Governador visita órgão federal em busca de informações sobre Operação Topique

Alguns amigos do governador Wellington Dias (PT) manifestaram preocupação com uma atitude em particular adotada pelo chefe do Executivo, segundo eles, há alguns dias. Conversamos demoradamente com uma fonte que já esteve por muito tempo bem perto de Dias e que ainda cultiva por ele uma certa amizade.

Wellington Dias não costuma escutar ninguém

O governador teria se deslocado até um prédio federal para tentar obter informações sobre um processo rumoroso que ainda corre em segredo de justiça. O magistrado titular pode levantar o segredo a qualquer momento. Mas, por enquanto, qualquer tentativa de interferência deve ser considerada como afronta à autodeterminação do Poder Judiciário, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

O QUE ELE QUERIA?

O interesse de Dias era obter informações sobre as investigações em torno da Operação Topique. Desencadeada em 2018, a Operação mira em desvios de aproximadamente R$ 200 milhões em recursos da Seduc.

Um jornalista que acompanha a rotina do governador nos disse na noite de ontem (05) que o governador está muito preocupado com o desenrolar dos fatos. E principalmente com a ausência de informações.

Um dos amigos do governador manteve contato com a vice-governadora Regina Sousa e disse que Wellington Dias poderia se complicar diante daquele procedimento. Nem mesmo um governador de estado tem poderes para interferir numa investigação federal

sso pode acarretar problemas maiores para o governo do Piauí. Alguns dos principais assessores de Wellington Dias e sua própria mulher, a deputada federal Rejane Dias (PT), estão implicados no escândalo. Há também participação de empresários com quem o governo sempre manteve estreitas relações.

A busca de informações em processo judicial deve ser feita por advogado devidamente constituído nos autos.

ELE NÃO ESCUTA NINGUÉM

Regina Sousa respondeu que tentou tratar do assunto com o governador. Mas não obteve nenhuma abertura. Confidenciou que o conhece há muito tempo, contudo não tem nenhuma influência sobre os seus atos.

Ademais, ele não costuma ouvir ninguém. Quando quer fazer alguma coisa simplesmente vai lá e faz.

A possível investida do governador teria ocorrido numa data incerta. Procuramos – e não encontramos – informações na agenda oficial. Posteriormente, um ex-secretário do governo petista nos disse que encontros desse tipo não costumam ser feitos com agendamento.( (Toni Rodrigues))

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