Escolas da rede privada de ensino de Teresina registram aumento nas aulas presenciais

Com o início do segundo semestre do ano letivo iniciado em algumas escolas na última segunda-feira (02/08) e com o avançar da vacinação contra o novo coronavírus, várias delas, da rede privada de ensino, têm registrado um aumento na frequência, de forma presencial, de alunos.

O número de adeptos ao sistema híbrido -assistir aulas online, via Internet, em casa, e ir para a escola de modo presencial-, que funcionou por quase todo o ano de 2020 e no primeiro semestre de 2021, por exemplo, caiu consideravelmente. E em algumas escolas foi até extinto.

Alunos assistem aula de forma presencial no CEV (Foto: Reprodução redes sociais)

Uma das instituições de ensino da rede privada que utilizava o sistema híbrido de ensino, o CEV, retomou as aulas presenciais na maioria das salas de aula. De acordo com o diretor pedagógico da escola, Neto Ceará o CEV registrou um aumento de 15% de adesão às aulas presenciais e por isso realizou uma pesquisa entre os pais e responsáveis para a adoção do modelo.

“Nós temos o ensino presencial funcionado somente para o ensino infantil, o fundamental menor. Até o pré-vestibular, o sistema é híbrido, em que o aluno assiste aula de forma presencial uma semana e na outra de forma remota (virtual). Porém temos também o caso de alunos que assistem aula 100% remoto, quando os pais não se sentem seguros em enviar seus filhos para a escola”, informou o diretor pedagógico Neto Ceará.

Ele informou ainda que a escola vem seguindo todos os protocolos exigidos pelo Comitê de Operações Emergenciais (COE) para alunos e professores, tanto os que estão de modo presencial, como os que estão ainda no sistema híbrido. O educador ressaltou que a adaptação dos pais e alunos vem sendo positiva e com boa expectativa para o pós vacinação. Assim como no CEV, o que se observa na maioria das escolas é mesmo uma volta dos alunos para a sala de aula.

PROFESSORES AINDA NÃO QUERIAM VOLTAR

Procurado pela reportagem do OitoMeia, o presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares da Educação do Piauí (Sinpro-PI), Jurandir Soares, afirmou que se dependesse da maioria da categoria, não retornariam neste momento à sala de aula. Ele acredita que o ideal seria aguardar que todos os professores e pelo menos uma grande parcela de alunos estivessem completamente vacinados. Reforça que, mesmo não considerando o sistema híbrido o mais adequado, sobretudo para alunos do ensino infantil, se torna necessário por algum tempo.

“Até o dia 20 de setembro estaremos todos (os professores) completamente vacinados. Depois disso, ainda vai ter o questionamento para essas aulas voltarem todas presenciais, pois o ideal é que os alunos estivessem também vacinados. Na escola pública creio que ficará de forma remota até a vacinação completa dos servidores. Se dependesse somente de nós, só voltaríamos após a vacinação total”, destacou Jurandir Soares. Segundo ele, a categoria defende que as aulas só deveriam ser retomadas em outubro. (Luana Fontenele)

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