Wellington Dias: o rei da “lorota”

Ontem, em seu comentário no Portal AZ o jornalista Arimatéia Azevedo fez uma análise bem contundente a respeito do que andou dizendo o governador Wellington Dias, na segunda-feira, por ocasião da visita do ministro do Turismo ao Delta do Parnaíba. Acompanhe o que disse jornalista e tire suas conclusões:

A viagem na fantasia

Por: Arimatéia Azevedo

Aproveitando a visita do ministro do turismo, Marcelo Marco Antônio, ao Piauí, ontem, no roteiro da chamada “rota das emoções”, o governador Wellington Dias não perdeu a oportunidade de seguir prometendo o que não pode realizar. O governador divagou sobre a operacionalização do turismo na chamada rota das emoções  e, por isso mesmo, focou em voos para a região.

Dia desses, o povo passou a maior vergonha no aeroporto de Parnaíba, na chegada do voo da Azul, porque lá não tem um quiosque aberto sequer para vender ou dar água. Mas isso parece não importar. “Nós já temos uma ligação hoje com Fortaleza e Recife. Precisamos de uma ligação com Salvador, Rio, São Paulo e Brasília”, disse o governador, no seu habitual discurso quando se encarrega de decantar o que não existe no Estado.

Ele anuncia voos que levem e tragam turistas ao litoral, uma missão que sempre fracassou por falta de demanda para as companhias aéreas. Até porque  as ligações de que o chefe do governo fala são por meio de voos comerciais que só incluem Teresina. A tentativa de usar o aeroporto de Parnaíba para voos comerciais, como o da Azul Linhas Aéreas, ligando Fortaleza e, também, Campinas em São Paulo, é absolutamente fracassada.

Passageiros se esmurraram, mulheres abriram o maior barraco, a Polícia Federal entrou em cena, com o atraso do voo da Azul, semana passada, exatamente porque o aeroporto denominado João Tavares da Silva Filho está praticamente fechado. Não há estrutura alguma; não existem pontos de recepção dos passageiros e sequer funciona uma lanchonete para servir ao menos água.

Todo esse estado fantasioso de coisas, somada à má prestação de serviços dos barraqueiros da praia, afastam os turistas das belas praias, mas, prosaicamente, só servem para o governador se embalar no sonho de que o turismo no Piauí é igual ou melhor que o que oferecem os Estados vizinhos.

Na sua fantasia, Wellington Dias fala até em marina, um entreposto de pequenas embarcações, ancoradouro para embarcações de luxo, mas, assim como a ideia do Porto, a proposta da marina vai secularizar, sem se realizar.

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