Imaginava-se que com Ciro no Planalto iria haver diálogo e não blindados em dia de votação na Câmara

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

Com a elevação de Ciro Nogueira ao posto de ministro-chefe da Casa Civil imaginava-se que a partir de então iria haver diálogo do Planalto com os outros poderes, principalmente com o Congresso Nacional, e não blindados nas ruas, a exemplo de desfile raro, cuja ideia, para muitos, era a de demonstrar a força e a pujança do Executivo, quando, na verdade, o que o Planalto passa é a imagem de fraqueza do poder, tendo que recorrer às armas ao invés do diálogo e da sensatez em dia de discussão sobre a votação da PEC do voto impresso.

Em seu discurso de posse Ciro Nogueira chegou a dizer que a sua presença no governo de Jair Bolsonaro seria para fortalecer a democracia. “Porque, com a minha presença, me somando à equipe de seus ministros e ministras, nós vamos ajudar o Brasil a dar os sinais certos para onde nós estamos indo. O primeiro deles, senhor Presidente, e que não tenham dúvida: a democracia é líquida e certa. Difícil por natureza, mas é a coisa certa. E é por ela que estou aqui, é por ela que todos estamos aqui, é por ela que Vossa Excelência está aqui: para cuidarmos dela, para zelarmos por ela, para aprofundarmos na diversidade, nas diferenças a nossa realidade democrática“, chegou a dizer.

“TIMONEIRO” E “AJUDANTE” 

Em outra passagem do seu discurso Ciro Nogueira disse que Jair Bolsonaro seria o “timoneiro” e o político piauiense o “ajudante” tentando mostrar um rumo que seja certo. “Estamos cruzando o cabo das Tormentas. Das tormentas políticas, das tormentas sociais, econômicas e institucionais. Vossa Excelência é nosso timoneiro, e eu serei como aquele ajudante que estará constantemente ao seu lado, avisando dos perigos no percurso, tentando ajudar a enxergar em meio à névoa e querendo, sempre, auxiliá-lo a encontrar o rumo certo“, falou. 

PRESIDENTE DA CPI LEMBRA PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que o papel das Forças Armadas “é defender a democracia, não ameaçá-la”.

“Desfiles como esse serviriam para mostrar força para conter inimigos externos que ameaçassem nossa soberania, o que não é o caso. As Forças Armadas jamais podem ser usadas para intimidar sua população, seus adversários, atacar a oposição legitimamente constituída. Não há nenhuma previsão constitucional para isso”, completou.

“AMEAÇAS”

Nesta segunda-feira (9), deputados federais, entre eles o vice-presidente da Câmara, relataram a existência de mensagem “agressiva”, “arrogante” e até “ameaças” para que os parlamentares votassem favoráveis à PEC do voto impresso.

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