Aumento no preço dos combustíveis é resultado de um governo irresponsável, diz Franzé

Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) desta segunda-feira (27), o deputado estadual Franzé Silva (PT), em aparte, rebateu críticas feitas pelo deputado B.Sá (Progressistas) de que o aumento nos preços dos combustíveis estaria ocorrendo em decorrência do valor do ICMS no Piauí.

Franzé Silva esclareceu que o último reajuste do ICMS do Estado foi no ano de 2017 e, apresentando dados disponibilizados pelo próprio Governo Federal, observou que o que tem provocado aumento nos preços dos combustíveis foram os reajustes feitos pelo governo Bolsonaro nas refinarias da Petrobras, em 2021.

“Em 2021, o governo Bolsonaro fez os seguintes reajustes nas refinarias: 41,5% para gasolina; 34,1% para o diesel, principal combustível do transporte de mercadorias no Brasil; 17,1% para o gás de cozinha. Portanto, falar que a situação complicada nos preços hoje no Piauí é agregada ao ICMS não é verdade”, assinala.

“Não estamos falando de 2017, que foi o ano de último reajuste de ICMS, estamos falando de 2021. O preço da gasolina em 2017 era de R$ 3,76, o ano que o deputado B.Sá coloca como grande fator do aumento de combustível no Piauí. Hoje, a gasolina está em mais de R$ 6, mas não teve aumento de ICMS de 2017 para cá”, observa Franzé.

Falta de habilidade política e governo irresponsável

O deputado Franzé Silva atribui o aumento no preço dos combustíveis, bem como o agravamento da crise econômica e os problemas em torno da crise sanitária, à “falta de habilidade política e falta de gestão do governo Bolsonaro. O que este país precisa é de gestão, mas, infelizmente, o presidente e sua equipe não têm feito o país crescer”.

“O Brasil está sobre uma grande mina, o pré-sal, maior elemento para nos transformarmos em um país desenvolvido. No momento em que poderíamos estar aumentando a capacidade de produção e diminuindo o valor dos combustíveis, o governo Bolsonaro faz o inverso, subutilizando a produção da Petrobrás em 25%”, frisa o parlamentar.

“Isso acarreta aumento de combustíveis e quem está pagando esse preço é a economia brasileira e, principalmente, os mais pobres. Fico imaginando, entristecido, as pessoas mais pobres, os que vivem de aplicativos quando abastecem suas motos, seus carros, os pessoas que vivem fazendo frete. A vida dessas pessoas está cada vez pior”, finaliza. (Assessoria parlamentar – Deputado Estadual Franzé Silva)

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