Florentino se nega detalhar despesas do Covid 19, diz Teresa Britto

A Assembleia Legislativa do Piauí criou uma comissão parlamentar de acompanhamento dos gastos de combate ao covid 19. Ao prestar informação, a deputada Teresa Britto (PV) disse que encaminhou aos secretários diretamente envolvidos no processo, especialmente o secretário de Saúde, Florentino Neto, requerimento no sentido de que as despesas sejam pormenorizadas.

Teresa Britto e Florentino: negativa de informações da Sesapi

“Encaminhei requerimento para que fossem encaminhados os gastos discriminados”, disse a deputada. Ela falou não tem sido omissa representando a oposição. Disse ainda que o secretário de Saúde falou que a discriminação de gastos deve ser feita pela Controladoria Geral do Estado e Secretaria de Planejamento. O secretário apresentou aos deputados apenas o montante dos gastos.

Teresa Britto disse ainda que a comissão é presidida pelo deputado Henrique Pires (MDB). Segundo ela, o presidente também solicitou informações detalhadas. No entanto, apesar disso, nunca o secretário encaminhou as informações requeridas. “É obrigação deles nos enviar esses gastos discriminados, principalmente agora, depois dessas operações da Polícia Federal”, salientou.

“Foram feitas, oficialmente, três solicitações, o próprio presidente da comissão solicitou, ficamos cobrando, era preciso que tomássemos essas medidas, mas até hoje não recebi nada relacionado aos gastos da covid como foi solicitado. Vou fazer novamente e quero, eles têm obrigação de repassar, meu papel de deputada é de fiscalizar, é obrigação deles repassar”, afirmou ainda a deputada Teresa Britto.

A deputada relatou ao trnotícia que fez fiscalizações em hospitais do interior, como Parnaíba e Floriano, e ali encontrou situações deploráveis, com pacientes nos corredores e até mesmo cirurgias sendo realizadas em locais inadequados. “Fizemos fiscalizações durante 10, 12 horas seguidas, ao fim das quais meus colegas perguntavam de onde eu tirava força para tanto, muitas vezes até altas horas da noite, requerendo informações detalhadas, planilhas, observando ‘in loco’ a situação de cada paciente. É um quadro desesperador”, disse Teresa Britto.

A parlamentar disse que provocou o Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Farmácia, Tribunal de Contas do Estado. “Estive na Maternidade Evangelina Rosa, constatei que as pacientes estavam passando fome, apenas com um pãozinho no café da manhã e aqueles copinhos pequenos. Ano passado estive, fiscalizei, cobrei, fui em hospital da prefeitura de Teresina, Buenos Aires, não constatei negligência por parte da prefeitura. Precisa de reforma o hospital de Buenos Aires. Fui nos três hospitais de campanha — Verdão, anexo do Hospital Getúlio Vargas, hospital da prefeitura Pedro Balzi —, mesmo com a covid, peguei covid e apenas cumpri a quarentena, mas nunca deixei de atuar.” (Por:Toni Rodrigues)

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