100 mil casos no Piauí: infectologista lembra que pandemia não acabou

O Piauí chegou à marca de 100.548 casos do novo coronavírus notificados oficialmente. O número de mortos chega a 2.188. Embora exista um clima de falsa segurança no ar, em razão do relaxamento das medidas de distanciamento com a abertura de bares, restaurantes e setor de eventos, os especialistas indicam que ainda é preciso cuidado.

Médico infectologista Sebastião Filho, lembra que a pandemia ainda não acabou

Embora o número de casos esteja em um certo controle no Piauí, países da Europa retomam a quarentena depois de um curto período de “alívio”. O mesmo poderá acontecer no Estado se o princípio da precaução não voltar a ser estabelecido, sobretudo com um atenuante: as campanhas municipais com reuniões e abraços.

 o que explica Sebastião Filho, médico infectologista. “A pandemia não está resolvida! Estamos controlando o número de casos. Diariamente estamos acompanhando a redução do número de casos em vários Estados do país o que pode corresponder às medidas de precaução e demais atividades ensinadas durante toda a pandemia”, conta.

No entanto, o efeito da quarentena pode cessar conforme os cuidados caem em desuso. “Todo o cuidado é preciso. Ainda não vencemos a guerra. Precisamos ser cautelosos, pois caso a população continue a não respeitar as medidas de distanciamento, é possível, sim, que tenhamos novos números de casos de coronavírus. Toda a atenção é necessária neste momento”, avalia.

Tanto o distanciamento social, quanto o uso de máscara eálcool gel devem ser mantidos. “Tanto na descoberta da vacina quanto no cotidiano. São medidas que aprendemos durante a pandemia e precisaremos aplicar esse conhecimento por muito tempo”, acrescenta o médico.

Reinfecção por coronavírus é possível?

Muitas pessoas têm a falsa ideia de que só pegam o vírus uma vez. No entanto, isso não é cientificamente comprovado. “Estamos pesquisando essa possibilidade. Não é isento o risco. Estamos avaliando pacientes que estiveram com o quadro respiratório duas vezes. Além disso, já identificamos pacientes com reincidência na infecção. Quem já pegou covid não está 100% protegido. É um grande ramo de pesquisas após a produção da vacina”, considera Sebastião Filho.

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