Servidores da Saúde, no Piauí, enfrentam 16 anos de atraso

Os servidores da saúde, no Estado do Piauí, enfrentam 16 anos de atrasos em seus salários. Hoje, estão em greve anunciando que desde agosto não recebem vencimentos. Essa é uma realidade que desde 2004, segundo ano do GovernO Wellington Dias, atinge a maior parte da categoria.

Na Maternidade, atraso afeta médicos e enfermeiros (Foto/Reprodução)

Naquele ano, em março, os funcionários do setor paralisaram suas atividades para protestar contra atrasos de dois meses. Estavam sem receber janeiro e fevereiro e iriam entrar para o terceiro mês.

Um servidor fala ao repórter para dizer que tinha voltado para a residência de sua mãe porque não tinha dinheiro para bancar o aluguel nem para bancar as despesas familiares. Enfatizou que não tinha filhos e isso amenizava um pouco a situação. Estava vivendo temporariamente na residência da mãe. 

O então presidente do Sindicato, Bartolomeu Gaspar, disse que a situação era insustentável. O Governo não estava honrando compromissos com prestadores de serviços, que àquela altura recebiam vencimentos mensais de R$ 240.

Hoje, tanto tempo depois, a situação é praticamente a mesma, com a pequena diferença de alteração dos vencimentos em função da evolução da economia. Nos últimos dois anos as manifestações de repúdio ao Governo se multiplicam em função, principalmente, de atrasos salariais. Mas existe, ainda, a questão da estrutura de trabalho ofertada aos funcionários.

em 27 de setembro do ano passado, os médicos do Estado fizeram manifestação em protesto contra atraso de cinco meses em seus vencimentos. O Conselho Regional de Medicina informou que o atraso ocorria em 16 municípios e, juntamente com o Ministério Público, estava organizando uma ação judicial.((Toni Rodrigues))

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