarem as 7 certidões negativas exigidas para terem seus pagamentos efetuados.
As duas diretoras do IASP Saúde disseram também que, além de 15 clínicas e 7 hospitais credenciadas, em Parnaíba também existem vários especialistas igualmente em condições de atenderem os segurados do órgão. “Em Teresina os credenciamentos estão suspensos mas no interior a gente espera que os profissionais e as clínicas procurem a diretoria regional do IASPI/Saúde para se credenciarem, destacou  Sônia Maria,  coordenadora do IASPI/PLAMTA.
                              Afirmações e desmentidos
Na ocasião o diretor do Hospital Nossa Senhora de Fátima, Henrique Resende, afirmou que as clínicas não atendem o plano de saúde do Estado porque há dificuldades na hora do pagamento, e que apenas o Hospital Marques Bastos estava sendo a exceção. “Não existe atendimento de urgência e emergência porque o hospital não recebe, além do fato da tabela de pagamento em Parnaíba ser diferenciada em relação a Teresina”, disse Henrique Resende, que foi contestado por Sônia Maria que confirmou  que as tabelas são as mesmas.  “Temos pagamentos atrasados de 2011, que tivemos que entrar na justiça para receber”, disse Henrique, ao ouvir que naquele dia estavam sendo pago o mês de abril à rede credenciada.
O representante do Hospital /Dia no município,  Levindo José Carneiro, discordou das representes do IASPI que afirmaram que o Estado estava pagando às clínicas credenciadas o mês de abril e que era fácil credenciar profissionais junto ao órgão. “O mês de janeiro nos foi pago em abril e de lá para cá não recebemos nada. Há dois meses estamos tentando credenciar uma psicóloga e não conseguimos”, destacou, lamentando o fato de nada ser resolvido em Parnaíba, sequer a expedição de carteiras aos associados.
De acordo com o médico Adegildes Araújo, representante do Sindicato dos Médicos do Piauí, os profissionais sofrem com o atraso nos repasses de valores referentes aos serviços prestados, além da burocracia para conseguir se credenciar. Esta dificuldade, conforme o SIMEPI, tem contribuído para diminuir a rede de atendimento em Parnaíba. “Vários colegas médicos, e eu sou um, não consegue se credenciar. O maior plano de saúde do Estado deveria buscar as clínicas e os profissionais.”, lamentou. Segundo ele, cerca de 95% do dinheiro arrecadado fica em Teresina. “É um plano grande, recebe em dia, é mais que o dobro do que recebe o 2º maior plano que é a UNIMED”, frisou.
O empresário Henrique Resende ratificou a posição de Adegildes Araújo informando que de 39 planos de saúde, cerca de 99% paga razoavelmente em dia, o único que atrasa pagamentos é o IASPI/PLAMTA, que é o maior.
Ao fim do debate, ficou definido que será formada uma comissão com representantes dos usuários do plano, da classe médica, da OAB, do Ministério Público Estadual, além do próprio vereador André Neves. O grupo ficará responsável por levar demandas e propostas para melhorar o serviço e também intermediar o diálogo com a direção do plano.
(Por Bernardo Silva)
Fonte:Jornal “Tribuna do Litoral”
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