Professores estaduais paralisam atividades

Aprovada em assembleia geral da categoria no começo da semana, os trabalhadores em educação do Piauí iniciaram uma greve nesta última sexta-feira (23), paralisando completamente suas atividades por tempo indeterminado, adiando assim o início do ano letivo. 
Com cerca de 950 alunos matriculados, a escola João Clímaco de Almeida, localizada no centro de Teresina, está completamente paralisada. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (SINTE-PI) garante que a maior parte das escolas do estado estão na mesma situação.
Os servidores cobram um reajuste salarial de 6,81%, além dos 3,15% que já haviam sido acordados com os funcionários das escolas mas que não foi cumprido pelo Governo do Estado. Segundo João Correia, diretor de Comunicação do SINTE-PI, a proposta enviada aos grevistas não foi o suficiente, sendo rejeitada pela maioria dos trabalhadores.
“A proposta não contempla toda a categoria, pois defendemos os trabalhadores em educação ativos e inativos. Foi proposto que os 3,15% acordado para janeiro deste ano fosse substituído por um auxílio alimentação. O auxílio alimentação não é salário, é uma condição de trabalho que não vai para o vencimento. Esse é nosso entendimento”, explicou o diretor.
O diretor reitera que a proposta foi a mesma apresentada aos professores ativos e inativos. Ele ainda declara que o movimento busca, além de reajuste salarial e valorização dos trabalhadores, melhores condições de trabalho, e denuncia a precariedade da estrutura das escolas do estado.
“Tem escola que não tem cadeira, sem o teto, em reforma e para ser reformada. São vários problemas, dentre outros que a gente está sempre lutando. Condições de trabalho, estrutura e valorização, essa é nossa luta”, afirmou João Correia.
A categoria volta a se reunir na próxima terça-feira (27) para uma nova assembleia, quando o movimento de greve será reavaliado. Até lá, o SINTE aguarda uma nova proposta do Governo, caso não aconteça, a entidade pretende deliberar manifestações e audiências públicas no Tribunal de Justiça (TJ), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Assembleia (ALEPI). “Estamos nos mobilizando para que possamos ter um movimento coeso e também eu venha dar um resultado positivo o mais rápido possível nosso maior interesse é trabalhar e não fazer greve”, concluiu João Correia.

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