Povo usa o SUS, mas paga planos de saúde milionários nas estatais

Médicos e enfermeiros em ação em hospital de campanha. Foto: Mário Oliveira/Agência Senado.

Médicos e enfermeiros em ação em hospital de campanha. Foto: Mário Oliveira/Agência Senado

Um dos maiores ralos por onde some dinheiro público está nos planos de saúde nas estatais. É uma farra. O BNDES, banco das caixas pretas, tem 4.219 empregados, mas paga 100% do plano de saúde de 10.034 pessoas, incluindo dependentes. Isso custa escandalosos R$177,3 milhões (valores de 2020), segundo relatório da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Economia. As estatais de portos também merecem virar caso para Polícia Federal: o País banca até 91% dos seus planos de saúde.

Uma farra medonha

Em outras estatais a farra é medonha. Na ECT, pagamos R$1,5 bilhão pelo plano de saúde de funcionários e dependentes, e seus pais e avós.

Tira mão do meu bolso

Na Codeba (Cia Docas da Bahia), o País banca 90% do plano de saúde de 1.450 privilegiados (623 funcionários), ao custo de R$17,3 milhões.

Essa carteira é minha

Na Codesa (Docas do Espírito Santo), pagamos 91% do plano de saúde de 991 pessoas (337 funcionários). A tunga nos leva R$5,6 milhões.

Minoria privilegiada

Na Codesp (Docas de SP), o povo do SUS gasta R$14,3 milhões com plano de saúde. Na Codern (RN), o privilégio deles custa R$2,5 milhões.(Cláudio Humberto)

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