
Governador Rafael Fonteles: Já no desespero?


Em agenda no Piauí, o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias (PT), comentou a relação entre desempenho eleitoral do Governo do Piauí e as pesquisas eleitorais, que têm gerado polêmica desde 2024.
Em resposta à declaração do pré-candidato ao Governo, Joel Rodrigues (PP), que previu o uso de pesquisas duvidosas por parte da base governista nas eleições de 2026, Wellington Dias reconheceu que os levantamentos podem ser utilizados como instrumento eleitoral.

“Pesquisas a gente sempre teve, infelizmente alguns fazem da pesquisa um instrumento eleitoral, aí tem a ciência, quando a gente faz com estatística, a gente sabe a verdade. Já perdi muitas eleições para as pesquisas, mas o bom mesmo é quando a gente ganha na urna”, comentou. (Guilherme Freire)



A Justiça do Piauí determinou a suspensão do show “AUREA – Alok e Convidados”, que estava previsto para ocorrer no dia 25 de abril de 2026, em Teresina, após questionamentos sobre o uso de recursos públicos no valor de R$ 1,8 milhão para patrocinar o evento.
A decisão foi proferida pelo juiz Litelton Vieira de Oliveira, da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Comarca de Teresina, no âmbito de uma ação popular feita pela jornalista Honorina Melo que aponta possível lesão ao patrimônio público e à moralidade administrativa.
De acordo com o processo, o contrato firmado pela Secretaria de Turismo do Estado do Piauí, por meio de inexigibilidade de licitação, previa o repasse de R$ 1.800.000,00 à empresa responsável pela realização do evento.
Na decisão, o magistrado considerou que há indícios de desproporcionalidade no gasto, especialmente diante da realidade fiscal e social do estado. Ele destacou que a contrapartida prevista no contrato se limitava basicamente à divulgação da marca do governo, o que, em análise preliminar, não justificaria o volume de recursos empregados.
O juiz também ressaltou que, embora o poder público possa incentivar atividades culturais e eventos, esse tipo de despesa deve ser compatível com as demais necessidades da população, como saúde, educação, segurança e saneamento básico.
“Deve-se levar em consideração todas as demais necessidades da população, especialmente as mais básicas”, apontou o magistrado ao fundamentar a decisão.
Outro ponto destacado foi o risco de dano ao erário, já que a execução do contrato poderia gerar obrigações financeiras difíceis de reverter posteriormente. Além disso, a decisão menciona a necessidade de observar regras fiscais e orçamentárias, incluindo a compatibilidade da despesa com a Lei Orçamentária Anual e as metas fiscais.
Diante desses elementos, a Justiça concedeu tutela de urgência determinando: a suspensão imediata do evento, a proibição de qualquer pagamento relacionado ao contrato e a vedação de novas despesas vinculadas ao show.
A decisão também prevê multa pessoal aos gestores em caso de descumprimento, além da possibilidade de responsabilização por crime de desobediência.
O caso ocorre em meio a um cenário de debate sobre prioridades no uso de recursos públicos no estado, especialmente diante do aumento do endividamento e das dificuldades enfrentadas em áreas essenciais
Fonte: Portal AZ
Um dos eventos mais comentados da agenda recente no Piauí, o show do DJ Alok, deve custar muito mais aos cofres públicos do que se imaginava inicialmente. Levantamentos obtidos pela coluna apontam que toda a estrutura do evento, somada à apresentação artística, está orçada em cerca de R$ 1,8 milhão. No entanto, o valor total cresce de forma significativa quando se inclui a estratégia de divulgação. Os custos com mídia e comunicação ultrapassam os R$ 400 mil.

Estão incluídos nesse pacote transmissões em TVs abertas, TVs web e cobertura de portais, todos mobilizados para promover o evento em larga escala. O volume de investimento tem divido opiniões e, segundo percepções correntes, a maioria da população se mostra contrária ao gasto. A leitura que circula é de que o evento ganhou proporções além do habitual . O show envolve diretamente o governo comandado por Rafael Fonteles, conhecido por ser fã número 1 do artista. (Silas Freire)

Nomes mais citados para deputado estadual e federal em Parnaíba | Foto: Montagem / Meio Norte
Pesquisa eleitoral realizada em Parnaíba entre 10 e 14.abr.2026 mostra Gracinha Mão Santa com 5,17% das menções espontâneas para deputada estadual, maior índice entre todos os nomes citados. Para deputado federal, Florentino Neto lidera com 5%. O levantamento ouviu 600 eleitores, tem margem de erro de 3,92 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é PI-00333/2026.

PESQUISA EM PARNAÍBA MOSTRA FRAGMENTAÇÃO PARA ESTADUAL
A pesquisa Amostragem realizada em Parnaíba entre 10 e 14.abr.2026 revela um campo eleitoral pulverizado para a Assembleia Legislativa do Piauí. Gracinha Mão Santa aparece com 5,17% das citações espontâneas, seguida por Rubens Vieira (2%) e Dr. Hélio (1,83%).
Outros 25 nomes foram mencionados, todos com 0,17% cada — entre eles Iracema Portela, Silas Freire e Flávio Nogueira. O índice de 81,5% de “Não Sabe / Não Opina” indica que a maioria do eleitorado ainda não definiu preferência para a vaga na Casa estadual.
FLORENTINO LIDERA PARA FEDERAL; MAIORIA NÃO TEM CANDIDATO
Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Florentino Neto lidera com 5% das menções espontâneas. Del. Charles Pessoa aparece em segundo, com 1,33%, e Gracinha Mão Santa em terceiro, com 1,17%.

O índice de indecisos é ainda maior nessa categoria: 84,67% dos entrevistados declararam “Não Sabe / Não Opina”. Outros 2,5% afirmaram não querer votar em nenhum candidato, e 0,83% optariam por branco ou nulo.
DISTRIBUIÇÃO DE VOTO ESPONTÂNEO EM PARNAÍBA
Na categoria estadual, 14 candidatos dividem os 12,83% de eleitores que já têm preferência declarada — o que reforça a ausência de dominância clara. No federal, 19 nomes somam os 11% de eleitores com candidato em mente.
FICHA TÉCNICA
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Piauiense de Opinião Pública Ltda (Amostragem), no período de 10 a 14 de abril de 2026 nas zonas urbana e rural de Parnaíba. Foram entrevistadas 600 pessoas com idade de 16 anos ou mais, distribuídas por cotas de idade, sexo, renda e grau de instrução.
A margem de erro é 3,92% pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomenda pelo Sistema Timon de Radiodifusão Ltda (TV Meio Norte), tendo como estatístico responsável o professor João Batista Mendes Teles, registrado no Conre da 5ª Região, nº 6695.
A pesquisa para presidente foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 16 abril de 2026, sob o número PI-00333/2026. (MN)
MC Ryan SP (E), Poze do Rodo (C), e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’ (D)
Alvos de operação da Polícia Federal que apura lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e apostas ilegais, que teria “lavado” mais de R$1,6 bilhão, os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP aparecem como beneficiários do auxílio emergencial. MC Ryan, que a PF suspeita ser o líder da organização, tem o início dos auxílios registrado em abril de 2020. O último foi em outubro de 2021, totalizando R$5.250. No período, o funkeiro já tinha músicas de sucesso. Não devolveu nada.
No caso de Poze do Rodo, foram ao todo dez pagamentos do auxílio emergencial, entre julho de 2020 e setembro de 2020.
Poze recebeu pagamentos entre R$150 e R$600. Houve devolução de R$3,3 mil, mas quatro parcelas de R$150 não constam o registro.
No período, Poze também já ganhava uma boa grana como MC, teve, em 2019, hit por semanas nas paradas musicais do Brasil.
Além da dupla, o criador do “Choquei” foi preso na operação. O perfil é aquele com o qual Janja interagiu para negar a taxa das blusinhas.(Cláudio Humberto)
O senador Ciro Nogueira (PP) avaliou, em entrevista ao Portal O Dia nesta quinta-feira (23), que as eleições estaduais deste ano no Piauí podem repetir um dos episódios mais surpreendentes da história política do estado. Para o parlamentar, Joel Rodrigues tem condições de ser eleito governador mesmo contando com apoio inferior ao do adversário entre prefeitos e deputados.

Ciro Nogueira compara Joel Rodrigues a Mão Santa em 1994 e prevê vitória do Progressistas nas eleições.
O paralelo histórico escolhido por Nogueira é o das eleições de 1994, quando Mão Santa disputou o governo contra Átila Lira, então filiado ao PFL, que detinha o apoio de 144 dos 148 municípios piauienses. No primeiro turno, a bancada eleita era majoritariamente ligada a Lira, com oito dos dez deputados federais, 22 dos 30 estaduais e os dois senadores do estado. Ainda assim, Mão Santa venceu no segundo turno com 55,81% dos votos, numa das maiores reviravoltas eleitorais da história do estado.
“O eleitorado que conhece o Joel, está bem à frente do Rafael, tem tudo pra ser a grande surpresa eleitoral, que as pessoas estavam pensando já em 2030. E vão ter que sucumbir à vontade popular de eleger o homem do povo, o filho de um carroceiro”, afirmou o senador.
As pesquisas que apontam o governador Rafael Fonteles em vantagem, com chances de reeleição já no primeiro turno, não preocupam Nogueira. O senador recorre a outro exemplo recente para sustentar que é Joel quem está à frente, relacionando a derrota do petista Fábio Novo para Silvio Mendes na disputa pela prefeitura de Teresina, em resultado que contrariou os institutos de pesquisa.
“Quem é o prefeito de Teresina? É o Fábio Novo que está aqui da Prefeitura ou é o Silvio Mendes? É a mesma pesquisa”, questionou Ciro Nogueira, apontando que os institutos que colocam Rafael Fonteles à frente são os mesmos que indicavam a vitória do petista na capital. (O Dia)

Empresas Kalor Ltda recebe o pagamento da SETUR e Cajú Produções é que consta no documento apresentado no TCE-PI

O show do DJ Alok será realizado sábado (25) na Arena Carhoo em Teresina, com financiamento de R$ 1,8 milhão do Governo do Piauí, sem licitação.
O evento promete uma megaestrutura inédita na região, com um palco em formato de pirâmide de aproximadamente 30 metros de altura, equivalente a um prédio de dez andares. Ao todo, são 604 m² de painéis de LED, 376 equipamentos de iluminação e cerca de 5 mil drones que devem iluminar o céu da capital durante a apresentação.
A contratação foi feita pela Secretaria de Estado do Turismo (SETUR) por meio de inexigibilidade, conforme documentos oficiais. O contrato nº 084/2026 prevê o repasse integral do valor para a realização do evento “AUREA – Alok e Convidados”, na capital.
A inexigibilidade adotada está baseada no art. 74 da Lei nº 14.133/2021, que permite a contratação direta quando há inviabilidade de competição.
De acordo com o extrato publicado no Diário Oficial, os recursos utilizados são da fonte 500 — recursos não vinculados de impostos, ou seja, dinheiro público do orçamento estadual. Embora classificado como “patrocínio”, o contrato estabelece pagamento direto à empresa organizadora, responsável pela execução do evento. Em contrapartida, o Governo do Estado terá sua marca divulgada em materiais promocionais e durante o show.
No contrato assinado pela SETUR, consta o nome Kalor Ltda. Já no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o mesmo contrato está vinculado à empresa Caju Produções e Eventos Ltda, com o mesmo CNPJ. Trata-se da mesma empresa, que aparece com duas denominações diferentes nos registros oficiais, situação que pode decorrer de nome fantasia ou alteração cadastral, mas que exige clareza em contratos públicos.
O contrato foi feito sem disputa entre empresas, o que é permitido pela legislação em casos específicos. Ainda assim, o modelo levanta questionamentos sobre critérios de escolha e transparência no uso de recursos públicos. O contrato foi assinado no dia 14 de abril de 2026 e tem vigência de 180 dias, com pagamento previsto em parcela única.
Com informações do Portal AZ

Coordenada pelo Draco, a ação segue em andamento, com foco na desarticulação do grupo e no avanço da coleta de provas.
A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio das Polícias Civil (PC-PI) e Militar (PM-PI), deflagrou, nessa quarta-feira (22), uma operação que resultou no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão em Teresina e nas cidades de União e Parnaíba, além de ações no estado do Amazonas (AM).
A ação tem como alvo integrantes de uma organização criminosa identificada a partir de investigação qualificada iniciada em 2024. A apuração, baseada na análise de dados de internet, revelou a existência de uma estrutura articulada, com atuação predominante no litoral do estado e ramificações interestaduais.
Coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a ação resultou na prisão de três pessoas e segue em andamento, com foco na desarticulação do grupo e no avanço da coleta de provas.
A operação integra um esforço estratégico das forças de segurança para interromper atividades ilícitas, enfraquecer a atuação criminosa e ampliar a responsabilização dos envolvidos. “O enfrentamento às organizações criminosas é uma prioridade permanente. Estamos atuando com inteligência, integração entre as forças e rigor investigativo para desarticular essas estruturas e fortalecer a segurança em todo o estado”, pontuou o coordenador do Draco, delegado Laércio Evangelista.
Segundo o presidente da entidade, o prefeito de São Miguel do Tapuio, Pompilim Filho, a medida foi tomada após o crescimento exponencial dos valores cobrados pelas bandas para realização dos shows e segue exemplo de medida semelhante adotada pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
“Isso foi uma pauta que a APPM puxou devido ao crescimento exponencial dos cachês das bandas sem justificativa plausível, o que estava tornando os eventos inexequíveis. A gente não estava realizando os eventos porque estavam aumentando demais, e os municípios estavam ficando sufocados. Era uma reclamação geral dos prefeitos, sendo apertados pela população, que cada vez quer bandas melhores, com preços altíssimos, e nós fechamos questão nisso no valor de R$ 350 mil, que é um valor razoável, o mesmo limite que o estado de Pernambuco adotou”, disse o prefeito.
“A regra tem validade por dois anos inicialmente e vamos continuar fazendo nossas festas, então, para tocar no Piauí, tem que estar dentro do teto, uma bandeira nossa enquanto presidente, e aprovamos em assembleia. E ainda haverá de ter economia aos recursos públicos para investir em outras áreas prioritárias”, completou o presidente da APPM. (Gp1)
O pré-candidato ao Governo do Piauí (PP), Joel Rodrigues, comentou o vídeo em que o apresentador Ratinho, do SBT, analisa a possibilidade de um reviravolta que levaria à possível vitória da oposição nas eleições para o Governo do Piauí.
Em entrevista exclusiva ao OitoMeia, o progressista afirmou que o retorno de nível nacional sobre as eleições do Piauí são diferentes dos resultados publicados em pesquisas regionais.

“A gente percebe que as redes sociais facilitam nossa presença não só no nosso estado mas para o mundo inteiro. A avaliação do Ratinho deve ser muito técnica, tivemos algumas pesquisas publicadas nacionalmente, com responsabilidade, diferente de muitos institutos e de parte desses espaços de mídia que se deixam levar. Temos a Atlas Intel, esquisa Veritá que veio com um número diferente do que foi publicado nos institutos do Piauí. Eles avaliam de forma correta e fico muito feliz por esse reconhecimento do Ratinho”, comentou.
O ex-prefeito de Floriano também pontuou que parte da própria mídia corrobora com estratégias focadas em transformar narrativas em realidade. O modus operandi supostamente adotado pelos governistas, disse Joel, não funcionou nas eleições de 2024.
“Eu tenho certeza, a intenção dos governistas é manter uma mídia patrocinada a criar uma narrativa naquela linha de que a mentira contada muitas vezes possa se tornar verdade, mas o povo do Piauí já assistiu isso de camarote, lembra do que eles fizeram em Teresina, em 2024, com os institutos, parte dos portais fazendo essa mídia, dando como certo o candidato do PT em 1º turno e quem ganhou a eleição foi Silvio Medes. Quando você pega um comparativo do que sai nos institutos do Governo e o que sai na imprensa nacional e institutos de nível nacional, os números são diferentes”, concluiu. (Guilherme Freire)
O vídeo do apresentador Ratinho comentando o cenário político do Piauí e citando o crescimento de Joel Rodrigues não passou despercebido nos bastidores do Palácio de Karnak. Segundo informações de bastidores, a repercussão do vídeo teria gerado desconforto no núcleo político do governo, que ainda na noite de quarta-feira (22) já buscava, junto a equipes de comunicação e marketing, estratégias para reagir ao impacto da fala do apresentador.

Ratinho, que tem forte apelo popular e grande alcance nas camadas mais amplas da população, acabou ampliando a visibilidade de um nome da oposição em um estado com histórico político consolidado. Esse fator começou incomodar dentro do Karnak, principalmente pelo potencial de influência do comunicador. Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer movimento mais duro contra a imagem do apresentador exige cautela, justamente por se tratar de uma figura amplamente conhecida e bem recebida por diferentes públicos. O caso mostra como um comentário, mesmo informal, pode ganhar dimensão política e provocar reações imediatas no ambiente estratégico do poder. (Silas Freire)
As candidaturas de dois filhos na eleição deste ano, especialmente a de Vinicius Dias, a deputado estadual, provocaram questionamentos à liderança de Wellington Dias dentro do campo governista.
Wellington Dias e o filho, Vinicius Dias – Foto: DivulgaçãoDentro do PT, a decisão de Wellington Dias está longe de ser unanimidade. Há questionamentos sérios que chegam a abalar a liderança do ex-governador.
Disfarçados de admiradores, adversários históricos de Wellington aproveitaram o momento para renovar discretamente os comentários de que há muito tempo o ministro só pensa nele próprio e na família.
A insatisfação é maior com Wellington entre parte dos candidatos a deputado estadual que se acham prejudicados com a candidatura de Vinicius Dias.
Pré-candidato a deputado estadual pelo Piauí, Vinicius Dias (PT) – Foto: Lupa1A insatisfação é revelada em confidências por vários candidatos a deputado estadual da federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PC do B e PV.
Pelo menos um candidato a deputado estadual da federação relatou sob compromisso de anonimato a este repórter ter perdido o apoio de forte liderança depois que Vinicius Dias foi confirmado como candidato.
Nos bastidores, existe também uma pergunta ainda não respondida de maneira convincente: “o que ganhou Oliveira Neto para abrir uma vaga para Vinicus….???”
Com relação a uma propalada compensação de Oliveira Neto por ter cedido a vaga para o filho do ministro se candidatar, existem respostas nos bastidores para todos os gostos. (Lupa1/Feitosa Costa))
O governador Rafael Fonteles chamou a população nas redes sociais para o show do DJ Alok, marcado para o próximo sábado (25). Mas deixou de destacar um ponto que virou o centro da polêmica: o custo para os cofres públicos de cerca de R$ 1,8 milhão, em contratação sem licitação, que caiu mal e gerou forte reação na internet. A população reagiu. Enquanto muitos enfrentam falta de água, dificuldades na saúde, caos no Liceu Piauiense e no dia a dia, além de tragédias recentes como a de uma família em Barras que morreu após o desabamento de uma casa precária , o governo aparece bancando um evento milionário com dinheiro público.

O modelo adotado também entrou no debate: apesar de ter área gratuita, o show contará com espaços pagos e mais elitizados com bebidas à vontade. Nas redes, o sentimento predominante é de revolta. Muita gente até aprova o artista, mas questiona o momento e o valor do investimento. Internautas afirmam que o episódio virou símbolo de propaganda política com recursos públicos uma tentativa de aproximação com a população em meio a um cenário de aperto e cobranças crescentes. (Silas Freire)
O show do DJ Alok, marcado para este sábado (25) em Teresina, será realizado com financiamento de R$ 1,8 milhão do Governo do Piauí, sem licitação. A contratação foi feita pela Secretaria de Estado do Turismo (SETUR) por meio de inexigibilidade, conforme documentos oficiais. O contrato nº 084/2026 prevê o repasse integral do valor para a realização do evento “AUREA – Alok e Convidados”, na capital.
A inexigibilidade adotada está baseada no art. 74 da Lei nº 14.133/2021, que permite a contratação direta quando há inviabilidade de competição.
Recursos são de impostos
De acordo com o extrato publicado no Diário Oficial, os recursos utilizados são da fonte 500 — recursos não vinculados de impostos, ou seja, dinheiro público do orçamento estadual. Embora classificado como “patrocínio”, o contrato estabelece pagamento direto à empresa organizadora, responsável pela execução do evento.
Em contrapartida, o Governo do Estado terá sua marca divulgada em materiais promocionais e durante o show.
Empresa aparece com dois nomes
Um ponto que chama atenção nos documentos é a identificação da empresa contratada.
No contrato assinado pela SETUR, consta o nome Kalor Ltda. Já no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o mesmo contrato está vinculado à empresa Caju Produções e Eventos Ltda, com o mesmo CNPJ.
Na prática, trata-se da mesma empresa, que aparece com duas denominações diferentes nos registros oficiais, situação que pode decorrer de nome fantasia ou alteração cadastral, mas que exige clareza em contratos públicos.
Sem concorrência
A contratação foi feita sem disputa entre empresas, o que é permitido pela legislação em casos específicos. Ainda assim, o modelo levanta questionamentos sobre critérios de escolha e transparência no uso de recursos públicos.
O contrato foi assinado no dia 14 de abril de 2026 e tem vigência de 180 dias, com pagamento previsto em parcela única.
Estado tem prioridades?
O caso reacende o debate sobre o uso de dinheiro público em eventos de grande porte. Embora a prática seja legal e enquadrada como promoção do turismo, especialistas costumam questionar a efetividade desse tipo de gasto e a ausência de métricas claras de retorno.
O show de Alok será realizado na Arena Carhoo, com expectativa de grande público e transmissão por TV e rádio. Mais do que o evento, o contrato coloca em evidência um ponto recorrente na gestão pública: o uso de recursos milionários, sem licitação, para financiar iniciativas privadas.
Fonte: Portal AZ

O pré-candidato ao Governo do Piauí, Mainha (Podemos), fez novas críticas à gestão Rafael Fonteles (PT). Por meio de suas redes sociais, o ex-deputado afirmou que há uma diferença considerável entre a realidade e o que é publicado pelo marketing das pastas do Executivo Piauiense.
O pré-candidato oposicionista, em tom sarcástico, elogiou o Governo pelo “plano bem feito” de divulgação.

“As pessoas ficam falando que eu só critico o Governo. Nem sempre! Quero dar meus parabéns à equipe de marketing do Governo, o plano foi bem feito, tudo bem executado, na televisão, o Piauí é a perfeição, não tem problema, tudo resolvido, parece que a gente vive em um paraíso, todo mundo sorrindo, fazendo graça na propaganda”, comentou.
Mainha continuou, dizendo que basta andar pelo estado para ver a dissonância entre as divulgações institucionais do Governo e o que a população piauiense vive.
“Muita gente acredita, mas é muita competência para iludir. Vá dar uma volta no Piauí, é muito diferente do jeito que estão contando. O Piauí da TV é pura ficção, isso você não vê na propaganda, mas aqui a gente mostra”, concluiu. (Guilherme Freire)
Piauí vai mesmo receber minério como foi anunciado, ou isso depende de uma estrutura que ainda não existe, ou seriam as eleições se aproximando?

O Piauí novamente aparece em primeiro lugar no país no número de cidades que não se sustentam. São 185 municípios nessa situação, o equivalente a 83%, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. A olho nu se percebe: a realidade é bem diferente do discurso. O governador Rafael Fonteles fala em modernização, em tecnologia, em cidades autossuficientes. Mas o que se vê na prática é o velho modelo muito asfalto e pouca independência financeira dos municípios.

E fica a pergunta: que desenvolvimento é esse? Cidade não se sustenta só com obra de asfalto. Asfalto pode até render voto, mas não resolve o problema de fundo. Não gera autonomia, não fortalece a economia local e não tira prefeitura da dependência. São mais de 30 anos de governos ligados ao Partido dos Trabalhadores no estado, e o resultado está aí: o Piauí no topo de um ranking que ninguém quer liderar. Enquanto se fala em futuro e inovação, os números mostram um presente de dependência. E contra número, não tem discurso.(Silas Freire)