Deputada Teresa Brito: “Encontrei no Heda uma situação de guerra”

POR: BERNARDO SILVA

A deputada estadual Teresa Brito (PV), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, em visita na tarde desta quinta-feira (7) ao Hospital Dirceu Arcoverde (Heda), junto com outros deputados e representantes da secretaria de saúde, além de alguns vereadores, disse que ficou muito chocada com a situação do Pronto Socorro do hospital: superlotado, “com pacientes com até 3 dias de internados numa cadeira, paciente de pé diabético, que não pode ficar nessas condições, com edema nas pernas, muito sofrido. Vi muito sofrimento aqui, uma situação de calamidade, parece um hospital de guerra”, disse a deputada, em entrevista  exclusiva ao Blog do B. Silva.

Ela disse que ficou chocada e com grande preocupação, prometendo e  cobrar providências no sentido de ter um atendimento humanizado, que não está tendo. “Já tivemos uma reunião com a diretora e tem que resolver essa situação de pacientes internados em cadeiras, em macas sem colchonetes, sem lençóis, o hospital tem muito poucos lençóis, a maioria é de lençóis de pacientes. É preciso ter mais humanização e celeridade. Nós vimos  paciente aqui que chegou às 9 da manhã, já tinha feito um exame de imagem, uma tomografia,   mas às 15 horas o médico não tinha aparecido para dar um diagnóstico. Igual essa situação tinha outras. Está tudo muito desorganizado”, denunciou.

Ela disse também que, embora tenha outros, o grande gargalo do hospital é o Pronto Socorro, que é superlotado e recebe pacientes de vários municípios vizinhos. “É preciso organizar essa rede. Tem um hospital em Buriti dos Lopes que tem 22 leitos mas está fechado para internação porque o governo do Estado está devendo, há 7 meses, o repasse  que é 79 mil reais. O hospital está limpinho, arrumadinho que poderia ser referendado; temos Barras, que é um hospital muito grande, tem estrutura boa, que pode se fazer um grande atendimento, e barrar um pouco essa vinda de pacientes pra cá”,. comentou.

Ela relatou haver encontrado  vários pacientes de Barras, Esperantina, Piracuruca… “esses atendimentos poderiam ser atendidos na região. Os de Piracuruca poderiam ser atendidos em Piripiri. Lá também está superlotado mas está bem organizado. “Eu disse para a diretora que ela deve ir para dentro do PS, com uma diretoria de enfermagem boa.  Há muitas reclamações com atendimentos, grosseiros,  os pacientes maltratados. Eu ouvi muito isso nas enfermarias. Pra mim foi uma decepção o hospital de Parnaíba.. Aqui em pensei que estava organizada, mas encontrei um hospital de guerra. Aqui o PS está muito ruim. Vamos cobrar as providência”.

O outro Lado

A atual diretora do Heda, Gisella Maria Serafim, disse estar há pouco mais de 90 dias e “temos buscado entender o contexto da cidade e a relação do Heda com Parnaíba e os 11 municípios da planície litorâneas; Essas dificuldades não são de agora, demanda de 15 a 20 anos, porque a cidade foi crescendo, a cidade oferece uma boa condição de vida, mas infelizmente temos uns percalços n saúde”, destacou.

Ela comentou também a respeito de uma grande demanda dos municípios da planície litorânea; do Maranhão e um pouco do Ceará, que também buscam o Heda ´para tentarem amenizar uma assistência. “A vinda dos parlamentares vai ser uma tentava de buscarmos solução, através de emendas parlamentares, porque na verdade não podemos culpar só o governo. Temos que buscar outras estratégias, até a pareceria público privada, porque a saúde é cara.E nesse entorno há uma dificuldade muito grande, porque além  da saúde pública os pacientes também da saúde privado vem pra cá porque não se tem um pronto socorro particular. Acredito que, a partir dessa fiscalização, a gente possa tratar de algumas propostas com o legislativo. Vamos marcar algumas encontros para alinharmos algumas saídas”, justificou.

Entrevista concedida a Gláucio Jr.

Fotos: Gláucio Jr.

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