Fonteles diz que Lei de Responsabilidade Fiscal impede Estado pagar reajuste da educação

Secretário Rafael Fonteles (Foto: Portal AZ)

Secretário Rafael Fonteles

Trabalhadores em educação do Estado não terão seus salários reajustados, pelo menos até o mês de maio, e quem garante é o secretário de Estado de Fazenda, Rafael Fonteles. Segundo ele o governo não tem condições de promover o reajuste de 6,81% solicitado pelos educadores por estar acima do limite prudencial de gastos.

“A proposta do governo é cumprir os 6,81% assim que a Lei de Responsabilidade Fiscal permitir. A gente está acima do limite prudencial e a Lei de responsabilidade proíbe qualquer reajuste”, disse Rafael em entrevista concedida nesta terça-feira (20).
O incremento vai depender do relatório de finanças do Estado relativo ao próximo quadrimestre (que se encerra em abril). Com o relatório, que sai em maio, “nós teremos nossa estimativa, e retornado a ficar abaixo do limite prudencial, o aumento poderia ser concedido”, pontuou o secretário.
“A gente pede a compreensão, que vai ser dado o reajuste assim que se voltar atrás com relação ao limite prudencial”, acrescentou ele.
Reunidos na manhã de ontem (19) os trabalhadores da rede estadual anunciaram greve geral. A partir do dia 23 de fevereiro a categoria deve paralisar as atividades.
No encontro a classe reafirmou proposta de reajuste de 6,81% para todos os trabalhadores em educação, linear e extensivo aos aposentados, e reajuste de 3,14% para os funcionários de escola, referente ao ano de 2017.

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