Bastidores apontam pressão do Karnak e abandono de Ciro por cerca de 60 prefeitos

Informações de bastidores reunidas por esta coluna apontam que cerca de 60 prefeitos teriam abandonado o apoio ao senador Ciro Nogueira nas duas últimas semanas da campanha, sob pressão do Palácio de Karnak. A movimentação teria direcionado lideranças municipais para Marcelo Castro e Júlio César, candidatos governistas que conquistaram as duas vagas do Piauí no Senado. Segundo os relatos recebidos pela coluna, entre esses gestores estariam prefeitos de municípios beneficiados por obras e recursos viabilizados pelo gabinete de Ciro nos últimos quatro anos.

Na reta final, eles teriam mudado a orientação eleitoral de suas bases. Até as colinhas distribuídas por lideranças ligadas às prefeituras teriam sido alteradas, retirando Ciro e colocando os dois nomes apoiados pelo governo. Essas informações atribuem a articulação ao governador Rafael Fonteles e apontam uma possível explicação para o enfraquecimento de Ciro justamente onde ele esperava encontrar sua fortaleza eleitoral.

Nessa leitura dos bastidores, o peso político de Lula na campanha de Júlio César se somou à atuação do Karnak sobre as estruturas municipais. Se confirmado esse movimento, Ciro sofreu uma traição política dentro da base que ajudou a construir. Obras entregues e recursos destinados aos municípios não teriam segurado a fidelidade dos prefeitos diante da pressão governista. A dimensão dessa mudança e a alegada coordenação pelo Karnak ainda precisam ser demonstradas por registros e manifestações dos envolvidos. (Silas Freire)

PL prepara mobilização por todo o Piauí no segundo turno

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, está se preparando para percorrer todo o Piauí no segundo turno presidencial. A mobilização reúne Tiago Junqueira, Emily, Frida e a turma da direita que sustentou a campanha bolsonarista no estado.

A intenção é colocar o grupo na estrada, fortalecer a campanha nos municípios e ampliar a votação de Flávio Bolsonaro. A expectativa é que outras lideranças se somem ao movimento nesta etapa, aumentando a presença da oposição a Lula no interior e na capital.(Silas Freire)

Filho de ministro do PT amarga derrota nas urnas

VERGONHA ALHEIA 
Foto reprodução via portalclubenews/arquivo

Vinicius Dias, filho do atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome no Brasil, Wellington Dias, não conseguiu se eleger ao cargo de deputado estadual no Piauí, obtendo um pouquinho mais de 34 mil votos, ficando apenas na 1ª suplência. Em razão disso, mostra o enfraquecimento do ministro na vida política no Piauí. 

Com mandato de senador, W. Dias deve bater de frente na eleição de 2030 com o governador Rafael Fonteles – que este – deve disputar a única vaga para o senado. 

A chance de Wellington Dias para ficar com um mandato, seria a disputa por vaga na Câmara Federal. Já que o Washington Bandeira assumiria o governo do estado na eventual saída de Rafael Fonteles para concorrer vaga no senado federal, assim, Bandeira seria candidato à reeleição, sem vaga para Wellington Dias em qualquer candidatura majoritária pelo lado da situação. A salvação dele é o Lula vencer no 2º turno, o que é muito difícil! 

Piauí continua mais lulista, mas direita cresce e pode ganhar reforço no segundo turno

Lula venceu no Piauí com 70,99% dos votos válidos, mantendo o estado como seu maior reduto percentual no Brasil. Mas houve recuo: em 2022, recebeu 74,25%. No sentido contrário, Flávio Bolsonaro alcançou 24,09%, acima dos 19,90% obtidos pelo pai no primeiro turno de quatro anos atrás. O domínio lulista permanece amplo, mas a direita avançou 4,19 pontos percentuais. Agora, a expectativa política é que esse crescimento receba o reforço do grupo de oposição estadual, com Joel Rodrigues e Ciro Nogueira entrando na campanha de Flávio.

Nacionalmente, a cúpula de União Brasil e Progressistas já sinaliza apoio ao candidato do PL no segundo turno, movimento que pode dar estrutura e articulação ao palanque bolsonarista no Piauí. Se essa adesão se concretizar, a direita poderá reunir a militância que já foi às ruas com as lideranças e bases municipais da oposição.

Uma participação ativa de Ciro na articulação nacional, acompanhada do empenho de Joel no estado, pode engrossar as fileiras de Flávio e ampliar o voto contrário a Lula. Na avaliação da coluna, esse é o desafio da oposição: transformar aproximação partidária em campanha efetiva. O Piauí continua sendo a fortaleza de Lula, mas o segundo turno oferece à direita a oportunidade de avançar mais dentro desse território.(Silas Freire)

Sem Ciro no Senado e com bancada menor, oposição do Piauí terá de reconstruir seu caminho

A oposição do Piauí terá de reorganizar sua atuação depois de perder a cadeira de Ciro Nogueira (PP) no Senado e a vaga de deputado federal ocupada por Átila Lira Filho (PP). Embora tenha recuperado três posições na Assembleia Legislativa, o grupo saiu da eleição com representação reduzida em Brasília e diante de uma base governista que conquistou o governo, as duas vagas de senador, nove cadeiras federais e 27 estaduais. A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro determinará parte das condições dessa reconstrução.

Ciro Nogueira no PodCosta - Foto: Mikeias di Mattos/Lupa1Ciro Nogueira no PodCosta – Foto: Mikeias di Mattos/Lupa1

As perdas atingem a capacidade de articulação da oposição. Um mandato no Senado oferece estrutura, participação nas decisões nacionais e interlocução institucional. Ciro continuará sendo uma liderança política, mas precisará exercer essa influência sem a cadeira que ocupava. A redução da bancada federal também diminui os espaços disponíveis para representar o grupo no Congresso e sustentar relações com suas bases municipais.

As três cadeiras na Assembleia preservam uma frente de atuação, mas não oferecem força numérica para enfrentar o governo por votação. Nesse cenário, a relevância dos deputados dependerá da qualidade da fiscalização, da escolha das pautas e da capacidade de apresentar alternativas. O tamanho da bancada impõe uma atuação coordenada, especialmente diante de uma maioria governista tão ampla.

Assembleia Legislativa do Piauí - Foto: AlepiAssembleia Legislativa do Piauí – Foto: Alepi

O primeiro desafio será avaliar por que a oposição não conseguiu transformar suas críticas em apoio suficiente para ampliar a representação. A derrota exige examinar a organização nos municípios, a escolha das candidaturas, a comunicação e a capacidade de apresentar um projeto estadual. Atribuir o resultado apenas à força do governo pode impedir que o grupo identifique suas próprias limitações.

Também será necessário definir como Ciro participará dessa reorganização. Sua experiência e suas relações políticas permanecem relevantes, mas a continuidade de sua liderança precisará conviver com a abertura de espaço para outros nomes. A oposição terá dificuldade para crescer se depender exclusivamente das mesmas figuras, assim como perderá capacidade de articulação se desprezar as estruturas que ainda conserva.

Uma vitória de Flávio Bolsonaro abriria uma possibilidade de recuperação por meio da aproximação com o governo federal. Lideranças oposicionistas poderiam buscar participação na administração nacional e interlocução sobre investimentos e demandas do Piauí. Esse acesso daria ao grupo condições de manter presença política mesmo com poucos mandatos locais.(Por: Mikeias di Mattos)

“Desinteresse”, diz Lula sobre 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno

Durante a reunião, Lula avaliou que a campanha precisa identificar os próprios erros cometidos no primeiro turno e recuperar o interesse dos eleitores que não participaram da votação. O petista terá 20 dias entre as duas etapas da eleição para buscar ampliar a votação recebida no domingo (4).

Foto: Ricardo Stuckert/PRLuis Inácio Lula da Silva

Luis Inácio Lula da Silva

“No mundo inteiro as eleições são polarizadas, o que nós temos é que tentar convencer por que 30 milhões de seres humanos não foram votar. Possivelmente tem uma causa, desinteresse, e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral”, afirmou.

Lula também defendeu que a campanha concentre esforços na própria estratégia em vez de atribuir o resultado a fatores externos. “É simples assim, é simples, a gente não tem que ficar procurando defeitos que os outros cometeram que podem ter nos prejudicado, não, nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer, e em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”, declarou.

Mais de 33 milhões não foram às urnas

Apesar de Lula ter citado cerca de 30 milhões de ausentes durante a reunião, os dados da Justiça Eleitoral apontam que 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, o equivalente a 21,08% do eleitorado. O Brasil tinha cerca de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar nas eleições deste ano.

Na votação para presidente, também foram contabilizados 2.300.781 votos em branco, equivalentes a 1,84%, e 3.674.149 votos nulos, ou 2,93%. Os dados constam na totalização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 56.104.268 votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de 2.227.651 votos.

Como nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos, Flávio e Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.(Gp1)

Governador quer ampliar a votação de Lula e chagar a 80% dos votos válidos no Piauí

Lula reuniu governadores e parlamentar do PT para tratar do 2⁰ turno
Lula reuniu governadores e parlamentar do PT para tratar do 2⁰ turno

No primeiro dia após a eleição estadual, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, esteve nesta segunda-feira (5), em Brasília, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças políticas aliadas. O encontro teve como objetivo avaliar o resultado do primeiro turno e alinhar estratégias para a disputa presidencial no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos, o maior percentual entre os candidatos a governador eleitos na primeira etapa das eleições de 2026. Ele destacou que a prioridade agora é ampliar a votação de Lula no Piauí. A meta, segundo Rafael, é alcançar 80% dos votos válidos para o presidente no estado.

“Tivemos uma boa reunião em Brasília com nosso presidente, tratando das estratégias para a vitória no segundo turno. A meta é garantir 80% dos votos válidos para Lula no Piauí, dando a nossa contribuição para essa grande vitória, que é muito importante para o Brasil, especialmente para o Nordeste e para o Piauí”, afirmou Rafael Fonteles.

Pelo Piauí, participaram também o vice-governador eleito Washington Bandeira, o senador reeleito Marcelo Castro, o senador eleito Júlio César e o ministro Wellington Dias.

No primeiro turno, Lula obteve 70,99% dos votos válidos no Piauí, o maior percentual entre os estados brasileiros. O resultado é apontado como uma das bases para a estratégia de ampliar a mobilização no estado durante o segundo turno.

Fonte: Assessoria do governador

Marqueteiros e políticos do PT já não se entendem desde a derrota de Lula para Flávio

Presidente Lula ao lado de Sidônio Palmeira, espécie de ministro da propaganda go seu governo – Foto: assessoria.

Foi de ressaca a segunda-feira (5) pós-eleição no QG da campanha de Lula, com resultado nas urnas bem diferente do esperado. O petista convocou duas reuniões no Palácio da Alvorada, uma no início da tarde, com o chamado “núcleo duro” da campanha, e outra geral, por volta das 17h, com políticos eleitos e não eleitos. A coluna ouviu de partícipes das reuniões que Lula ainda “está no salto” e são pelo menos dois grupos que trocam acusações e o fardo da culpa: o da comunicação e o político.

Falta feijão

O nome do núcleo político é Edinho Silva, presidente do PT, chamado de “fraco” e pouco ouvido por Lula durante a campanha.

Gregos e troianos

A parte da comunicação, ligada ao marqueteiro Sidônio Palmeira, não fala a mesma língua da turma que auxilia Lula nas decisões políticas.

Dormiu no ponto

As críticas estão no timing do anúncio de benesses, como bolsa família, veto às bets, e o modelo de comunicação por podcast, sem entrevistas.

Teimosia cara

Nos dois lados há críticas a Lula, que insistiu em discurso sobre “legado” e de pouco apelo, tipo soberania e terras raras, e a militância de Janja.(Cláudio Humberto)

Após perder égua em acidente, carroceiro recebe oportunidade de recomeço em Parnaíba

Uma égua morreu após ficar gravemente ferida em um acidente envolvendo uma carroça e uma motocicleta na manhã desta segunda-feira (5), na Rua Caramuru, no bairro São Francisco, em Parnaíba. O animal, chamado Baiana, acompanhava o carroceiro José Messias havia 35 anos.

Segundo as informações sobre o acidente, Messias estava parado para recolher algumas madeiras que estavam em uma calçada quando um motociclista atingiu a traseira da carroça.

Com o impacto, o motociclista sofreu escoriações e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA). Messias não ficou ferido.

A égua sofreu uma perfuração grave no abdômen depois que uma das madeiras atingiu o animal e ficou presa ao corpo. Devido à gravidade dos ferimentos e ao sofrimento provocado, foi necessário realizar a eutanásia.

Ainda no local, Messias contou que enfrenta preconceito e humilhações por trabalhar como carroceiro e disse que, se tivesse uma oportunidade, gostaria de mudar de profissão.

Carroceiro recebe nova oportunidade

Após o caso, o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel, pediu que a presidente da Empresa Parnaibana de Serviços (EMPA), Deise Mattei, visitasse Messias. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (5).

Durante a visita, Deise afirmou que o município pretende oferecer o apoio necessário para que o carroceiro possa recomeçar a vida com dignidade.

Como parte desse apoio, Messias recebeu um convite para trabalhar como servidor público municipal, abrindo a possibilidade de uma mudança de atividade profissional.

A morte de Baiana e a história de Messias chamaram a atenção para as dificuldades enfrentadas por trabalhadores que dependem da atividade de carroceiro para garantir o sustento.

Após o procedimento de eutanásia, o corpo da égua foi retirado do local com auxílio de um trator e de um caminhão-caçamba e encaminhado para destinação adequada.(Gaby Gabour)

Os tombados: Quem tem menos votos assume o mandato e passa por cima de quem tem mais

Menos votos 1

Átila Lira não se elegeu deputado federal, apesar de ter tido mais votos que o último a entrar na lista dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara.

O representante do PP teve 85.351 votos, 2.808 a mais que Wilson Martins, do PSD, eleito com 82.543 votos.

Foto: ReproduçãoÁtila Lira

Átila Lira

Quase três vezes mais

O ex-governador foi eleito na esteira da redação recorde do deputado estadual Georgiano Neto, que teve 234.254 votos, ou seja, quase três vezes mais que a votação do segundo colocado em sua chapa.

Menos votos 2

Entre os deputados estaduais, quatro dos eleitos tiveram menos votos que Vinicius Dias, do PT, que, com 34.200 votos, ficou como primeiro suplente.

Foto: ReproduçãoVinicius Dias

Vinicius Dias

Graças à proporcionalidade, foram eleitos com menos voto que o filho de Wellington Dias os deputados estaduais Simone Pereira, do PSD (33.914), Dr. Hélio, do MDB (33.391), Marden Menezes, do PSD (32.135), Zé Fernando, do PP (30.578) e Júnior Percy, do PP (29.628).

De fora

Átila Lira terminou primeiro suplente no PP e os petistas Merlong Solano e Florentino Neto também amargaram primeira e segunda suplências em seus partidos.

Foto: Reprodução/FacebookMerlong Solano

Merlong Solano

Quais as chances de eles assumirem uma vaga? Pouca, ainda mais que Rafael prefere nomear deputados estaduais para o secretariado.

Faz favor

Ciro Nogueira é um líder nacional derrotado, mas derrota maior que a dele parece ser a de Wellington Dias, ministro de Lula, destronado do posto de morubixaba-mor do PT piauiense e que terá de contar com a boa vontade do seu ex-pupilo Rafael Fonteles para ver o filho Vinícius Dias na Assembleia.

Foto: ReproduçãoWellington Dias

Wellington Dias

O filho do ministro petista amargou uma primeira suplência de deputado estadual.

(Fonte:Portalaz)

 

Rafael chama Ciro Nogueira de FDP e de corrupto: “Eu não tenho nenhum medo de você não apoiar o Lula. Você não tem voto, seu vagabundo!”

O discurso

“Você não tem voto, seu moleque! Vá pra puta que pariu, seu vagabundo.”

A frase é de um discurso inflamado pronunciado por Rafael Fonteles, agradecendo os mais de 70% dos votos válidos na eleição de domingo, sendo reeleito governador do Piauí.

Foto: ReproduçãoAqui, no “palanque da vitória”, o destempero do governador do Piauí.

Aqui, no “palanque da vitória”, o destempero do governador do Piauí.

Sem urbanidade

Seu gesto agressivo em cima de um palanque em nada lembra a urbanidade e os bons modos que se espera de um vencedor. Mas não foi exatamente o que fez Rafael Fonteles (PT) diante de uma plateia escassa no discurso de aceitação da vitória.

Vergonha

O homem a quem ele se referia na fala cheia de palavrões e raiva é o senador Ciro Nogueira, do PP, derrotado na tentativa de ser reeleito para um terceiro mandato.

Foto: DivulgaçãoCiro Nogueira

Ciro Nogueira até agora não se posicionou sobre a fala do governador

Na fala, Rafael Fonteles lembra a derrota do senador e diz que o povo do Piauí tem vergonha dele, Ciro Nogueira, a quem chamou de “o senador mais corrupto do Brasil”. (Portalaz)

Dos 30 deputados estaduais, 10 federais e 2 senadores, só 4 mulheres foram eleitas no Piauí

A representação feminina na política piauiense segue baixa. Das 133 candidatas mulheres, apenas quatro foram eleitas e todas para o cargo de deputada estadual. Nos próximos quatro anos, a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) contará com apenas 13,3% de representatividade feminina. O cenário é semelhante ao das últimas eleições, em 2022.

Conquistaram cadeira na Alepi a candidata Anyara Santos (MDB), com 51.919 votos válidos; Janainna Marques (PT), com 49.601 votos válidos; Ana Paula (MDB), com 47.356 votos válidos; e Simone Pereira (PSD), com 33.914 votos. As deputadas Janainna, Ana Paula e Simone conquistaram a reeleição.

Annyara Santos, Janainna Marques, Anna Paula e Simone Pereira (Foto: Reprodução)

Na Câmara dos Deputados, nenhuma mulher piauiense foi eleita, indo contra o cenário nacional, que terá a maior bancada feminina da história, com 108 mulheres eleitas para o cargo de deputada federal. A última vez que o Piauí teve mulheres eleitas no cargo foi em 2018, quando quatro mulheres conquistaram a vaga, entre as 10 cadeiras destinadas ao estado.

No Senado, a diferença iniciou ainda na candidatura. Das 20 pessoas que concorriam para o Senado, apenas duas eram mulheres: Jardenya Eylane (Democratas) e Maria Madalena (PSOL), com representação abaixo de 10%. Foram eleitos dois homens, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Atualmente, o Piauí tem uma representante feminina, a senadora Jussara Lima (PSD), suplente do ministro Wellington Dias, que tem mandato até 2029.(Joyce Nirvana)

O eleitor parnaibano que vendeu o voto fez um bom negócio?

Gracinha e Florentino não conseguem a reeleição

Pois é. O eleitor parnaibano fez Parnaíba passar a vergonha de não reeleger dois importantes representantes do município na Assmbleia Legislativa, e na Câmara Federal, conforme dissemos em artigo publicado neste Blog do B. Silva. (https://blogdobsilva.com.br/o-eleitor-vai-fazer-parnaiba-passar-a-vergonha-de-nao-eleger-novos-e-nem-reeleger-sequer-os-deputados-que-ja-possui?)

Gracinha Mão Santa e Florentino Neto não conseguiram renovar seus mandatos de deputada estadual e deputado federal, respectivamente, porque o eleitor local se encantou com o dinheiro oferecido pelos compradores de votos que se aproximaram da cidade, sabe-se lá com que interesses e, certamente, mais vão tirar dela do que oferecer ao seu engrandecimento. Um único deputado federal que Parnaíba tinha, perdeu, embora o número de eleitores tenha aumentado de 2022 para cá. Triste. Muito triste; Não há o que ser dito. Apenas lamentar.

Abstenção chega a 17,15% e 464 mil piauienses deixam de votar no 1º turno

A abstenção no Piauí ficou em 17,15% no 1º turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 463.790 dos 2.704.758 eleitores aptos não compareceram às urnas.

Abstenção chega a 17,15% e 464 mil piauienses deixam de votar no 1º turno

O índice é um pouco menor que o de 2022, quando a abstenção no 1º turno foi de 17,7%. Na prática, ele se mantém estável: um em cada seis piauienses aptos a votar não aparece na seção eleitoral. O total de ausentes equivale a mais da metade do eleitorado de Teresina.

Brancos e nulos em alta

Na disputa para governador, 3,45% dos votos foram em branco e 6,12% foram nulos, cerca de 77 mil e 137 mil, respectivamente. Em 2022, os índices foram de 2,6% e 5,2%.

O aumento chama atenção porque a eleição para o governo foi decidida no 1º turno, com a reeleição de Rafael Fonteles (PT). Ou seja, cresceu o número de eleitores que foram até a urna e preferiram não escolher nenhum candidato.

Somados abstenção, brancos e nulos, cerca de 678 mil piauienses não escolheram governador. O número supera os cerca de 558 mil votos de Joel Rodrigues (PP), segundo colocado, que teve 27,53% dos válidos.

O que muda no 2º turno

No Piauí, o 2º turno será apenas para presidente. O histórico indica que a abstenção tende a crescer no segundo domingo de votação. Em 2022, ela passou de 17,7% para 18,7% entre um turno e outro.

O dado acende um alerta para as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com a disputa nacional apertada, levar o eleitor de volta à urna pode pesar tanto quanto conquistar votos novos.

Os grupos mais sensíveis são aqueles para quem o voto é facultativo, como os eleitores com mais de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. É nesse público que as campanhas devem concentrar parte do esforço de mobilização até 25 de outubro.

Georgiano passa de 200 mil votos e é eleito o deputado federal mais votado do Piauí

O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) conseguiu mais de 200 mil votos e se tornou o deputado federal mais votado do Piauí neste domingo (04/10).

Ele é filho do deputado federal Julio Cesar, que foi eleito senador. Ele conseguiu uma vaga para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Georgiano foi eleito deputado mais votado do Piauí (Foto: Reprodução)

Com trajetória política iniciada ainda jovem, ele foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014, quando, naquele pleito, se tornou o deputado mais novo do país a se eleger. Na última eleição realizada em 2022, Georgiano se tornou o parlamentar da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) a ter maior votação na história do legislativo piauiense.(Luyze Sousa )

 

“Não quero nem pensar nessa possibilidade” diz Marcelo Castro sobre possível vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno

O senador reeleito Marcelo Castro (MDB) negou que apoiaria o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), caso ele vencesse o segundo turno das eleições de 2026, que vão ser disputadas no dia 25 de outubro.

Ao ser questionado sobre como se posicionaria sobre essa questão, o senador respondeu que “nem pensa nessa possibilidade” e declarou apoio ao atual presidente Lula.

Marcelo Castro (Foto: Reprodução)

“Não, não quero nem pensar nessa possibilidade. O Lula vai ser reeleito presidente da República para continuar trabalhando e fazendo o bem para o nosso país”, afirmou. 

Ele também destacou que a reeleição para o Senado representa a consagração de sua trajetória política. Marcelo Castro relembrou sua passagem pelo Legislativo como deputado estadual e federal, além do mandato como senador.

“Entendo que é uma consagração de uma vida pública, 44 anos, três vezes deputado estadual, cinco vezes deputado federal, senador pela segunda vez. Disputei na minha vida dez eleições, das quais em seis eu fui o mais votado. E o reconhecimento do meu trabalho, não só como senador, mas como homem público, que comecei como deputado estadual em 1982. E agora, 44 anos depois, o povo do Piauí me elege pela segunda vez senador da República”, concluiu. (Luyze Sousa )

 

Confira os nomes dos 10 deputados federais eleitos no Piauí

Dez deputados federais eleitos no Piauí
Dez deputados federais eleitos no Piauí

A nova bancada do Piauí na Câmara dos Deputados já está definida. A composição que assumirá em Brasília a partir de 2027 terá 10 parlamentares distribuídos entre cinco partidos ou federações, com destaque para a Federação Brasil da Esperança, que conquistou quatro cadeiras.

O PSD e o MDB elegeram dois deputados cada. Já a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, e o Republicanos ficaram com uma vaga cada.

Entre os eleitos, Georgiano (PSD) terminou com a maior votação, alcançando 212.606 votos. Na sequência, aparecem Delegado Charles (PV), com 167.266, e Castro Neto (MDB), com 152.446 votos.

Veja os eleitos por partido e federação

Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) – 4 vagas

  • Delegado Charles (PV) – 167.266 votos
  • Zé Santana (PT) – 119.323 votos
  • Dr. Francisco (PT) – 113.964 votos
  • Flávio Nogueira (PT) – 88.038 votos

MDB – 2 vagas

  • Castro Neto – 152.446 votos
  • Marcos Aurélio – 89.815 votos

PSD – 2 vagas

  • Georgiano – 212.606 votos
  • Wilson Martins – 73.286 votos

Federação União Progressista (PP/União) – 1 vaga

  • Júlio Arcoverde (PP) – 92.039 votos

Republicanos – 1 vaga

  • Jadyel – 106.894 votos

Como as vagas são distribuídas

A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Primeiro, os votos válidos são usados para calcular o quociente eleitoral, que serve de base para a distribuição das cadeiras entre partidos e federações.

Depois dessa etapa, as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados de cada legenda, observados os critérios previstos na legislação. Também existe a distribuição das chamadas sobras eleitorais, utilizada para definir cadeiras que não foram preenchidas inicialmente.

Por isso, os candidatos que aparecem entre os dez mais votados individualmente não necessariamente correspondem aos dez eleitos. O resultado depende também da quantidade de cadeiras conquistadas por cada partido ou federação.

Fonte: TSE

Veja quem são os 30 deputados estaduais eleitos pelo Piauí em 2026

Veja quem são os 30 deputados estaduais eleitos pelo Piauí em 2026
Alepi

O eleitorado piauiense definiu nas urnas os 30 deputados estaduais que vão ocupar as cadeiras da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Severo Eulálio (MDB) terminou a eleição como o candidato mais votado, com 90.728 votos.

Na segunda colocação aparece Flávio Júnior (PT), com 71.869 votos. O terceiro maior desempenho foi de Dr. Thales Coelho (PT), que recebeu 58.887 votos.

O resultado mostra uma ampla presença dos partidos que integram a base governista na nova composição da Assembleia. O PT conquistou 13 das 30 cadeiras, formando sozinho a maior bancada da Alepi. O MDB elegeu oito deputados, o PSD ficou com cinco vagas, o PP conquistou três e o PV elegeu um parlamentar.

Considerando a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, o grupo alcançou 14 das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa, quase metade do plenário.

Veja os 30 deputados estaduais eleitos pelo Piauí

Confira a relação dos eleitos, pela ordem de votação:

  1. Severo Eulálio (MDB) — 90.728 votos
  2. Flávio Júnior (PT) — 71.869 votos
  3. Dr. Thales Coelho (PT) — 58.887 votos
  4. Dr. Vinicius (PT) — 57.089 votos
  5. Cel. Carlos Augusto (MDB) — 55.829 votos
  6. Firmino Paulo (PT) — 55.146 votos
  7. Dr. Gil Carlos (PT) — 55.084 votos
  8. Limma (PT) — 54.246 votos
  9. Anyara Santos (MDB) — 51.919 votos
  10. Toninho de Caridade (PSD) — 50.998 votos
  11. Janainna Marques (PT) — 49.601 votos
  12. Rubens Vieira (PT) — 48.417 votos
  13. João Mádison (MDB) — 47.539 votos
  14. Ana Paula (MDB) — 47.356 votos
  15. Themístocles Filho (MDB) — 46.638 votos
  16. Júlio Cesar Filho (PSD) — 45.972 votos
  17. Fábio Novo (PT) — 45.707 votos
  18. Wilson Capote (PSD) — 45.274 votos
  19. Henrique Pires (MDB) — 40.058 votos
  20. Fábio Xavier (PT) — 39.349 votos
  21. Evaldo Gomes (PT) — 38.646 votos
  22. Nerinho (PT) — 38.620 votos
  23. Hélio Isaías (PT) — 37.306 votos
  24. Breno Macêdo (PV) — 35.729 votos
  25. Gustavo Neiva (PP) — 35.188 votos
  26. Simone Pereira (PSD) — 33.914 votos
  27. Dr. Hélio (MDB) — 33.391 votos
  28. Marden Menezes (PSD) — 32.135 votos
  29. Zé Fernando (PP) — 30.578 votos
  30. Júnior Percy (PP) — 29.628 votos

Severo Eulálio foi o deputado estadual mais votado do Piauí

O presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio, saiu das urnas com a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual no Piauí. Foram 90.728 votos, vantagem de quase 19 mil votos sobre o segundo colocado, Flávio Júnior.

O desempenho coloca Severo no topo de uma eleição em que o PT demonstrou grande força eleitoral. Dos dez candidatos mais votados para a Alepi, cinco são petistas: Flávio Júnior, Dr. Thales Coelho, Dr. Vinicius, Firmino Paulo e Dr. Gil Carlos.

PT terá a maior bancada na Assembleia

A principal marca da nova composição da Alepi é o tamanho da bancada do PT. O partido conseguiu eleger 13 deputados estaduais, ocupando mais de 40% das cadeiras da Casa.

O MDB terá oito deputados, formando a segunda maior bancada. Na sequência aparecem o PSD, com cinco, o PP, com três, e o PV, com uma cadeira.

Bancadas na Alepi

  • PT — 13 deputados
  • MDB — 8 deputados
  • PSD — 5 deputados
  • PP — 3 deputados
  • PV — 1 deputado

Somados, PT e PV, integrantes da Federação Brasil da Esperança, terão 14 deputados, número que deixa o grupo a apenas duas cadeiras da maioria absoluta da Assembleia.

Entenda como são definidas as vagas para deputado estadual

Assim como acontece na eleição para deputado federal, a disputa para deputado estadual utiliza o sistema proporcional.

Isso significa que não basta simplesmente reunir os 30 candidatos individualmente mais votados e entregar as vagas a eles.

A Justiça Eleitoral considera também os votos obtidos pelos partidos e federações. A partir do total de votos válidos, é calculado o chamado quociente eleitoral, que participa da definição de quantas cadeiras cada partido ou federação conquista.

Depois da distribuição das vagas entre as legendas, entram em consideração a votação individual dos candidatos e as demais regras do sistema proporcional, inclusive a distribuição das sobras.

É justamente por isso que um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro e, ainda assim, não conseguir uma cadeira, dependendo do desempenho de seu partido ou federação.

Com o encerramento da apuração das Eleições 2026, está definida a composição dos 30 deputados estaduais que formarão a Assembleia Legislativa do Piauí na legislatura iniciada em 2027.

Piauí: Marcelo Castro e Júlio César são eleitos ao Senado; Ciro Nogueira perde cadeira

Marcelo Castro, à direita na foto e Júlio César, à esquerda. (Foto: Divulgação).

O Piauí elegeu neste domingo (4) Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) para as duas vagas ao Senado em disputa. Com 99,98% dos votos apurados, Marcelo Castro liderava com 35,67%, equivalente a 1.307.601 votos, enquanto Júlio César registrava 26,98%, com 989.012 votos.

O resultado deixou de fora o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que somava 24,68% dos votos, ou 904.836 votos. A derrota interrompe uma sequência de cerca de três décadas em que o político conseguiu se eleger para cargos no Legislativo.

Ciro Nogueira foi deputado federal até 2010 e, desde 2011, ocupava uma cadeira no Senado. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, licenciou-se do mandato para assumir a chefia da Casa Civil, entre 2021 e 2022.(Diario do Poder)