Partidos atrapalham candidatos ao governo

Por:Zózimo Tavares
Pelo menos três dos principais pré-candidatos a governador lançados do lado da oposição começam as dificuldades para viabilizar seus nomes já dentro de casa, ou seja, dentro de seus próprios partidos.
O presidente do Sesi e vice-presidente estadual do MDB, ex-ministro Joáo Henrique Sousa, o primeiro a cair em campo, passou o ano de 2017 tentando convencer o seu partido de que o seu lugar é na oposição, de que  a sigla deve apresentar candidato próprio ao governo e de que, de preferência, esse nome deve ser o dele.
As bases peemedebistas receberam o ex-ministro com algum entusiasmo, na ‘Caravana Piauí em Movimento’, porém a cúpula do partido no Estado fez ouvido de mercador para a sua pregação e segue firme em direção ao palanque de reeleição do governador Wellington Dias. O sonho público da bancada estadual é indicar o vice do governador.
O deputado estadual Dr. Pessoa, um nome que vem surgindo com boa aceitação popular, não tem espaço para se mexer dentro do seu PSD, que é carne e unha com o governo.
O presidente regional da sigla, deputado federal Julio César, briga mais por uma vaga na chapa majoritária do governo para ele do que pela candidatura própria ao Karnak.
Já o ex-senador João Vicente Claudino, que ensaia seu retorno à política como candidato a governador, sabe que o PTB, seu ex e futuro partido, é 100% governo. Assim, ao invés de ele puxar o partido para a oposição, é mais fácil o partido arrastá-lo para o governo.
Nessas circunstâncias, com os partidos contra, qual é o nome que tem chance de se afirmar como candidato de oposição?

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