Deputado é atacado nas redes sociais após propor que apenas vacinados tenham acesso a cinemas, restaurantes e casas de show

O deputado estadual, Franzé Silva (PT), foi alvo de hostilidades e ataques nas redes sociais, após divulgar no perfil do Instagram a proposta de um Projeto de Lei que prevê que, no Piauí, só pessoas vacinadas tenham acesso a estabelecimentos como cinemas, academias, restaurantes e casas de show.

Boa parte das reclamações contra a proposta tem um tom negacionista. Os argumentos vão desde atribuir a proposta a volta de uma ditadura, até explicações pseudocientíficas de que as vacinas utilizadas no Brasil e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda são “experimentais” e que podem trazer graves sequelas àqueles que foram imunizados.

PRÓS E CONTRAS

Por um lado, a proposta do deputado é válida e reforça o combate da pandemia. Após o início da imunização, muitas pessoas relaxaram as medidas sanitárias ou passaram a achar que estão livres do vírus apenas com uma única dose da vacina contra a Covid, o que é considerado perigoso por diversos pesquisadores e especialistas no assunto, principalmente diante do surgimento de novas variantes, como a Delta.

Por outro lado, deixaria parte dos piauienses, saturados de viver essa realidade, em relativa quarentena por um considerável tempo. Isso porque após nove meses do início da vacinação no Piauí, apenas 27% da população está está completamente imunizada. Pela proposta, somente essa parcela poderia ter acesso a esses locais. Por ser um assunto sensível, e que refletiria até mesmo na retomada da economia, é difícil que seja sancionada pelo governador Wellington Dias (PT).

O REAL PROBLEMA

Tendo força para entrar em vigor ou não, o grande problema, foi que a situação revelou o perfil de diversos piauienses que aderiram ao discurso negacionista. O grande problema não é discordar da proposta do deputado, mas, os argumentos que foram usados para fazer isso. O problema real é que existe, sim, inclusive no Piauí, em meio a uma pandemia, quem defenda o direito de não se vacinar.(Paula Sampaio)

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