Fórum de governadores termina sugerindo ações que já estão em andamento

Do encontro dos 8 governadores do Nordeste, realizado ontem (6) em Teresina, ficaram: as críticas ao presidente Michel Temer (MDB) e uma carta lançada pelos governadores.
Segundo a carta, o encontro dos governadores teve como objetivo refletir sobre as questões relacionadas a Segurança Pública e construir estratégias de atuação conjunta.
Wellington Dias (PT) decidiu realizar o encontro depois da intervenção no Rio de Janeiro e um dos argumentos foi justamente que a ação poderia gerar a migração dos criminosos para outros estados, entre eles estados do Nordeste. Fazendo o que bem sabe fazer, política, W.Dias, chamou pra si a responsabilidade de reunir os governadores da região que menos se alinha com o presidente Temer para debater o assunto do momento: Segurança. A grande novidade do encontro ficou mesmo por conta do protesto dos delegados pela situação da corporação.
Mas, com 5 páginas, a carta não trás nenhuma novidade ou fato novo que já não se tenha conhecimento, tanto no Nordeste como no resto do país. Inclusive nas sugestões que propõe como a Criação de um Fundo Nacional de Segurança Pública, Integração do sistema de comunicação entre as Polícias e os Estados, Criação do Sistema Único e Nacional de Segurança Pública e o Monitoramento integrado de fronteiras do Brasil. Exceto ações que envolvem  financiamento emergencial com recursos para os estados as demais estão em andamento e ou já foram sugeridas pelos próprios governadores em outras ocasiões.
O documento cita ainda dados sobre a violência no país, como o número de 61 mil mortes violentas registradas. A Região Nordeste com 344.383 roubos, representando 20% dos indicadores nacionais. Ainda, segundo a carta, no Brasil não existe estratégia nacional de enfrentamento a criminalidade. E que, diante disso, faz-se necessário a criação de mecanismos que possibilitem ações integradas de enfrentamento à violência é um dos pontos citados na carta. Outro é a necessidade de valorização da inteligência policial.(Elizabeth Sá)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *