Opinião:”Devaneios da esquerda jurássica”

Lourdes Melo

Por: José Olímpio(*)

Simplória e desconectada. É o mínimo que se pode dizer da esquerda piauiense, que consegue ser pior que a nacional em todos os aspectos e olhe que essa já não é grande coisa.

Chega a ser hilário o discurso dos comunistas que disputam a prefeitura de Teresina, Gervásio Santos (PSTU) e Lourdes Melo (PCO), cujas propostas estão completamente fora da realidade e são, além de inexequíveis, ingênuas e risíveis.

Os dois candidatos da esquerda, que são professores há alguns anos, conservam o entusiasmo dos tempos do movimento estudantil secundarista e universitário, mas não evoluíram politicamente e repetem os velhos chavões que aprenderam ao tempo em que iniciaram sua militância, como se congelados no tempo. Não perceberam que as coisas mudaram e que comunista agora toma coca-cola e veste roupas de grife.

Gervásio Santos

O primeiro diz que o objetivo do PSTU é a implantação do socialismo, mas enquanto isso não é possível, elabora um “plano emergencial” que prevê, entre coisas, a municipalização de todos os serviços,  como o transporte coletivo, água e esgotos e até o setor de saúde, além da expropriação dos mais ricos.

Lourdes Melo, por sua vez, não fica atrás em seus devaneios. Chegando ao poder em Teresina, o PCO, segundo ela, vai por em prática um programa estatizante que vai alcançar todos os setores.

No entanto, essa não é a proposta mais polêmica da candidata comunista. Ela promete como uma das primeiras medidas de seu governo – pasmem! – a extinção da Guarda Municipal, “um instrumento de opressão da classe burguesa”.

Numa cidade em que a violência avança de modo assustador, com assaltos e homicídios em plena luz do dia, não parece nada razoável a proposta da comunista, mas, quem sabe, ela não já tem uma solução para isso: a criação da figura do Inspetor de Quarteirão e de uma Milícia (Ué, isso não é coisa de bolsominion?!!) para fazer valer a vontade do soberano.

Outra prioridade do PCO seria a luta em favor da reabilitação do ex-presidente Lula, alcançado pela Lei da Ficha Limpa e inelegível, por razões que o país inteiro sabe.

Para encerrar, lembro ainda que, sem dizer de onde tirar os recursos, a candidata do PCO garante que, assumindo o poder, vai pagar aos servidores da educação um piso salarial de R$ 5.000,00. Proposta simpática, sem dúvida, mas também demagógica.

Pois é com esse programa de governo que o PSTU e o PCO querem conquistar o Palácio da Cidade, secundados por outras siglas socialistas ou comunistas de menor expressão.

(*)José Olímpio é professor e ex-presidente do Sindicato dos jornalistas Profissionais do Piauí

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