Politicamente falando

Por:Benedito Gomes (*)
(especial para o blogdobsilva)
Desde 1966, quando cheguei aqui na bela cidade de Parnaíba, fui me envolvendo com movimento políticos, e com a política. Primeiro participei de eleição para grêmio estudantil e sou um dos cinco rapazes que na época fundamos a Casa do Estudante de Parnaíba – não me lembro o ano, talvez em 1969.
O movimento politico era bipartidário, ARENA e MDB: Dr João Silva, Ribeiro Magalhães, Walterdes Sampaio e outros, comandavam a ARENA. Elias Ximenes do Prado, Reinaldo Santos, Custódio Amorim e mais alguns amigos formavam o MDB, partido que fazia oposição ao governo.
Na época eu estava envolvido no movimento estudantil, simpatizante da democracia e amante da liberdade. Não pensei nem duas vezes e formei nas fileiras do MDB, onde estou até hoje. Junto com Elias Ximenes perdemos e vencemos eleições. Campanhas dificílimas, contra a ditadura e contra grandes homens políticos que Parnaíba já teve.
Diante do exposto resolvi fazer um comparativa dos homens de respeito, de atitude, de honestidade, de moral e força política, que tínhamos há 30 anos , para comparar  com o que temos hoje. Nas décadas de sessenta a noventa, por exemplo, tínhamos aqui homens preparados que podiam assumir o cargo de prefeito de Parnaíba e exercer a função com dignidade. Entre muitos cito alguns: Lauro Correa, João Silva Filho, Mão Santa, José Alexandre, Batista Silva. E hoje, o que temos?
Lembro também o que havia de bom, naquela época, para governo do estado. Os nomes em evidência eram Alberto Silva, Wall Ferraz, Dirceu Arcoverde, Freitas Neto, Lucídio Portela e muitos outros.
Pensei um pouco e lentamente cheguei ao planalto central para recordar também os grandes nomes presidenciáveis.
A ARENA tinha nos seus quadros diversos generais, homens íntegros, qualquer um que fosse escolhido seria de bom grado e facilmente aceito pelo colégio eleitoral. O MDB não ficava atrás, competia em igualdade com grandes nomes, entre eles, Marcos Freire, Franco Montoro, Mario Covas, Oreste Quércia, Paulo Brossard, Pedro Simon e a grande estrela do partido, Ulysses Guimarães. Estes homens aqui citados faziam partes do nosso congresso, câmara e senado, respeitavam, eram respeitados e admirados pelo povo brasileiro.
Hoje no âmbito municipal, estadual e federal você vê alguém que possa substituir os atuais governantes e que nos traga paz, confiança e imponha um ritmo de desenvolvimento que nos dê tranquilidade no presente e no futuro?
É bom observar que com os legislativos que temos; não há executivo que governe. Nos municípios a governança é feita com portarias, nomeações de Aspones, etc., para que o prefeito tenha uma base sólida. Nos estados predomina a convocação de suplentes, criação de secretarias, distribuição de portarias a quem não trabalha, criando assim p aumento de despesas e em consequência o aumento de impostos.
E em Brasília, no âmbito federal, como se governa? Deve ser difícil. Nosso congresso parece uma penitenciária, com quase a metade dos seus ocupantes respondendo processos; os altos comandos empresariais ou governamentais de nosso país ou estão presos ou estão a caminho de serem punidos pela lei.
A praça dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, nos últimos, a eles foram acrescentados mais dois: o poder da “propina e da corrupção”. Ali naquele quadrilátero está o comprador, a mercadoria e a fiscalização que lamentavelmente está de olhos vendados.
No Brasil temos milhares de homens e mulheres que poderão candidatar-se a algum cargo eletivo: pessoas honestas, cultas, de bom caráter e respeitadas. No dia 07 de outubro próximo teremos eleição. Pense, medite, reflita e escolha seu candidato.
(*)Benedito Gomes
Contador UFPI

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