No Piauí, o aperto parece ser só para o povo. O governador Rafael Fonteles decidiu autorizar um contrato de mais de R$ 5,4 milhões para aluguel de um jato executivo, com custo que beira os R$ 34 mil por hora de voo , um luxo que chama atenção em um dos estados mais humildes do país. As informações dão conta que, mesmo com um contrato anterior em vigor, com valor praticamente pela metade e válido até o fim de 2026, o governo optou por um novo acordo.
A decisão foi tocada pelo Gabinete Militar e, mais grave, sem licitação, usando a justificativa de emergência. O detalhe é que o “pacote” não é qualquer um: aeronave biturbinada, cabine pressurizada, assentos de couro, serviço de bordo e até lavatório privativo. Um padrão executivo de alto nível, distante da realidade da maioria da população piauiense. A escolha levanta suspeitas inevitáveis: se já havia contrato ativo, por que pagar mais caro? Onde está a emergência que justifique esse gasto? No fim das contas, a conta , como sempre , fica para o contribuinte. (Silas Freire)






























