Piauí:vocação para o atraso

Senador defende ações estruturantes e cita estudo (Foto: Jailson Soares/PoliticaDincamica)

O Piauí ainda é um Estado atrasado em muitos aspectos. É duro ser piauiense e ter que dizer isso, mas é a verdade. Todos nós, ou pelo menos a maioria de nós piauienses, temos um sentimento de pertencimento pelo Piauí, mas tê-lo, no entanto, não significa fechar os olhos para o atraso que enfrentamos em tantas coisas. Uma delas é o abastecimento no semiárido.

Ontem (12), o senador Elmano Férrer, que foi técnico da Sudene, revelou um dos aspectos que demonstram bem o porque de sermos atrasados. Ao falar dos problemas hídricos no semiárido piauiense, disse que um estudo feito no governo Freitas Neto, no início da década de 1990, quando ele era secretário de Planejamento, apontou que aquela região tinha reserva de água subterrânea para abastecer o semiárido por pelo menos 300 anos.

O estudo foi feito através de um acordo de cooperação internacional com a empresa italiana Aquater. Foi um dos mais completos levantamentos hídricos subterrâneos do país. Com os resultados do estudo, bastava vontade política e compromisso para usar aquela abundante reserva. No entanto, passados quase 30 anos, nada foi feito. Temos potencial, mas não temos capacidade de utilizá-lo. Assim, temos também, até hoje, o atraso.

FALANDO NISSO…
A cidade de São Raimundo Nonato, no semiárido piauiense, está há quase 15 dias sem água. Por lá, o abastecimento historicamente foi vergonhoso. Dessa vez, um grande vazamento na combalida adutora do Garrincho deixou a cidade sem água. A situação em São Raimundo é caótica por conta do problema. Técnicos da Agespisa trabalham para resolver.

Em 2018, adutora foi inaugurada, mas nunca funcionou (Foto: Assessoria/Ciro Nogueira)Em 2018, adutora foi inaugurada, mas nunca funcionou (Foto: Assessoria/Ciro Nogueira)

ENGANO RÁPIDO
São Raimundo Nonato tem outra adutora, a de engate rápido. Inaugurada em julho de 2018 pelo governador Wellington Dias (PT), pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas) e uma penca de políticos governistas, a adutora tem sido chamada de outro nome: adutora do engano rápido. É que após um ano, a obra que custou R$ 15 milhões nunca funcionou. (Gustavo Almeida)

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