Elefantes brancos construídos para a Copa enfim serão investigados

Por: Roberto Jefferson
Entre os muitos inquéritos que surgiram após as delações
dos 77 executivos da construtora Odebrecht, surgiram alguns sobre obras que
inexplicavelmente ainda não estavam no foco das autoridades: os estádios
construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014. Esses estádios
receberam investimentos bilionários, e sua construção foi cerca de suspeitas
desde o início, ainda no governo Lula.
A pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro
Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou que sejam encaminhados
para outras instâncias relatos que envolvem o Maracanã, o Mané Garrincha, a
Arena Castelão, a Arena da Amazônia e a Arena Pernambuco. Os inquéritos apontam
para uma “possível prática criminosa associada às construções”.
Os dois maiores exemplos do uso da construção dos
estádios da Copa para financiar um extenso esquema de corrupção foram o Mané
Garrincha, em Brasília, que custou quase R$ 2 bilhões, e o estádio do
Corinthians, que custou mais de R$ 1 bilhão e teve a intermediação direta do
ex-presidente Lula. Em Brasília, na época governada pelo PT, gastou-se tanto
para construir o estádio que ele chegou a figuras na lista dos mais caros do
mundo. Especialistas, na época, disseram que era possível construir duas arenas
no preço da que foi erguida em Brasília.
Hoje, a maioria dos estádios, que consumiram dezenas de
bilhões de reais dos cofres públicos, recebem poucas partidas e são
deficitários. Mais uma herança maldita dos 13 anos de governos do PT, que
devastaram o Brasil em função de um projeto de poder eterno.

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