Sinte quer reajuste igual ao anunciado por Bolsonaro

A presidente do Sinte/PI, Paulina Almeida (Foto: Marcos Melo/PoliticaDinamica.com)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte) vai cobrar do governador Wellington Dias (PT) reajuste igual ao que foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada. A presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida, avisa que a categoria não abre mão do mesmo reajuste e vai exigir que a gestão estadual repasse o aumento de 12,84%.

Além disso, o Sinte ainda vai exigir mais. A categoria também quer 4,17% do reajuste de 2019 para os aposentados e cobra que seja colocado em forma de vencimento os 4,17% que foi dado naquele mesmo para os ativos. O reajuste do piso do professores está previsto na Lei 11.738 /2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro. No entanto, todo ano o percentual a ser dado vira uma verdadeira batalha em alguns estados, como no Piauí.

“Temos posição. Queremos 12,84% referente a 2020 e os 4,17% de 2019 para os aposentados. E ainda colocar em forma de vencimento os 4,17% que foi dado para os ativos. Queremos dialogar com o governo estadual. Já expedimos ofício solicitando audiência e primamos pelo debate. Mas sem diálogo não dá”, disse Paulina Almeida ao Política Dinâmica.

Na segunda-feira (20), o Governo do Piauí disse que vai dar aumento, mas sinalizou que não seguirá o reajuste anunciado pelo governo federal. Por meio de nota enviada ao Política Dinâmica, a gestão de Wellington Dias informou que ainda vai sentar com o Sinte para ouvir a categoria e adiantou que o reajuste será “dentro das possibilidades do estado”.

Governo do Piauí sinaliza que aumento será menor (Foto: Charge/Jônatas/PoliticaDinamica)Governo do Piauí sinaliza que aumento será menor (Foto: Charge/Jônatas/PoliticaDinamica)

Nesta quarta (22), o Sinte/PI inicia um congresso de trabalhadores em educação na capital. Cerca de 800 delegados estarão no encontro, onde será discutida a conjuntura educacional. Em Teresina, a prefeitura, que já paga bem acima do piso, estuda o reajuste para 2020.(Gustavo Almeida)

Deixe uma resposta