O que fizeram com o PSDB e o MDB de Parnaíba?

Por: Bernardo Silva

Enquanto o PSDB em Teresina busca se recompor, após o falecimento do seu grande líder Firmino Filho, em Parnaíba sequer se ouve falar  da existência, ainda, do partido. Trata-se de uma agremiação partidária que já possibilitou o médico Paulo Eudes a disputar mandatos; elegeu prefeito no município o Presidente da Fiepi, Zé Filho, e oportunizou o Deusimar Tererê a assumir o mandato de deputado estadual algumas vezes. Hoje não se sabe sequer se a sigla ainda existe, em nível municipal, embora o suplente de deputado estadual Zé Filho se mantenha na agremiação, pelo qual concorreu a uma vaga na assembleia legislativa em 2018 e não conseguiu nada além de uma primeira suplência. Mas Zé Filho, ao que consta, é filiado do PSDB em Teresina, do qual está prestes a se mudar.

Zé Filho  ainda Tucano, mas de mala prontas para o PP de Ciro Nogueira

O PSDB sempre pecou por nunca haver trabalhado sua expansão no Estado, restringindo suas ações basicamente a Teresina. Em Parnaíba, o segundo maior colégio eleitoral do Piauí, o partido teve alguma visibilidade quando deles participaram os ex-prefeitos Paulo Eudes e Zé Filho. Depois, chegando às mãos do Tererê, este usufruiu o que pode das benesses do Partido, que lhe tirou  da suplência de deputado e lhe deu um assento na Assembleia. Quando não mais tinha o que tirar, começou a engessar o partido e alçou voo para outras siglas. E o partido sumiu, ao que parece.

Tererê, apenas suplente, ganhou da direção tucana o mandato de deputado

E O MDB?

Ex-governadores do PMDB – Mão Santa e Alberto Silva

No ex- PMDB, hoje apenas MDB, a história é quase idêntica. Um partido que deu governadores, como Alberto Silva e Mão Santa; deu prefeitos como Elias Ximenes, Batista Silva, Dr. João Silva Filho; deputado estadual e federal, como Antônio José de Moraes Sousa e Zé Filho, hoje não elege um vereador. O último eleito foi Joãozinho Unimagem em 2016 mas que, nas eleições do ano passado, 2020, só teve algo em torno de 500 votos. Embora o prefeito Mão Santa tenha lhe dado um emprego de sub-prefeito, com salário de secretário, o que não deu ao ex-vereador Bernardo Lima, do mesmo partido do prefeito, que teve uma votação superior ao dobro de Joãozinho.

João Unimagem: Último vereador eleito pelo MDB

No Piauí o MDB também está totalmente descaracterizado. Há muito não passa de um puxadinho do PT, submetendo-se ao que decidir o governador Wellington Dias. Para tentar passar a ideia de que ainda tem alguma personalidade, atualmente tenta, na imprensa, passar a impressão que poderá ter candidato próprio ao governo do Estado. Mas já diz também que se contenta em indicar o vice, do candidato a governador que W. Dias indicar, no caso Rafael Fonteles, já anunciado pelo PT.

MDB estadual vai continuar na “garupa” do PT, indicando um vice para Rafael Fonteles

E ainda há quem vote em Partidos, por seu programa, suas diretrizes? Ou tudo é um jogo de interesses? Partido é interessante, sim, sem o qual não existe candidato. Mas, se no final todos estiverem juntos e misturados, está tudo bem. Faz parte. É só vê o Fernando Henrique Cardoso namorando com o Lula e garantindo a possibilidade do PSDB votar no PT num eventual segundo turno, no ano que vem, num eventual encontro entre Lula e Bolsonaro.

 

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