Mão Santa critica impedimentos na doação de terras a quem precisa

Prefeito de Parnaíba, Mão Santa

O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, em recente pronunciamento no auditório da Prefeitura, disse que “a cidade e o seu governo vão muito bem, mas o povo ainda sofre injustiças”. Ele lembra que no início da atual gestão anunciou a doação de terrenos para famílias pobres construírem suas casas em regime de mutirão. Seria construído o Conjunto Solidariedade, cujos terrenos estão localizados nas proximidades da Faculdade IESVAP. “Mas o PT entrou na justiça e não deixou. E já vamos para o terceiro ano do nosso governo e a justiça não teve coragem de julgar”, destacou.

“Rui Barbosa dizia que justiça tardia é injustiça manifesta. Quando anunciei a doação dos terrenos um bocado de advogados disse que eu estava invadindo terras. Mas fomos orientados que os terrenos eram do município. Mas está na justiça. Nós nos entregamos à justiça. Mas são terrenos que foram roubados por alguém no passado. Nós não temos um pedaço de terra. Mas queríamos doar os terrenos para quem não tem um pedaço de terra, construir suas casas em regime de mutirão, onde cada família iria trabalhar. Chegamos a contratar um engenheiro civil para orientar as famílias. Mas vai fazer 3 anos que o assunto está na justiça e não é julgado. Já passou pelas mãos de 5 juízes”, protestou o prefeito.

Mão Santa nunca se nega em receber pobres no seu gabinete

Mas ele disse que persiste na sua disposição de doar terras aos mais necessitados, a exemplo do que fez quando governou a cidade pela primeira vez e que distribuiu terras, no Bairro João XXIII, tirando-as de quem a possuía em grande quantidade para doar a quem necessitava de um local para fazer sua casa. “Eram terrenos que os ricos haviam roubado. De um único proprietário, por exemplo, doamos 75 lotes. Diziam que as terras eram perto do aeroporto e que a pobreza que iria morar lá atrapalharia o turismo. Hoje vocês estão vendo que o bairro é um dos maiores e ninguém atrapalhou nada”.

Ele disse ainda que agora a história parece se repetir com um terreno no bairro Reis Velloso, que havia sido doado para o sindicato dos servidores da Universidade Federal. “A doação faz tempo e caducou. Fizemos a reversão da área para o município; refizemos toda a documentação e cadastramos 30 famílias. Um projeto bem feito, para beneficiar também famílias vítimas de alagamentos. ”Soubemos que uns moradores do bairro, fala-se também em um vereador que mora lá, teriam dito que eu (Mão Santa) iria acabar e desgraçar com o bairro Reis Velloso, botando lá 30 famílias de maconheiros”, protestou Mão Santa, que concluiu dizendo:. “Quando me informam de terrenos que pertencem ao município, vou lá conferir e vê o que posso fazer”.

                                                                          

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