PROFISSÃO:POLÍTICO!

Em pleno
século XXI as práticas paternalistas e coronelistas do início do século
passado, onde as famílias tradicionais dominavam o cenário político, ainda
continuam presentes. Em alguns casos, muda-se, apenas, o sobrenome. Os jovens,
apresentados sob a promessa de “renovação necessária do cenário político”, em
sua maioria são filhos ou netos dos grandes “patriarcas da política”,
carregando em seus sobrenomes, o peso de seus brasões. 

Um fenômeno curioso nas
eleições é o que chamaremos de “Prefeito da região”. Este indivíduo elege-se
numa determinada cidade, reelege-se, após 08 anos de mandato, elege seu
sucessor e, posteriormente, transfere seu domicílio eleitoral para a cidade
vizinha mais próxima, onde seu sobrenome exerça a mesma influência política que
lhe garanta, pelo menos, mais 04 anos de mandato público. E quando o cargo em
questão é o de vereador, parece mais que são cargos vitalícios, tamanha as
décadas de mandato que cada vereador tem… Essa situação é ainda pior nas
cidades do interior. Nestas, o fato de serem pequenas e de todo mundo se
conhecer, tais situações são mais marcantes, o que não anula esse fenômeno das
grandes cidades. Muitas vezes, os que aqui chegam, são velhos coronéis em suas
cidades natais. Basta observar os sobrenomes dos grandes políticos e sua origem
familiar… Como esperar compromisso de um ‘político’ que encara um cargo
eletivo como uma profissão ou que acha que o mandato público deve ser
hereditário? Que entende uma Prefeitura como uma empresa que deve ser
administrada por um período determinado de tempo, recebendo um gordo salário e
gozando de privilégios políticos, almejando uma promoção para atuar na capital
Federal? É preciso não apenas “renovar” a política (termo tão em moda hoje em
dia), elegendo políticos mais jovens. Pois, não adianta ser “novo” na aparência
e ser um velho político em suas práticas. Cabe a nós mudarmos isso. Sermos mais
criteriosos e responsáveis no exercício do voto, para que esse seja
conseqüente. É necessário nos enxergarmos como parte integrante e fundamental
no processo eleitoral. Somos nós quem elegemos, nós é quem somos a maioria e é
pra nós que eles devem governar, é a nós que eles devem satisfação.(Por:Tayana Santos)

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