Editorial: Os 100 primeiros dias das novas gestões municipais

E assim já se passaram 100 dias de administração dos prefeitos que assumiram no início de janeiro deste ano. Quem foi reeleito, também completou 100 dias de um novo governo. Mas, e daí? O que eles apresentaram para a população, em relação a promessas de campanha? O que mudou? Qual o sinal que deram para mostrar às pessoas que a administração é outra e que valeu à pena apostar na renovação? 

No “frigir dos ovos” nada aconteceu de relevante que fizesse a diferença, neste ou naquele município. Em quase todos, apenas o mais do mesmo. Entregaram-se às desculpas de que vivemos uma pandemia e que agora o que importa é vacinar. Mas a vida continua igual, com ou sem vacina. AS pessoas continuam com as mesmas necessidades, inclusive de alimentação diária. Os sonhos de emprego não morreram. Os jovens querem fazer concurso e quem já fez e foi aprovado, quer sua vaga, enfim…

Em alguns desses pequenos municípios vizinhos, surgiram algumas denúncias, os que chegaram querendo satanizar os administradores que saíram, mas isso é uma coisa que não pega mais. Não há tempo para mi-mi-mi quando se elege alguém para resolver problemas e não para culpar quem os criou. E quem foi reeleito?

Em Parnaíba parece que o governo vive um momento de inanição, evidente sinal de que reeleição é uma espécie de prato repetido: o gosto não é o mesmo. O prefeito Mão Santa, que tanto condenou os inúmeros cargos que encontrou na estrutura administrativa deixada pelo seu antecessor, Florentino Neto, ainda não teve a coragem de apresentar à Câmara uma reforma administrativa, reduzindo de fato secretarias e superintendências, como prometeu. Pelo contrário, ao que se sabe, preencheu tais cargos, até mesmo os de sub prefeitos que tanto ele condenava. De ter o cuidado de não transformar a prefeitura num “trem da alegria”, com gente demais sem função, com tempo para fofocar e perseguir.

Também não transformou superintendências em secretarias, como a de Planejamento, por exemplo, conforme prometeu ao seu titular, professor Anísio Neves,  no dia em que o empossou para o segundo governo. Aliás, Planejamento, assim como Cultura e outras, que são superintendências subordinadas à super secretaria de gestão, sofreram tal transformação na administração de Florentino Neto. E nada mudou. Quer dizer: Florentino Neto estava certo? Mas não era isso que se dizia. Mas não é disso que vamos falar agora.

E os 100 primeiros dias de governo já passaram. Vamos trabalhar? É hora da oposição meter a cara, sem medo de ser feliz. 

 

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