“OPOSIÇÃO SEM MORAL”

DEPUTADO DIZ QUE CIRO NÃO TEM ÉTICA E SAIU DA BASE PORQUE NÃO TEVE O NOME ACEITO PARA SER CANDIDATO A GOVERNADOR

Deputado Fábio Novo e Wellington Dias.

O deputado estadual e atual secretário de Cultura do Piauí, Fábio Novo (PT), disse que as críticas feitas pela oposição ao programa Pro Piauí e ao Governo do Estado não são éticas. O político destacou ainda que o senador Ciro Nogueira (Progressistas) deixou a base do governador Wellington Dias (PT) porque queria ser o candidato ao governo nas eleições de 2022 e não teve seu pedido atendido.

“A oposição não tem moral para criticar o Pro Piauí, porque a oposição ontem era governo. Primeiro, a gente precisa fazer o exercício da ética. Você nunca vai ver o Fabio Novo criticando por criticar, eu posso discordar do seu governo, mas a partir do momento que estou no seu governo e saio do seu governo, daí começo a criticá-lo eu não estou sendo ético”, repudiou o deputado.

Ainda segundo Fábio Novo, o senador utilizou-se do grupo do PT para ser eleito em 2018. “É bom lembrar que o senador Ciro foi eleito com nosso apoio e só foi eleito por causa do nosso apoio. Então, até ontem ele estava no nosso governo, daí sai do governo porque teve seus interesses contrariados, porque botou na cabeça que queria ser o candidato a governador e o grupo disse ‘pera aí’ não é o momento, vamos aguardar um pouco mais. Daí, ele não gostou, sai e começa a bater”, reclamou.

O secretário disse ainda não entender como o governo pode ter ficado ruim para Ciro da ‘noite pro dia’. “Ontem o governo era bom, esse grupo político era bom para ajudá-lo a se eleger, hoje não presta mais. Eu nunca vou falar mal do senador Ciro, como eu vou falar mal do senador Ciro se eu votei nele pra senador. Ele fazia parte de um grupo político”, explicou Novo.

Logo em seguida, Fábio teceu sim críticas ao senador, que hoje é ministro Chefe da Casa Civil do Governo Bolsonaro. “Quem esteve no governo e hoje critica, poderia usar da influência em Brasília para mandar o dinheiro para melhorar as estradas e não tentar bloquear o dinheiro que vinha para cá dos empréstimos. Eu se fosse ministro do governo Bolsonaro, a primeira coisa que eu pediria era uma audiência com o governador do Piauí, chegava e falava: ‘governador temos nossas diferenças políticas, mas não sou adversário do Piauí; do que o Estado está precisando?’. Dessa forma ele se mostraria um estadista. Ganharia o Ciro, o governador e mais ainda o Piauí”, aconselhou Fábio Novo.

De acordo com Fábio Novo a indicação de Ciro Nogueira para o cargo de ministro foi uma forma de Bolsonaro não perder o Centrão, após exigências do próprio senador. “A nomeação dele [Ciro] para ministro, assim com deram os jornalistas da Folha e do Uol, foi porque ele ficou irritado quando o Secretário Rafael Fonteles conseguiu empréstimo de R$ 800 milhões para o Piauí. Por conta disso, ele deu como condicionante para o governo Federal que queria ser contemplado com cargo importante para que o Centrão continuasse apoiando Bolsonaro. Ele pensou na hora ‘se o Rafael via ter R$ 800 milhões para investimentos no Piauí vai crescer politicamente e eu preciso de um cargo no governo federal para fazer frente a isso. Logo, para Bolsonaro não perder o apoio do Centrão, Ciro virou ministro”, analisou Fábio Novo.

Questionado se o senador Ciro Nogueira tem tentado atrapalhar a realização de empréstimos pelo Governo do Piauí, o deputado diz que isso é visível. “O ideal seria o ministro dizer: ‘Peraí não precisa de empréstimo, que eu como ministro vou é mandar dinheiro para não precisar disso, mas não se quer mandar. O discurso que se quer é de um Piauí que não recebe os recursos e sem investimentos, para que se coloque a culpa no Governo do Estado. Depois ele se apresenta como alternativa.  Com todo respeito, fo** (palavraõ) com o Estado e depois me apresento [ele Ciro] como alternativa para ser opção para este estado. Eu não faço esse tipo de política”, reclamou Fábio Novo.  

As declarações foram dadas durante entrevista neste início do mês de outubro para o programa da Engravatados Podcst que é exibido pelas redes sociais e tem um canal no Youtube. (Política Dinâmica)

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