‘Forbes’ avisa que ‘o Brasil está de volta’, com a reforma da previdência

Revista de negócios já aponta o Brasil como atraente mercado para investimentos

A revista de negócios Forbes, uma das mais influentes do mundo, publicou matéria nesta quinta-feira (11), em tom muito positivo, um dia depois da aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno, afirmando que “o Brasil está de volta”.

O título da matéria, dirigida ao mundo financeiro de Wall Street, em Nova York, não esconde o entusiasmo do autor do texto, Kenneth Rapoza: “O Brasil está de volta, baby”, citando o fato de o Índice Bovespa “bater todos os mercados emergentes”.

A Forbes saúda a aprovação da reforma e sinaliza que investimentos voltarão ao Brasil.

Segundo a Forbes, o Brasil “está superando a China” e até “o mercado de ações da Trump em casa”. Rapoza explica: “Tudo isso graças a um projeto de reforma da previdência que já foi impopular e que teve dezenas de milhares de participantes no mês passado em apoio à pressão do novo presidente para reformular o sistema de pensões públicas do Brasil.”

O articulista da publicação diz que esta semana a empresa americana de investimentos BlackRock recomendou que os investidores superem o peso do Brasil, dizendo que era melhor do que qualquer coisa na Ásia, devido aos efeitos da China na guerra comercial.

A BlackRock, Inc é a maior e mais famosa empresa americana de gerenciamento de investimentos de nível global.

Kenneth Rapoza avalia, no entanto, que “a economia do Brasil ainda é lenta” e os dados econômicos “não são totalmente impressionantes”. Ele lembra que os bancos vêm reduzindo o crescimento e os investidores estão negligenciando os fundamentos, apostando no bom andamento a partir de agora para a reforma previdenciária.

O presidente Jair Bolsonaro teve um começo lento na reforma da previdência, segundo a Forbes. “Seu principal ministro, Paulo Guedes (Economia), um favorito de Wall Street do banco de investimentos BTG Pactual, finalmente chegou ao Congresso”. Para ele, “a reforma previdenciária é o que os mercados se sentem francamente celebrantes no Brasil.”

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