Cientista político recomenda Constituinte e extinção da Justiça do Trabalho e Eleitoral

Cientista político defende nova Assembleia Constituinte. Foto: Edilson Rodrigues Agência Senado

O Brasil vive um impasse político e institucional preocupante, provocado pelos embates entre os Três Poderes, que “está acabando com o nosso País”, na avaliação do cientista político Paulo Kramer, um dos mais respeitados do País. Para ele, a “única saída” para isso seria uma “nova [Assembleia] Constituinte” que modernize e democratize de fato a estrutura do Estado e estabeleça a prioridade de extinguir dois ramos da Justiça, Trabalho e Eleitoral, que, como jabuticabas, quase só existem no Brasil. Custam muito caro e vivem de criar entraves ao progresso.

Cadáveres insepultos

“São dois cadáveres insepultos e malcheirosos da era Vargas”, diz Kramer, quando o trabalhador trocou o cabo da enxada pela indústria.

O ‘coitadismo’ acabou

Já se foi o tempo do operário visto como “pobre coitado hipossuficiente e necessitado de proteção contra a ganância dos patrões”, analisa.

Não há débeis mentais

Hoje, trabalhadores e eleitores têm acesso a informação, “conhecem os seus diretos e não merecem ser tratados como débeis mentais.”

Burocracia ‘orçamentívora’

“Só que os interesses de uma burocracia imensa e “orçamentívora” nos obriga a sustentar esses dois caríssimos anacronismos”, enfatiza.(Cláudio Humberto)

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