Celso Barros Coelho comemora hoje 99 anos de idade

O jurista Celso Barros Coelho, ex-presidente da seccional piauiense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) completa hoje 99 anos de idade. Quase um século de existência dedicada ao trabalho, ao estudo e à família.

Celso Barros Coelho referência em temas do direito no Brasil

Celso Barros Coelho atuou ainda como professor universitário e como político. Foi deputado estadual e federal. No começo dos anos 1960, eleito deputado estadual, voltou-se para a defesa do magistério e dos servidores públicos.

Fez discursos contundentes, ainda, contra o empobrecimento da maioria da população e exigindo providências dos governantes da época. Por causa de sua atuação independente foi um dos parlamentares cassados pelo regime militar de 1964.

Anos depois, filiou-se ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e disputou eleições para deputado federal, conseguindo se eleger. Mas trocou o partido pelo PDS (Partido Democrático Social), que era o partido do governo militar.

E justificou: “O MDB foi invadido por ‘aves de arribação’. Pessoas que tinham histórico de ligação com a ditadura e que de repente queriam se fazer de democratas Estava se referindo a Alberto Silva, Wall Ferraz, Heráclito Fortes, dentre outros.

Celso Barros ingressou no PDS a convite do então deputado Sebastião Leal, que era seu primo. Ele disse que ou se filiava ao outro partido ou ficava sem partido para disputar as eleições de 82.

No partido, apresentou emenda prevendo eleições diretas, na qual os candidatos seriam votados pelo eleitorado geral, em prévias, depois os dois mais votados seriam submetidos Colégio Eleitoral (deputados e senadores) para a escolha do presidente. O modelo, segundo ele, era aplicado com sucesso na Argentina, mas foi rejeitado

Celso votou contra a emenda Dante de Oliveira. “O Dante queria que os senadores biônicos simplesmente perdessem os seus mandatos antes do prazo da lei. E além disso eu também tinha uma emenda prevendo eleições diretas.”

O jurista foi dos primeiros políticos brasileiros a questionar a honestidade intelectual do PT. Em 24 de maio de 1985, segundo relato do seu livro Política – Tempo e Memória, teve embate em plenário com então deputado José Genoíno, a quem acusou de falar como socialista e viver como capitalista, como beneficiário do sistema que, conforme dizia, explorava os trabalhadores. Além disso, Genoíno tinha visão limitada da realidade política, econômica e social do país.

Celso Barros Coelho foi presidente da APL (Academia Piauiense de Letras) e secretário de Governo durante a gestão de Mão Santa.(Toni Rodrigues)

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