W.Dias diz que fará reajuste do piso dos professores, mas não será igual ao anunciado por Bolsonaro

O governador Wellington Dias sinalizou que irá cumprir a lei que trata sobre o aumento do piso do magistério, entretanto, afirmou que o reajuste não será o mesmo anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, de 12,84%.

Sinte-PI afirma que irá cobrar o cumprimento da proposta atual, além do reajuste de 4,17% de 2019, que ainda não foi pago pelo governo.

De acordo com o governo, será realizada uma reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte-PI), para tratar de um acordo sobre o valor do reajuste. Em contrapartida, a presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida, reitera que a classe irá pedir ao governo igualdade, em relação à proposta da esfera federal.

“O governo consegue pagar, é só uma questão de organização da gestão. O governador Wellington Dias está em seu quarto mandato, então ele precisa se organizar para poder pagar o reajuste. Porque essa não é uma questão dele, diz respeito ao cumprimento de uma lei federal”.

A presidente ainda afirma que, caso o reajuste não seja realizado, o sindicato irá organizar uma greve geral dos servidores da educação. “Se o reajuste não for feito, não teremos outra saída, a não ser deflagrar uma greve geral da categoria no estado, tendo em vista o pacote de maldades que o governador tem aplicado aos trabalhadores e trabalhadoras, como reforma da Previdência sem necessidade de urgência e sem debate com as classes”.

Paulina Almeida ainda destaca que irá cobrar do governo o cumprimento do reajuste de 4,17%, referente ao ano de 2019.

“Aqui no estado, o governo do Piauí ainda precisa cumprir com o reajuste de 2019, referentes aos 4,17% que ainda não foram pagos para os aposentados. Além disso, esse reajuste ainda não é o suficiente, pois tivemos muitas perdas ao longo das gestões públicas no estado, pois também temos questões relacionadas à valorização, referentes aos planos de carreiras dos profissionais da educação, acesso, nível, reenquadramento dos técnicos, aposentadorias, enfim, vários pontos”, disse. (Laurivânia Fernandes)

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