A quem interessa a história do Cajueiro de Humberto de Campos:(a resposta)

Fardão da Academia Brasileira de Letras e espadachim que pertenceram a Humberto de Campos

Por Antonio Gallas(*)

Ao ler a matéria com o título acima,  postada no Blog do B Silva,  na data de 08 de fevereiro de 2020, concordo com o preclaro jornalista quando diz que Parnaíba, como cidade histórica, é muito estranha quando relega a um último plano o que há de mais belo em seu passado; mais rico da sua história”. É verdade. Vejam: 
Poucas pessoas aqui na cidade, até mesmo os guias turísticos, sabem  que  naquele casarão,  antigo sobrado de azulejos azuis, situado na Avenida Presidente Vargas, ao lado da Ponte Simplício Dias, onde  funciona atualmente o Colégio Dez,  morou a primeira poetisa piauiense Luíza Amélia de Queiroz Brandão, casada com o senhor Raimundo Madeira Brandão (não é o Madeira Brandão que nomeia uma das ruas do Bairro de Fátima), proprietário do imóvel.  Também se você perguntar onde foi a casa que Getúlio Vargas se  hospedou quando   esteve em Parnaíba, em sua campanha eleitoral para presidente da República no ano de 1950, poucos saberão responder que ele hospedou-se na casa do médico João Orlando de Moraes Correia, ex-prefeito do município.   E qual foi a casa em que residiu o maior industrial que Parnaíba já teve no passado, o senhor José de Moraes Correia – Zeca Correia, e o que hoje lá funciona?
Se você observar alguns imóveis do centro da cidade, deteriorando-se, ameaçando a vida de transeuntes, há de convir que há uma falha nesse aspecto. Cito por exemplo o imóvel que foi o consultório do médico Cândido Athayde situado na Rua Riachuelo, esquina com a Rua coronel José Narciso, hoje bastante deteriorado,  servindo de moradia para desocupados e consumidores de drogas.
Em outras cidades, o poder público municipal, que é o principal responsável pela manutenção e preservação do patrimônio do município,  sinaliza com placas informativas  até com um breve histórico desses próprios para que turistas e visitantes tomem conhecimento dos fatos que marcaram a vida da cidade, como aconteceu na Praça da Graça, no Obelisco da Águia, no Monumento do Sesquicentenário, restaurados pela atual administração municipal.
E nas ruas de Parnaíba? Existem placas? Os carteiros entregam as correspondências porque já sabem de cor e salteado onde elas se localizam. 
Com relação ao Memorial Humberto de Campos, o nobre confrade acertou quando diz que o mesmo foi adquirido através do casal de intelectuais Pádua Santos/ Maria do Amparo, adquiriram, com o apoio do então prefeito José Hamilton, todo o acervo do escritor maranhense, inclusive o seu fardão da Academia Brasileira de Letras. Nunca se deu o destaque devido, porque foi entregue para a prefeitura e vivia jogado numa sala do Casarão Simplício Dias”,  mas erra quando diz  “até que a Academia readquiriu e devolve-o a uma sala em sua sede, onde igualmente se encontra jogado”.
O Memorial Humberto de Campos não está jogado em uma sala qualquer da Academia. Encontra-se sim, numa sala climatizada, e graças ao prefeito Mão Santa,  que também é acadêmico, a Prefeitura disponibilizou três funcionários para prestar serviços ao sodalício. Assim sendo, temos recebidos constantes visitas tanto para pesquisas na biblioteca como também para o memorial. Alguns ajustes ainda faltam ser feitos, e que serão providenciados o mais breve possível.
(*)Antônio Gallas é secretário da Academia Parnaibana de Letras

Deixe uma resposta