Num país com fila por saúde, jogam remédios no fogo

140 mil no lixo

O Ministério da Saúde incinerou medicamentos de altíssimo custo em 2025, incluindo drogas contra leucemia e linfoma ainda dentro da validade. Em um país com fila por tratamento, a cena é um tapa na cara do paciente.

Foto: Receita médicaJuiz suspende norma que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios

Remédios estragados enquanto o povo não tem como comprá-los. Os burocratas jogam fora

R$ 108 milhões viraram fumaça

Vacinas, insumos e medicamentos foram queimados pelo próprio governo. Do total, R$ 18,5 milhões estavam válidos. Erro de gestão, logística falha e dinheiro público indo para o forno.

Comprou por ordem da Justiça, jogou fora depois

Itens adquiridos via judicialização acabaram incinerados por falta de planejamento e redistribuição. Compra-se caro para cumprir decisão judicial, mas não se garante uso eficiente do estoque.

Governo nega desperdício, mas não prova ressarcimento

A pasta diz que produtos “não conformes” são repostos ou ressarcidos, mas não esclarece se houve estorno no caso dos itens válidos que foram incinerados. Transparência segue em falta.(Portalaz)

Lula dá a ministro do STF tratamento de ‘auxiliar’ poibido de ‘contaminar’ o patrão

Ministro Dias Toffoli (STF) e o presidente Lula (PT)

Lula (PT) tem dito, segundo assessores, que Dias Toffoli deveria também “sair do STF para não contaminar o governo”. A frase reveladora não é crítica ao ministro, mas a confissão de que, para ele, o STF não é Poder independente, mas uma espécie de departamento do Planalto, órgão auxiliar, que não pode “contaminar” o governo com suas malfeitorias. Sem respeitar a separação de poderes, Lula passou a querer a vaga de Toffoli como se fosse cargo de confiança, demissível a qualquer tempo.

Assessoria a postos

Lula trata o STF como braço estendido do Executivo, convocando seus ministros para reuniões, almoços e jantares excluídos da agenda oficial.

Braço estendido

A oposição diz que essas reuniões discutem da blindagem de aliados ao Código de Conduta, passando por iniciativas contra adversários de Lula.

Só no pé do ouvido

No Consórcio nada consta nas agendas oficiais, tudo é combinado nos bastidores, longe de celulares, de holofotes e do escrutínio da sociedade.

Olho nas eleições

Lula impõe aos parças o modelo de governabilidade em que o Judiciário não julga, acompanha. Tampouco interpreta a lei e sim a conveniência.(Cláudio Humberto)

Novas regras do Pix entram em vigor hoje; veja o que muda

Novas regras do Pix entram em vigor hoje; veja o que muda
Boletos podem ser pagos por Pix

A partir desta segunda-feira (2), bancos passaram a adotar novas regras de segurança do Pix. Entrou em vigor a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que amplia o rastreamento de recursos e acelera a restituição de valores em casos de fraude, golpe ou falha operacional.

O que aconteceu

Os bancos passaram a ser obrigados a cumprir novas normas de segurança do Pix com a entrada em vigor do MED 2.0, mecanismo criado pelo Banco Central para facilitar a devolução de valores transferidos de forma fraudulenta. A principal mudança está no aprimoramento do rastreamento do dinheiro movimentado.

Antes, a devolução só podia ser iniciada a partir da conta diretamente envolvida no golpe. Como fraudadores costumam sacar ou pulverizar rapidamente os valores, o rastreio era interrompido em pouco tempo. Com as novas regras, o sistema passa a acompanhar o caminho do dinheiro com mais precisão, permitindo a recuperação dos recursos mesmo após eles terem saído da conta original.

Segundo o Banco Central, as informações obtidas durante o processo serão compartilhadas entre as instituições participantes da transação. Esse intercâmbio possibilita a devolução dos valores em até 11 dias após a contestação feita pela vítima.

Desde outubro, bancos e instituições financeiras já oferecem, em seus aplicativos, a opção de contestação direta de transações Pix, sem a necessidade de atendimento humano. Esse canal é o meio oficial para solicitar a devolução em casos de fraude e tende a dar mais agilidade ao processo, aumentando as chances de ainda haver saldo disponível para restituição.

Outra mudança relevante é o bloqueio imediato de contas denunciadas por fraude. Antes, havia uma etapa prévia de análise. Agora, o bloqueio ocorre automaticamente, com a apuração realizada em seguida, o que dificulta a dispersão dos valores.

O Banco Central avalia que o novo modelo fortalece a cooperação entre instituições financeiras, reduz o uso recorrente de contas em esquemas criminosos e torna o Pix mais seguro para os usuários.

Moradores reclamam de falta de água no litoral do Piauí em plena alta estação

Empresários da região diz que o desabastecimento gera prejuízos e compromete a imagem turística do litoral piauiense
Empresários da região diz que o desabastecimento gera prejuízos e compromete a imagem turística do litoral piauiense

Moradores de Luís Correia e Parnaíba relataram falta de água nos últimos dias, justamente durante o período de alta estação, quando o litoral do Piauí recebe um grande número de turistas. As reclamações se intensificaram nas redes sociais, onde moradores relataram dificuldades para realizar atividades básicas e atender visitantes.

Segundo os relatos, o problema atingiu bairros residenciais e áreas turísticas, afetando casas, comércios e pequenos empreendimentos que dependem do abastecimento regular de água, especialmente nesta época do ano. Para quem vive na região, a situação não é novidade. Segundo empresários da região, o desabastecimento gera prejuízos e compromete a imagem turística do litoral piauiense. No instagram da companhia, moradores reclamaram de falta de água antes mesmo da véspera de Natal e se mostraram preocupados com o que pode acontecer durante o Reveillon. 

Procurada, a concessionária Águas do Piauí negou que as cidades tenham ficado mais de um dia sem abastecimento contínuo. Em nota, informou que a falta de água registrada em Parnaíba, a partir do dia 23 de dezembro, foi causada por instabilidade prolongada no fornecimento de energia elétrica, identificada durante a madrugada. As oscilações comprometeram sistemas essenciais de captação, tratamento e bombeamento de água, impactando temporariamente o abastecimento em diferentes pontos da cidade.

Para atender casos de emergência, como a  Clínica de Nefrologia e Hemodiálise de Parnaíba (UNIRIM), a concessionária disse que disponibilizou, de forma imediata, o serviço de carro-pipa com água potável, “atendendo rigorosamente a todos os padrões de potabilidade exigidos pelos órgãos reguladores. A oferta do serviço, no entanto, foi recusada pela clínica.”

Para evitar falta de abastecimento, a concessionária está executando a Operação Águas no Litoral, com o uso de 12 geradores de energia. “Os equipamentos operam preventivamente nas noites dos dias 24 e 31 de dezembro, em pontos estratégicos como captações e Estações de Tratamento de Água, garantindo a continuidade da operação. A operação também inclui medidas que ampliam a produção de água em até 140 mil litros por hora e aumentam a capacidade de reservação em cerca de 1 milhão de litros, além do reforço das equipes de plantão para atuação imediata em situações emergenciais.”, diz a nota da Águas do Piauí.

A Águas do Piauí informa ainda que mantém canais de atendimento funcionando 24 horas por dia, por meio do telefone e WhatsApp 0800 223 2000, além do aplicativo Águas App, para registro de ocorrências e esclarecimento de dúvidas da população. 

Uma leitura emocional sobre o Natal e o Ano Novo

Mensagens de Natal e Ano Novo para espalhar alegria e otimismo - Mundo das  Mensagens

Muitos se sentem animados, felizes e otimistas com a virada de calendário. Aproveitam e se jogam nas festas e confraternizações de fim de ano. No entanto, tem uma parcela grande de pessoas que não se sentem animadas e até repugnam as comemorações coletivas que abraçam e envolvem o mês de dezembro em uma atmosfera de grandes festividades.

A chegada de um novo ano, traz consigo uma mescla de sentimentos que nos envolve. Porém, nem todas as pessoas se identificam com essa época do ano.

Natural que aquelas que tenham sofrido situações traumáticas ao longo do ano ou mesmo em épocas como essa, tenham maior dificuldade em encarar os últimos dias como o encerramento de um ciclo e enxergar a expectativa de um novo ano que gera a oportunidade de um recomeço com novas possibilidades e objetivos.

Nem todos conseguem se desvencilhar de dores enraizadas e alimentam medos, frustrações e receios em relação a toda e qualquer mudança.

Solidão, isolamento de família e amigos por não se sentir à vontade para socializar, podem também ser justificativas para não se animar com o período das festas.

Alguns repulsam por classificar a época como um período de alto consumo materialista, desmistificando o verdadeiro espírito natalino. Além disso, muitos sinalizam depressão, ansiedade e angústia neste mês de festas.

 No entanto, sabemos que ninguém é obrigado a gostar ou sentir prazer com o Natal e Ano novo. Não existe uma rotulação de que, só é “Normal” aquele que acompanha os padrões sociais em “Amar” confraternizações.

A grande questão é: quanto mais amadurecidos somos, mas entendemos que nossa existência se tornará mais equilibrada, quando agimos com maior flexibilidade frente aos dissabores da vida. É preciso paciência, resiliência para lidar com os incômodos em um mundo inóspito e repleto de aborrecimentos.

A virada de ano para muitos também é o momento de sonhos, porém, é preciso pesar aspectos positivos e negativos, reconhecendo as coisas boas que aconteceram, valorizando e sendo grato a cada ação realizada ou a cada feito conquistado. Sua dedicação e foco devem ser considerados e potencializados para estimular os aprendizados, sem lamentações.

Que possamos estar abertos para discordar de nós mesmos, modelar nossa visão de mundo de acordo com os fatos, e não os fatos de acordo com nossa visão de mundo, pois as nossas crenças, verdades e respostas absolutas não são o único caminho para se achar sentido na vida; outras possibilidades podem existir além do significado que nós mesmos damos.

E que juntamente com os fogos que brilham e anunciam a chegada de um novo ano, possamos estar com nossa mente e corações cheios de esperança, alegria, amor e perspectivas de sermos e fazermos o melhor sempre.

Porém, não caia na armadilha de se deixar levar pela ilusão de que temos a obrigação de estar sempre feliz. Essa configuração de compromisso de uma alegria plena, apenas cria frustração. O mais importante é encarar suas expectativas e fazer um balanço do que pode ser melhor planejado, para que a harmonia, leveza e autoconhecimento sejam seus aliados no próximo ano.

Portanto, a palavra-chave é RESILIÊNCIA. Não se nasce forte, torna-se! Ame, chore, grite, sorria, festeje, reflita e se permita descobrir o verdadeiro significado da virada de ano.

 Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que nos sentimos emulados a uma renovação.

Dra. Andréa Ladislau / Psicanalista

Como a Câmara facilitou a vida do crime organizado

Deputado federal Merlong Solano

Por Merlong Solano(*)

A aprovação, pela Câmara dos Deputados no último dia 18 de novembro, do Projeto de Lei 5582/2025 – conhecido como PL Antifacção – representa muito mais do que uma simples alteração legislativa. Sob o pretexto de endurecer penas, o texto aprovado, de relatoria do deputado bolsonarista Guilherme Derrite (PP-SP), configura um grave retrocesso que, na prática, desmonta instrumentos cruciais de investigação e protege os interesses do crime organizado que diz combater.

A proposta original, enviada pelo presidente Lula e construída ao longo de seis meses sob a coordenação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, partia de um eixo estratégico inteligente: atacar o financiamento das organizações criminosas. Era um projeto estruturado para atingir o “andar de cima” do crime, onde se encontram os líderes e seus aliados de colarinho branco. O substitutivo aprovado, no entanto, vira essa lógica de cabeça para baixo.

Movido por um viés político-ideológico, o novo texto desfigura a proposta do Executivo e cria um monstrengo jurídico que beneficia criminosos, asfixia financeiramente as principais instituições de combate ao crime, como a Polícia Federal, e joga o sistema de segurança pública em um perigoso cenário de insegurança jurídica e fragmentação.

Um dos pontos mais críticos do projeto aprovado é o enfraquecimento deliberado da Polícia Federal e da Receita Federal. A retirada de recursos do Fundo Nacional de Aparelhamento da PF e de outros fundos que sustentam a política nacional de segurança, como o FNSP e o FUNPEN, é um ataque direto à capacidade operacional da principal instituição policial do país. Paralelamente, a proposta dificulta bloqueios de bens, enfraquecendo justamente o combate ao fluxo financeiro do crime, fulcro central da proposta original.

Além do desmonte orçamentário, o texto cria brechas legais que serão amplamente exploradas pela defesa dos criminosos. A substituição do tipo penal “Organização Criminosa Qualificada”, bem delineado no projeto do governo, por um conceito vago e inédito de “domínio social estruturado”, é uma porta aberta para a impunidade. Essa invenção do relator, não devidamente caracterizada, garantirá aos advogados dos chefes do crime organizado uma série de recursos para protelar processos e até mesmo inviabilizar condenações.

Enquanto o crime organizado atua em rede, com operações integradas em nível nacional e internacional, o PL aprovado na Câmara fortalece a estadualização das ações de segurança. Ao reduzir a capacidade de articulação do Ministério da Justiça, o projeto conduz ao isolamento e à fragmentação das operações em âmbito estadual. Essa desintegração é um presente para facções como o PCC e o Comando Vermelho, que operam justamente explorando as lacunas e a falta de coordenação entre as forças estaduais.

Diante de tantos retrocessos, uma pergunta inevitável se impõe: é mera coincidência que um projeto que amordaça a Polícia Federal seja aprovado justamente no momento em que as investigações da PF atingem o coração do sistema financeiro, como ficou evidente nas operações que investigaram fintechs ligadas ao PCC e, mais recentemente, o Banco Master.

Ficou claro que o projeto  aprovado é parte de uma estratégia de setores que querem desestruturar o trabalho da PF e proteger grupos poderosos atingidos por investigações recentes, como as que envolveram o Banco Master.

A bancada do PT votou contra este substitutivo por entender claramente os riscos que ele representa para a segurança do país. A esperança agora reside no Senado Federal, que tem a responsabilidade e o dever de rejeitar esse retrocesso e restabelecer um marco legal que, de fato, fortaleça o Estado no combate à criminalidade. Operações como a Carbono Oculto, que investigou a máfia dos combustíveis, ou a que apura o caso Banco Master, são essenciais para a democracia. Elas devem continuar, queiram ou não alguns parlamentares. A sociedade brasileira não pode pagar o preço de uma lei aprovada de qualquer jeito.

(*) Merlong Solano é deputado federal (PT-PI) e vice-líder da Bancada do PT na Câmara

Setembro Amarelo: SESI promove palestra sobre Prevenção ao Suicídio

 Como uma forma de promover mais uma importante campanha de saúde, o SESI-PI, realiza na sexta-feira, dia 12 de setembro, no auditório da FIEPI, centro de Parnaíba, uma manhã dedicada a muita informação e dica de saúde, com a realização de palestra, workshop e oficina, abordando a importante temática de “Prevenção ao Suicídio. 

O SESI- PI, através de seu departamento de saúde, está sempre engajado em importantes campanhas de saúde, como uma forma de prevenir e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao trabalhador da indústria e a população em geral. E agora, com o mês de setembro, dedicado a Prevenção do Suicídio, mais uma vez, o SESI, vai propagar ainda mais a temática, com um evento que vai fortalecer as práticas de prevenção à saúde no ambiente do trabalho.  

O evento terá início, a partir das 8:30 da manhã, com a realização da palestra, “Prevenção ao Suicídio”, que será ministrada pela psicóloga Taís Fontenele. E seguindo a programação, a enfermeira do Trabalho do SESI, Larissa Lima, apresentará o PORTIFÓLIO SESI, onde vai exibir os trabalhos, experiências e atividades da entidade. O evento será finalizado com a oficina “Entendendo os Riscos Psicossociais no Trabalho”, coordenada pela Técnica de Segurança do Trabalho do SESI, Juliene Paz. 

Desfiles militares no Dia da Independência. Hora de mudar essa comemoração.

Por:Pádua Marques(*)

Ninguém me convence hoje ao contrário, de que esse modelo de comemoração da independência do Brasil todo dia 7 de setembro com desfiles de tropas e de escolas públicas e particulares com características militares é simplesmente ridícula nos dias atuais. Lembra os velhos e infelizes tempos idos e vividos pelos países latino americanos a partir do Panamá, da América Central e do Caribe para baixo, passa pela América do Sul, onde está o Brasil e seus vizinhos, Venezuela, Chile, Argentina e até o último no final da fila, o Uruguai.

Essa prática vem de países com costumes culturais e políticos que nesse século passado infestaram o continente com suas ditaduras e caudilhos, sempre idolatrados, bajulados ao extremo e tiveram nas suas forças armadas a sustentação de poder. Repúblicas que tiveram seus ditadores insepultos, populistas, ditos pais dos pobres e tantos outros títulos.

Se eu um dia chegasse a ser presidente da República, o que é difícil imaginar, situação que nunca me passou pela cabeça a partir do desejo de entrar na política e subir em palanque e ser caudatário, estimularia a população e as instituições para que comemorassem o Dia da Independência do Brasil do jeito que comemoram o Carnaval, sem essa falsa demonstração de força.

Nada de desfiles de tropas com seus equipamentos bélicos, canhões velhos, tanques ultrapassados, cavalaria cagando no asfalto para todo mundo ver e achar bonito, os paraquedistas saltando de aviões e deixando o povo de boca aberta, esse povo isolado por bloqueios, suados e com sede a manhã inteira e mesmo assim achando tudo aquilo repetido, a maior das novidades.

Nada de colégios com seus estudantes perfilados em pelotões, as fanfarras naquela batida ensurdecedora, mas mesmo assim servindo para que um aqui e outro ali corra com o celular para tirar uma foto. Nada de crianças fantasiadas de príncipe dom Pedro, da princesa Leopoldina, do velho José Bonifácio com sua peruca de juiz inglês dos tempos da rainha Elizabeth.

Nada de trazer os últimos sobreviventes dos pracinhas brasileiros que foram à Itália na Segunda Guerra. Muitos já andando de muletas ou em cadeiras de rodas, moucos, mas com o peito coberto de condecorações. Tudo isso, essa cena tão remota e ao mesmo tempo deprimente, não é mais compatível com o mundo moderno e a sociedade moderna, a juventude com seus estudantes universitários, a tecnologia da informação, os costumes e a arte.

Esse negócio de desfile militar do Dia da Independência em 7 de setembro deveria ter ficado no passado. Aquele povo, pais ou mães trazendo seus filhos, tias velhas trazendo seus sobrinhos para assistirem ao desfile das Forças Armadas, dos colégios militares, das agora escolas cívico-militares. O mesmo desfile de todos os anos com aquele terror de sol queimando o couro da cabeça. E o povo esticando o pescoço para bater palmas para esse ou aquele pelotão onde está um soldado ou um bombeiro seu vizinho.

Nada de filho ou sobrinho fantasiado de escravo em cima de uma carroça puxada a burro e carregada de cana e sendo chicoteado por um capataz. Tudo aquilo, aquele espetáculo repetido, tentando mostrar uma história do Brasil que o sujeito não viveu, mas apenas ouviu falar.

E a gente se transporta para países totalitários como a Rússia, a China, a Coreia do Norte e outros mais, até aqui na vizinhança, que só conhecem a força bruta e são nações muito distantes da democracia e da liberdade. O dia 7 de setembro deveria ser um dia de muita festa, igual no Carnaval, Natal e no Ano Novo, nas comemorações dos jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Mundo.

Todo mundo na rua, nas praças, parques, avenidas, vestidos do jeito que bem entendessem, realizando suas habilidades artísticas, científicas, reivindicando, cantando, praticando seus esportes preferidos, conversando assuntos com ou sem importância, enfim, uma grande confraternização, alguns vendendo suas garrafinhas de água, tomando sua cerveja, vendendo ou comendo seu pastel ou chupando um picolé.

Essa é a liberdade desejada! Nada de uma falsa demonstração de força com desfile de tropas, cães amestrados, batalhões de choque, colégio de freiras marchando, recrutas pisando uns nos calcanhares dos outros, ambulâncias do SAMU, escoteiros. Tem que ser festa igual no Natal e no Ano Novo, sem hora de voltar para casa, todo mundo descontraído. Vamos deixar esse negócio de marcha, desfile militar no passado, com aqueles generais e almirantes nos palanques cochilando em pé. Não existe mais tempo e nem espaço dentro da modernidade para esse tipo de comemoração da independência do Brasil.

(*)Pádua Marques é jornalista, cronista, contista, romancista e ecologista

Qual a diferença entre a Lava Jato e o massacre a Bolsonaro na imprensa? Nenhuma

A Lava Jato, hoje condenada, era quem ditava os editoriais de telejornais e jornais impressos. Com rios de dinheiro em delações e denúncias de corrupção, Sérgio Moro foi transformado em super-herói nacional e premiado, sobrevoando o céu do Brasil como se fosse o salvador da pátria. Hoje, a operação parece uma novela reprisada, apenas com novos atores. 

Vale lembrar o vazamento do áudio de Dilma Rousseff, em 2016, combinando a nomeação de Lula como ministro , proibido pelo STF ,  e tratado pela imprensa como escândalo nacional. Agora, no caso de Bolsonaro, vazam conversas privadas dele com filhos e aliados, além de documentos sobre suposto pedido de asilo político, imediatamente traduzidos pela mídia como “plano de fuga”. O contraste é evidente: a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, foi trazida ao Brasil em avião da FAB para viver em exílio, sem a mesma escandalização midiática 

A pergunta que fica é: será que, no futuro, os métodos usados hoje para atacar Bolsonaro , sem acusações concretas de corrupção ,  também serão revistos e condenados, assim como os da Lava Jato? Na Lava Jato, o alvo era a corrupção. No caso de Bolsonaro, o que se vê é um “golpe sem golpe”. (Silas Freire)

E por que o MDB não descola do PT e lança candidato próprio ao governo do Piauí? É medo?

POR: Bernardo Silva

Essa trairagem do PT, em querer largar a mão do MDB em 2026, da forma mais descarada possível, a fim de seguir com o comando total do Estado, é motivo mais do que suficiente para que o partido do saudoso Ulysses Guimarães e de Tancredo Neves, faça uma reflexão profunda e volte a ser Grande, buscando retomar seus espaços e lançando uma candidatura próxima ao governo do Estado.

O pensamento do PT de Wellington Dias é o seguinte: chuta-se agora o traseiro do Themístocles Filho, que envelheceu como presidente da ALEPI, e coloca-se como vice o filho do índio. E daí Rafael Fonteles se reelege e, no final do segundo mandato,  sai para candidato ao senado, deixando Vinicius Dias no governo, com chances de reeleição. E daí segue a oligarquia do morubixaba W. Dias, o índio mais sabido do Brasil, no dizer do Lula, outro “sabido”.

Wellington Dias (PT) é eleito para o Senado no Piauí

W. Dias- o sabido

O MDB fez história no Piauí e em Parnaíba. Com Chagas Rodrigues, Zé Alexandre, Alberto Silva, João Silva Filho, Ribeiro Magalhães, Elias Ximenes, Francisco Figueiredo de Mesquita, Carlos Augusto, Tomas Teixeira e tantos outros… Finalizou este ciclo histórico com Mão Santa governador do Pìauí, que foi defenestrado do  poder pelas razões que a história registra. Foi aí que o PT entrou, até de forma inesperada, jamais imaginada. Ganhou o governo em 2002, até com o apoio do próprio Mão Santa, no ano em que a onda vermelha lavou todo o país. Lembram disso? Daí em diante, o MDB deixou o posto de protagonista da história e passou a ser mero coadjuvante do PT. Triste.

Governador institui Ordem Estadual Centenário Alberto Tavares e Silva -  Pauta Judicial

O histórico Alberto Silva, ícone do MDB

Mas nem tudo está perdido. Se o partido do atual vice governador não estivesse com o rabo tão preso ao PT, seria a hora de lançar um candidato próprio, tornando a disputa mais interessante, porque nem tem graça do jeito que está: com Rafael Fonteles, embora ainda sem concorrente,  em primeiro lugar em todas as pesquisas- de baixo pra cima e de cima pra baixo. Pior foi em 1994, com todos os cenários favoráveis à Oligarquia dos Freitas e Portelas, tendo como representante na disputa para o governo, o ex-secretário de educação de Alberto Silva, Átila Lira. E Mão Santa entrou à força na disputa, contra tudo e contra todos, remando contra a maré e ganhou a eleição. Claro que a história não se repete. Mas, se ninguém ousar dá uma de doido outra vez, ninguém sabe o que será possível.

Gracinha Mão Santa pra governadora? E por que não?

Mas isso é um sonho. Um sonho de uma noite de verão.  Os líderes politicos do MDB de hoje estão todos velhos, só pensam em “se arrumar”, como diria o personagem Justo Veríssimo, do Chico Anísio. Os interesses do Estado que se explodam! Faltam homens de coragem, ou a loucura de um Mão Santa ousado, focado, obstinado, que sempre correu atrás do que quis. Sua Filha, a deputada Gracinha, ainda teve o nome cogitado para ser candidata a governadora pela oposição de Ciro Nogueira, que nem chega a ser oposição porque nem faz cócegas na liderança de Rafael Fonteles. Agora Gracinha ensaia ir se filiar ao MDB, traída que foi, segundo ela, pelo PP de Ciro. Ela tem a garra do pai e o destemor de quem corre atras do seus sonhos. Não é melhor nem píor do que todos os políticos que aí estão, num cenário onde não existem santos. Gracinha para governadora, pelo MDB. E por que não?!!!

Ciro Nogueira critica relação diplomática do governo brasileiro: “Tempo das cavernas”

“O governo brasileiro hoje tem uma diplomacia conduzida por uma pessoa do tempo das cavernas que é o Celso Amorim. Na prática, o chanceler é um fantoche na mão do presidente Lula e tem um ódio dos israelenses, dos judeus e do governo americano, o que tem contaminado toda a nossa diplomacia”, disse.

Ciro também disse que o governo se utilizou da crise diplomática para tentar melhorar a imagem do presidente Lula que estava desgastada pela queda na popularidade.

“O governo brasileiro se utilizou desse momento para criar uma narrativa e ressurgiu o presidente Lula. O presidente, antes dessa situação, estava morto nas pesquisas. Houve uma recuperação porque ele conseguiu, através de uma narrativa que estava defendendo os interesses do país, melhorar um pouco, apesar de já ter perdido bastante disso a sua avaliação.”

Mesmo com o início da vigência do tarifaço de 50%, o senador disse que espera que os governadores dos grandes estados consigam ampliar o diálogo para tentar diminuir o impacto na economia brasileira.

“Espero que os nossos governadores de São Paulo, Minas, dos grandes estados possam conduzir essa negociação para diminuir essas tarifas que estão prejudicando muito a economia brasileira”, destacou. (Fernanda Duarte)

VIDA DE CÃO

Por: Pádua Marques(*)

Nessa semana que está acabando houve uma operação policial em dois bairros de Parnaíba. Operação pesada da Polícia Federal e da militar para desarticular bocas de fumo. Estes dois bairros tem histórico de violentos e de acoitar entre os bons moradores alguns traficantes de drogas, ladrões de celular, motocicletas, supermercados, velhinhos aposentados e outras coisas mais.

Acompanhei pelos blogs e portais o desdobramento da operação. Me chamou a atenção nas fotos ilustrativas, no meio daquele furdunço todo e correria pra tudo quanto era lado, a figura de um cachorro negro. Nas duas fotos ele está ali deitado, na dele, perto de uma viatura assim como quem não tem nada a ver com a história e está ali apenas pra depois entre os vizinhos assustados ficar abanando o rabo e ouvindo conversa.

Agora imagine a vida dessas pessoas, trabalhadores, donas de casa, crianças e velhos convivendo todo dia, semana após semana, meses e anos com esta escalada de violência em que se transformou viver na periferia. O cão estava ali quieto perto da viatura sem a menor vontade de latir ou de se admirar com a operação que já se tornou rotina entre aquela gente.

Talvez fosse ele até um olheiro dos traficantes, um cão de guarda que, ao menor sinal de perigo pra seus patrões, agora estivesse silencioso pra não levantar suspeitas das atividades de seus donos. Certamente deve ser um cão fiel, assim como são outros cães de porta de rua e de fundo de quintal. Desses que apenas e ao menor sinal de perigo se danam a latir e alarmar com a presença de estranhos.

Estava ali na dele, deitado na areia fofa da rua sem calçamento, longe de tudo o que é movimento mais urbano. Certamente que, pela condição de guarda de alguma boca de fumo ganha, quando muito, algum osso carnudo, um resto de comida da mesa ou na pior das hipóteses, quando cria confusão com seus pariceiros, leva uma pedrada certeira de alguém incomodado com sua insolência.

Vida de cão de boca de fumo não deve ser nada fácil. Vive sob a constante inquietação. Ao menor sinal da sirene de uma viatura ou mesmo de um carro estranho cheio de policiais armados até os dentes, se põe a latir feito doido. É o momento dos patrões fugirem pela porta dos fundos e, saltando os quintais com o produto do roubo ou do tráfico de drogas vão se esconder mais lá na frente.

Agora a gente se põe a imaginar o que seja a vida de milhares de pessoas convivendo com vizinhos tão importantes pra polícia. Qual a expectativa de sociedade, de paz e de trabalho honesto dessas pessoas? Vivem sob uma constante inquietação, um inferno. Não deve ser nada tranquilo viver num bairro desses. Não é apenas aqui na Parnaíba não. É em tudo em quanto é cidade grande.

Aquele cão negro nunca vai levantar suspeitas pra policia. Nunca vai sair da rua algemado e dentro de um camburão pra depor e ser preso na Central de Flagrantes, julgado e condenado dormir fazendo companhia a seus patrões na penitenciária. Aquele cão nunca vai ser incomodado. Sua fidelidade está comprovada e tão logo aquela confusão toda acabe, volta pro canto da cerca e vai tirar um sono, que ele não é besta. 

(*)Pádua Marques, jornalista e escritor, cronista, romancista e contista, membro da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba.

Merlong comemora aprovação do projeto que zera Imposto de Renda até R$ 5 mil: “É mais justiça social e tributária

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto que altera a legislação do Imposto de Renda (IR) aprovou, nesta quarta-feira (16), por unanimidade, a proposta presidente Lula (PT) que zera o IR para quem ganha até R$ 5 mil. O deputado federal Merlong Solano (PT), que é vice-presidente da Comissão, destacou que o texto é parte de um conjunto de medidas do governo federal para tornar o sistema tributário mais justo e mais progressivo, com foco em aliviar a carga para contribuintes de baixa renda e aumentar a cobrança sobre os mais ricos. 
O relatório final do projeto, apresentado pelo relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), também reduz IR para quem tem ganhos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O deputado informou que a medida contou com o seu total apoio. “Lira manteve os principais pontos do projeto enviado pelo presidente Lula, mas promoveu ajustes relevantes. A proposta original previa a isenção para salários de até R$ 5 mil e um desconto progressivo para quem ganha até R$ 7 mil, mas o texto final elevou esse teto para R$ 7.350. Ao mesmo tempo, o projeto manteve a alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou seja, mais de R$ 50 mil por mês”, destacou o parlamentar.
Arthur Lira aumentou o limite de redução do imposto para manter a neutralidade fiscal da proposta, uma vez que, nos moldes enviados pela Fazenda, o projeto teria R$ 29 bilhões de sobra de arrecadação. A ampliação da faixa de desconto deve beneficiar 500 mil pessoas. “O que estamos fazendo chama-se justiça social e tributária, colocando os pobres no orçamento e os ricos no imposto de renda. É uma grande vitória do povo brasileiro. Enfrentamos forte resistência no Congresso e entre setores econômicos, que eram contra taxar os super ricos. Que bom que conseguimos avançar nessa pauta, que é uma promessa de campanha do presidente Lula”, reforçou o petista.
Merlong destacou que cerca de 90% dos contribuintes brasileiros estão nesta faixa de isenção e que a medida vai garantir alívio imediato no orçamento de milhões de lares brasileiros. “Atualmente, estão isentos do imposto de renda os cidadãos com rendimento até R$ 3.036 ao mês. Um avanço já conquistado no governo Lula, porque até 2022 quem ganhava a partir de R$ 1.903 já pagava imposto de renda. Então, o que a gente aprovou hoje na comissão foi mais qualidade de vida para as famílias, porque essa iniciativa fortalece a economia, pois coloca mais dinheiro em circulação, fomenta o comércio e impulsiona pequenos e médios negócios em todo o país”, enfatizou. 
Com a aprovação, o texto segue para a análise do plenário, com votação prevista para o segundo semestre deste ano. Merlong informou que, até a aprovação da matéria, a base do governo no Congresso ficará atenta para aprimorar o texto-base aprovado na Comissão Especial.

Senadores Ciro Nogueira e Marcelo Castro estão entre os 100 “cabeças” do Congresso

O Piauí volta a se destacar no Congresso Nacional em 2025 com nomes incluídos no seleto grupo dos parlamentares mais influentes do país, segundo o levantamento anual divulgado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

A publicação, referência no meio político, mapeia aqueles que realmente comandam o processo legislativo em Brasília, com base em atributos como liderança, articulação, formulação de propostas e capacidade de negociação.

Na lista dos 100 “Cabeças do Congresso” 2025, dois senadores piauienses confirmaram seu peso político: Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcelo Castro (MDB-PI).

Ciro Nogueira e Marcelo Castro/Colagem: Lupa1

Ciro Nogueira, ex-ministro e presidente nacional do PP, é apontado como um dos maiores articuladores do Senado, conhecido por sua habilidade em costurar acordos entre governo e oposição. Mesmo em um ambiente polarizado, mantém canais de diálogo abertos com diferentes blocos partidários, o que o torna figura central nas principais votações.

Já Marcelo Castro se consolida como um dos nomes mais influentes na área de Orçamento e Saúde, áreas em que tem forte histórico de atuação. No Senado, exerce papel de negociador experiente, com trânsito fácil em diversas frentes partidárias, além de ser reconhecido por sua capacidade de leitura política e pela habilidade em liderar debates sensíveis.

Além dos senadores entre os “Cabeças”, o Piauí também emplacou dois deputados federais na lista dos 50 parlamentares em “ascensão”, grupo formado por aqueles que vêm ganhando relevância e missões estratégicas em seus partidos, e que têm potencial para figurar no núcleo central do poder legislativo nos próximos anos.

Dr. Francisco e Júlio Arcoverde/Colagem: Lupa1

Dr. Francisco (PT-PI) aparece nesse recorte como um nome que, mesmo em primeiro mandato federal, vem sendo destacado por missões partidárias e pela postura de articulação em temas ligados à saúde e inclusão social. A atuação dele em comissões tem chamado atenção de lideranças partidárias.

Outro nome em ascensão é o de Julio Arcoverde (PP-PI), ex-deputado estadual e ex-presidente do PP no Piauí, que agora amplia seu espaço em Brasília. Sua inclusão na lista reflete o esforço de se consolidar como elo político do partido no Nordeste, atuando em articulações nacionais e garantindo espaço em comissões estratégicas.

O estudo do DIAP não mede popularidade ou visibilidade midiática, mas influência real, ou seja, quem consegue conduzir negociações, elaborar propostas relevantes, criar consensos e decidir votações. Para o Piauí, ter representantes tanto no grupo dos 100 mais influentes como entre os 50 em ascensão confirma a presença ativa e articulada da bancada do estado no cenário político nacional. (Lupa1)

Sem resposta da Prefeitura, profissionais da Saúde decidem por greve a partir do dia 23

A crise na saúde pública de Parnaíba ganhou um novo capítulo. Em ofício protocolado no último dia 16 de junho, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSERM), comunicou oficialmente ao prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel,  que a partir do dia 23 de junho de 2025, será deflagrada uma greve geral por tempo indeterminado, envolvendo diversas categorias da saúde.

A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia realizada no dia 7 de junho, após uma série de tentativas frustradas de negociação com a gestão municipal. Os servidores alegam que, mesmo após diversas comunicações formais, a prefeitura não apresentou proposta concreta para recomposição salarial ou para resolução das pautas pendentes. O sindicato afirma que a greve poderá ser suspensa assim que a administração municipal abrir uma mesa de negociação com pauta clara, cronograma definido e medidas efetivas.

O comunicado ainda detalha o cronograma da greve, que inicia com paralisação geral entre os dias 23 e 27 de junho, respeitando o funcionamento mínimo legal dos serviços essenciais. Estão previstos também atos de mobilização nos dias 25 de junho, 2 de julho, 16 de julho e 23 de julho. Outras paralisações segmentadas estão programadas para as áreas de Odontologia, eMulti, CAPS, Vigilância Sanitária e médicos veterinários, com cronograma até o dia 26 de julho, quando será realizada uma nova assembleia de avaliação do movimento.

Mesmo diante da paralisação, o SINDSERM reafirma que serão mantidos os atendimentos essenciais à população, conforme determina o Supremo Tribunal Federal. A nota reforça ainda que a greve é legítima, respaldada por lei, e surge da ausência de resolutividade por parte da prefeitura, diante de um cenário em que os servidores da saúde acumulam 14 anos sem reajuste salarial.

A população, por sua vez, segue apreensiva diante do possível impacto nas unidades básicas de saúde e demais serviços que dependem da força de trabalho dos profissionais mobilizados. O impasse permanece, e os servidores aguardam um gesto concreto da gestão municipal para evitar que a situação se agrave ainda mais

Portal Costa Norte

22 de Abril: A esquecida data do ‘descobrimento do Brasil’

No dia 22 de abril de 1500, uma expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral chegou ao que hoje conhecemos como o Brasil. Este marco histórico é considerado o início da colonização portuguesa no território sul-americano e deu origem ao que viria a ser uma das maiores nações de língua portuguesa do mundo.

Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500

A Viagem de Cabral

A armada portuguesa, composta por 13 embarcações, partiu de Lisboa a 9 de março de 1500 com destino às Índias, seguindo a rota já conhecida por Vasco da Gama. Porém, desviando-se mais para oeste, provavelmente intencionalmente, a frota acabou por avistar terras desconhecidas no continente americano.

No dia 22 de abril, os navegadores avistaram um monte, que foi batizado de Monte Pascoal, na atual Bahia. Dois dias depois, a frota ancorou na costa e estabeleceu o primeiro contacto com os povos indígenas.

Carta de Pero Vaz de Caminha

Um dos documentos mais importantes desse evento é a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da expedição, que relatou detalhadamente as impressões sobre as terras e os seus habitantes. A carta é considerada o “certidão de nascimento” do Brasil.

Carta de Pero Vaz de Caminha

Importância Histórica

Embora se chame “Descobrimento do Brasil”, muitos historiadores hoje preferem o termo “chegada dos portugueses ao Brasil”, reconhecendo que o território já era habitado por milhões de indígenas de diversas culturas há milhares de anos. A chegada de Cabral marcou o início de um processo de colonização, que teve impactos profundos na história, cultura e população do território.

Esquecimento da data

Apesar da importância histórica, o 22 de abril tem sido cada vez mais esquecido no calendário nacional. Ao contrário de outras datas cívicas, como a Independência (7 de setembro) ou a Proclamação da República (15 de novembro), e ainda do próprio dia de Tiradentes (21 de abril), o Descobrimento do Brasil raramente é lembrado com feriados, comemorações oficiais ou debates públicos.

Esse esquecimento revela uma certa ambiguidade no modo como a história do Brasil é contada e ensinada. Muitos brasileiros desconhecem a relevância do 22 de abril, e a data passa sem grandes reflexões sobre os seus significados, tanto positivos quanto negativos. A ausência de celebração pode ser vista como sintoma de uma sociedade que ainda não resolveu plenamente os seus dilemas históricos, como a colonização, a destruição das culturas indígenas e a construção da identidade nacional. (Mikeias di Mattos)

Como pregava o Papa Francisco, “Deus não pertence a nenhum povo”

Frases do Papa Francisco added... - Frases do Papa FranciscoCarlos Newton

O Papa Francisco cativava pessoas no mundo inteiro com as suas frases marcantes e inspiradoras. Nesta seleção, feita pela equipe do site Pensador, confira algumas grandes lições de Jorge Bergoglio para jovens e pessoas de todas as idades sobre a vida, a gratidão, a política e a natureza, entre outros temas.

– Não existe mãe solteira. Mãe não é um estado civil.

– O único momento em que é lícito olhar uma pessoa de cima para baixo: quando queremos ajudá-la a levantar-se.

– Deus não pertence a nenhum povo.

– A vida é real, não virtual. Não acontece numa tela, mas no mundo! Por favor, não virtualizem a vida!

– Temos a oportunidade de preparar um amanhã melhor para todos. Das mãos de Deus recebemos um jardim; aos nossos filhos não podemos deixar um deserto.

– No caminho da vida, como em todos os caminhos, aquilo que verdadeiramente conta é não perder de vista a meta.

– Precisamos dos jovens, precisamos de sua criatividade, de seus sonhos e de sua coragem, de sua simpatia e de seus sorrisos, de sua alegria contagiante e também daquela pitada de loucura que vocês sabem trazer para cada situação, e que ajuda a sair do torpor da rotina e dos esquemas repetitivos em que às vezes classificamos a vida.

– Se vivermos com a mentalidade do turista, não agarramos o momento presente e corremos o risco de deixar de lado partes inteiras de vida.

– Se formos portadores de gratidão, o mundo também se tornará melhor.

– Juntos no amor, nós, cristãos, podemos mudar o mundo, podemos mudar nós mesmos, porque Deus é amor!

– Não tenham medo da vida, por favor! Tenham medo da morte, da morte da alma, da morte do futuro, do fechamento do coração. Disto vocês devem ter medo. Mas da vida não, a vida é bela. A vida é para ser vivida e para doá-la aos outros.

– É mais perigosa do que um câncer a doença do desinteresse nos jovens.

– Olhe para o guarda-roupa da alma: quantas coisas inúteis você tem, quantas ilusões estúpidas. Voltemos à simplicidade, às coisas reais que não precisam de maquiagem.

– A amizade é também um dom pelo qual devemos estar sempre gratos.

– Sois todos – sem exceção – um tesouro, um tesouro único e precioso. Por isso, não mantenhais a vida num cofre, pensando que é melhor poupar-se e que o momento de a gastar ainda não chegou!

– O dinheiro tem que servir, não governar.

– Nossa vida é um caminho, quando paramos, não vamos para frente.

– Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos.

– Algumas pessoas cuidam melhor de seus cães do que dos seus irmãos.

– Não tenho ouro nem prata, mas trago comigo o mais valioso: Jesus Cristo.

– Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados.

– Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem inveja… as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil, a luz própria, a felicidade simples e sincera e a paz interior.

– Não deixe que ninguém tire a sua esperança.

– Deus não cansa de perdoar… Nós é que cansamos de pedir perdão.

– Cuidemos do nosso coração porque é de lá que sai o que é bom e ruim, o que constrói e destrói.

– Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes desigualdades.

– A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem com o mal e sim vencê-lo.

– Envolver-se na política é uma obrigação para o cristão. Nós cristãos não podemos nos fazer de Pilatos e lavar as mãos, não podemos!

– Não se pode viver sem os amigos, eles são importantes!

– Não há necessidade de consultar um psicólogo para saber que quando você denigre o outro é porque você mesmo não consegue crescer e precisa que o outro seja rebaixado para você se sentir alguém.

– A paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

– Se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida.

– Ao ateu, não diria que sua vida está condenada, porque estou convencido de que não tenho direito de fazer juízo sobre a honestidade dessa pessoa. 

Deputado Florentino Neto articula apresentação do projeto do Hospital Universitário da UFDPar à bancada do Piauí

Em uma agenda articulada pelo deputado federal Florentino Neto (PT/PI), a bancada do Piauí no Congresso Nacional participou, nesta terça-feira (1º), de uma reunião com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro, para a apresentação oficial do projeto do Hospital Universitário da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar). Também estiveram presentes o reitor da UFDPar, João Paulo Macedo, a reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Nadir Nogueira, e o vereador de Parnaíba, David Soares.
O hospital será o segundo do tipo no estado e contará com 120 leitos, distribuídos entre leitos clínicos, cirúrgicos, de isolamento e de UTI. A estrutura também abrigará serviços especializados como laboratório de exames citopatológicos do colo do útero, procedimentos cirúrgicos diagnósticos e terapêuticos, além de tratamento para o câncer, com radioterapia, quimioterapia e cirurgias oncológicas.
O projeto apresentado foi desenvolvido a partir de emendas individuais destinadas por Florentino Neto ainda em 2024, e ganhou corpo com a destinação de R$ 23 milhões em emenda de bancada, totalizando 25 milhões, após intensa articulação do parlamentar junto aos demais representantes do estado. “O Hospital Universitário da UFDPar é um dos projetos que me trouxeram para a Câmara. Desde o início do mandato venho destinando recursos e mobilizando apoios. Eu reputo como algo fundamental para toda a faixa litorânea do Piauí, seja na formação de profissionais, na geração de empregos ou no atendimento médico da população. Estou muito feliz e agradeço à nossa bancada por ter compreendido a importância deste projeto”, afirmou Florentino.
O presidente da EBSERH, Arthur Chioro, elogiou a mobilização em torno do projeto e da atuação do deputado Florentino. “Parabenizo a iniciativa. Sabemos que esse apoio tem vindo de toda a bancada, e estamos fazendo uma construção diferenciada. A experiência no Piauí tem sido referencial.”
A reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Nadir Nogueira, também destacou a relevância da proposta e o papel de Florentino na condução da agenda. “Será um marco. Haverá uma Parnaíba antes do Hospital Universitário e uma Parnaíba depois. É um avanço que transforma a cidade, a universidade e toda a região”, declarou.
Durante a reunião, os parlamentares reforçaram o reconhecimento à luta incansável de Florentino Neto pela implantação do hospital e reiteraram apoio à continuidade do projeto, por considerá-lo uma das pautas prioritárias do estado.
O senador Marcelo Castro, também comentou:
“Esse projeto é um marco para a bancada. Estou muito feliz em ver esse avanço que é pra sempre. São geralmente os melhores hospitais, com os melhores equipamentos e profissionais.”
A trajetória de Florentino Neto na luta pelo Hospital Universitário da UFDPar
Vice-prefeito de Parnaíba: já atuava em defesa da federalização do campus da UFPI e da necessidade da implantação do curso de medicina e de um hospital universitário.
Prefeito de Parnaíba: contribuiu para os debates técnicos e políticos sobre a criação da UFDPar, ajudou a viabilizar s implantação dos cursos de medicina e sempre defendendo a estruturação de um hospital-escola.
Secretário de Saúde do Estado: ampliou o atendimento no HEDA e manteve o projeto do hospital universitário na pauta institucional.
Deputado Federal: em 2024, destinou emenda individual para o projeto técnico da nova unidade. Em 2025, articulou e garantiu o apoio da bancada federal, que destinou R$ 25 milhões para a obra. “Esse hospital deve muito à nossa bancada, que está servindo de exemplo para outros estados”, concluiu Florentino.

Ridículo! Pixações em muros da cidade revela ação dos defensores da política do atraso

Parnaíba merece respeito e não pode retroceder. Eles não cresceram, não evoluíram. O mesmo modus operandi antigo,dos vândalos que sempre acompanharam a política do atraso praticada pela família Mão Santa está de volta, sujando muros da cidade com chacotas, agora que a deputada Gracinha Mão Santa já não dá mais as cartas na prefeitura de Parnaíba. Daqui pra frente a previsão é que a campanha difamatória contra o prefeito da cidade, Francisco Emanuel, inunde as redes sociais, a emissora de rádio da família e as rodas onde os descontentes seguidores da Gracinha costumam falar da vida alheia.

Aproveitemos o momento para uma reflexão mais profunda, avaliando o tamanho do “amor” que essa gente dizia ter pela cidade mas se contradiz agora diante de uma simples contrariedade sofrida pela família. O Parnaibano deu ao Mão Santa e à familía nova oportunidade de entrarem e saírem limpos da prefeitura. Mas não soberam aproveitar. Meterem os pés pelas mãos e se lambuzaram com a lama dos que vão com muita sede ao pote. Pior pra eles. Agora colhem o que plantaram. Nova oportunidade fica quase impossível. (Por: Bernardo Silva)

Editorial: Cadê os que se vangloriavam da “invicta Parnaíba?”

POR: BERNARDO SILVA

A palavra Invicta significa que nunca foi vencida, que saiu sempre vitoriosa. E era assim que o ex-prefeito Lauro Correia via a cidade de Parnaíba. E assim ela o foi durante muito tempo, quando à frente dos seus destinos estiveram homens probos, corretos, honestos, virtuosos. Homens que, ao serem elevados à condição de administradores da cidade, tinham como meta principal o bem público, o bem estar da coletividade. Nenhum ficou rico por conta do cargo de prefeito da cidade. Não amealharam riquezas, bens materiais para lhes garantir uma tranquila aposentadoria no futuro, tampouco permitiram que familiares seus assim o fizessem, da forma como vem ocorrendo nos dias atuais.

Parnaíba vista de cima.

Nossa Parnaíba que foi vencida pelos interesseiros

SÓ PALAVRAS PARA EMBRIAGAREM O POVO

“A palavra convence, mas o exemplo arrasta”. Essa frase é atribuída ao filósofo e pensador chinês Confúcio e nunca esteve tão atual. São muitas as palavras bonitas que se lê em redes sociais, mas só isso. Tantas promessas, tantos auto-elogios, tantas frases feitas… mas na prática as ações falham. O que é falado não se concretiza. E o povo, como que anestesiado, embriagado, enceguecido, confia, espera, adormece em berço esplêndido, sem reagir.

E O INTERESSE COLETIVO?

Enquanto o homem público de hoje se preocupa apenas com o poder, para utilizá-lo em benefício pessoal; enquanto ele se preocupa em amealhar riquezas, pra si e para familiares e uns poucos amigos, o povão segue faminto, filhos desempregados, desesperançados, enquanto na TV o político safado fala que está acabando com a fome e a pobreza do mundo. Não quer nem vê se na porta dele crianças pedem um pouco de comida. Muitas palavras, pouca ação.

O EXEMPLO DA DESONESTIDADE VAI SENDO SEGUIDO

E se o político quer um mandato apenas para ficar rico, comprar fazendas, carros importados, apartamentos fora do município… o eleitor vai seguindo o exemplo. Afinal, o exemplo arrasta. E já não se pensa mais em intereresse coletivo. E se o eleitor abraça hoje a campanha de um candidato não é para pedir pela sua comunidade. É de olho na possibilidade de um benefício, uma sinecura, lá na frente. Um cargo comissionado, um favor qualquer. Já nem quer saber se o candidato é honesto ou não. “Se eles roubam e se dão bem, vou fazer o mesmo”. É o pensamento de muitos. Meu Deus!!! Mas não quero mudar o mundo e jamais conseguiria. Quero apenas fazer a minha parte, protestando contra essa lama, essa sujeira, esse lodo que grassa aqui, ali e alhures! (BS)