Justiça mantem prisão de prefeito acusado de participação em esquema de empresas fantasma no PI

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) manteve a prisão preventiva do prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca (PT), durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (04/12). Segundo o TJ-PI ao OitoMeia, o juiz Jorge Cley Martins entendeu que prisão de Luciano aconteceu dentro da legalidade. As prisões dos familiares e de outros profissionais ligados ao prefeito petista também foram mantidas pelo magistrado.

No decisão, o juiz se limitou a analisar a prática de maus-tratos durante a prisão dos acusados. Por fim, determinou que a prisão aconteceu do modo legal e sem indícios de que algum ato de tortura tenha acontecido durante a abordagem policial. O caso segue em segredo Justiça.

O prefeito e os outros suspeitos foram presos na terça-feira (03) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A família é apontada como integrante de um esquema de empresas fantasmas. Entre os crimes investigados estão: fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. E também a denúncia de que teriam entregue uma ambulância pública como pagamento de dívida do prefeito do município.

Segundo o Gaeco, além do gestor da cidade foram presos por mandado de prisão temporária:

  • Ringlasia Lino Pereira dos Santos, a esposa
  • Eliane Maria Alves da Fonseca, mãe do prefeito,
  • Richael Sousa e Silva, primo do prefeito,
  • Aluízio José de Sousa, pai do prefeito,
  • Max Weslen Veloso de Moraes Pires, procurador do município,
  • Rodrigo de Sousa Pereira, assessor especial do prefeito,
  • Ronaldo Almeida Fonseca, comissionado no município,
  • Kairon Tácio Rodrigues Veloso, primo do procurador da cidade. (Paula Sampaio)

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