‘Não é Não’ bate meta e serão produzidas mais de 2 mil tatuagens no PI

Terá campanha ‘Não é Não’ no Piauí? Terá sim senhor! O coletivo Não é Não, que combate o assédio sexual às mulheres no Carnaval, conseguiu bater sua meta de arrecadação no Piauí. Agora, centenas de mulheres receberão gratuitamente tatuagens temporárias com os dizeres “Não é Não” para conscientização sobre o tema em blocos de rua pela Capital. Essa é a primeira vez que a campanha chega ao Piauí.

Para fazer as tatuagens, a equipe, formada por mulheres, teve que criar um financiamento coletivo na internet (vaquinha) para colocar a campanha de pé. Caso o grupo não batesse a primeira meta, que era de R$ 3.800 para confecção de 2.000 tattoos, o valor arrecado seria devolvido aos contribuintes.

“A gente bateu muito na tecla de atingir a primeira meta porque foi ela que garantiu que a campanha acontecesse no Estado. Se a gente não tivesse atingido a primeira meta, o projeto não sairia do papel. Como a gente atingiu, pulamos para a segunda, que aumenta o número de tatuagens e o valor de arrecadação”, explica Luana Sena, uma das embaixadoras do coletivo no Piauí.

A campanha tem prazo final de arreação nesta quarta-feira (16), às 00h. Até o momento, o financiamento arrecadou R$ 5.246,00 – o que deve produzir cerca de 3.800 tatuagens temporárias.

Campanha luta por um carnaval sem assédio. Foto: Não é Não Piauí

O ‘Não é Não’ é um coletivo formado por mulheres de 15 estados brasileiros – criado em 2017 por um grupo de amigas cariocas, motivadas por um caso de assédio sofrido no Carnaval. Aos poucos, o movimento foi tomando as ruas do país.

Nos ensaios de blocos e pré-carnaval, o grupo foi ganhando a adesão das foliãs que militam por um carnaval seguro para as mulheres e livre de assédio.

Durante o período de arrecadação, as organizadoras selecionaram recompensas exclusivas produzidas por mulheres piauienses. Entre as colaborações, havia brincos, colares, camisetas, painel macramê, pochetes além de recompensas digitais.

O assédio sexual é um crime comum o ano inteiro e em todos os cantos do país, mas é intensificado durante o Carnaval, principalmente pela falsa sensação de que “tudo é permitido”. O coletivo ‘Não é Não’ tem por finalidade combater o crescimento alarmante desses números.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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