Empresário encomenda pesquisa com duelo entre Rafael e Wellington no Piauí e bastidores entram em ebulição

Os bastidores da política no Piaui ganharam combustível extra nesta semana. Um empresário do setor da construção civil confidenciou à coluna que encomendou a um instituto de pesquisa um levantamento quantitativo, sem registro no TSE, destinado exclusivamente para consumo interno. Segundo ele, a pesquisa será aplicada no próximo fim de semana, ouvindo mais de mil eleitores em diversos municípios e regiões do estado. O objetivo: testar cenários para a sucessão estadual de 2026 — inclusive hipóteses que hoje são tratadas apenas nos corredores do poder.

Entre as simulações solicitadas estariam confrontos diretos entre o governador Rafael Fonteles e o ex-prefeito Joel Rodrigues, num cenário clássico de governo contra oposição. Mas o dado mais explosivo é outro: o empresário teria pedido também uma simulação com dois nomes governistas no mesmo páreo  Rafael Fonteles e o senador Wellington Dias além de Joel Rodrigues, em cenários alternativos. A leitura, nos bastidores, é clara: há quem queira medir o tamanho real da tensão interna e testar a força de cada liderança diante do eleitorado.

O empresário prometeu apresentar os números à coluna na próxima quarta-feira, assim que o instituto concluir a tabulação. Até lá, o que não vai faltar é especulação, telefonema atravessado e muita conta sendo feita nos gabinetes. Porque, quando pesquisa começa a circular antes mesmo de ser publicada, é sinal de que o jogo já está em andamento mesmo que oficialmente ninguém admita.(Silas Freire)

 

 

 

Rafael não quer só indicar o seu vice preferido. Ele trabalha para comandar o próximo ciclo petista

O governador Rafael Fonteles é um matemático nato e, como tal, não é movido por emoções, muito menos por afetos partidários ou lealdades históricas. Ele opera por cálculo. Diria cálculos de curto, médio e longo prazo.

Quem observava de fora imaginava uma convivência pacífica entre ele e o senador e ministro Wellington Dias, mas quem conhece as engrenagens do Karnak sabe que há uma “guerra fria” em curso há tempos — não por espaço imediato, mas pela definição de quem comandará o próximo ciclo político do Estado e o futuro do próprio PT. Rafael compreende que não pode enfrentar Wellington frontalmente agora. Dias ainda controla símbolos e mantém trânsito privilegiado em Brasília.

Wellington Dias é mais que um líder: é um marco histórico.

Mas o ponto central — aquele que poucos verbalizam — é o seguinte: Rafael não quer herdar o grupo de Wellington. Ele quer substituí-lo.

Wellington Dias e Rafael FontelesWellington Dias e Rafael Fonteles

Há uma diferença brutal entre ser sucessor e ser fundador. O sucessor administra legado. O fundador inaugura era. Para inaugurar uma era, é preciso que a anterior se esgote. E é aí que entra o jogo estratégico.

Rafael aposta no tempo — e, claro, no poder da máquina. Governadores compreendem algo que adversários subestimam: o tempo tende a favorecer quem ocupa a cadeira principal. A caneta produz realidade. E realidade produz narrativa.

Enquanto isso, Wellington reage forte. Seu capital simbólico permanece alto. Uma candidatura própria seria devastadora internamente — ainda que improvável. Ele sabe que uma ruptura aberta teria custo nacional para o partido.

No meio desse xadrez surge outro elemento: Regina Sousa. Símbolo orgânico do petismo raiz, ponte direta com Lula e respeitada pela militância, Regina representa o fio ideológico que impede uma transição brusca demais. Sua presença pode funcionar como cláusula de equilíbrio entre o passado e o futuro.

Regina Sousa - Foto: Lupa1Regina Sousa – Foto: Lupa1

O PT piauiense vive, portanto, uma transição delicada. De um lado, a velha guarda estruturada por Wellington Dias. De outro, a geração técnica e gerencial encarnada por Rafael Fonteles. Não é apenas uma disputa de nomes — é um embate de estilos, métodos e visão de poder.

Sem romantismo: Rafael não está apostando numa eleição específica. Está apostando no fim de um ciclo político. E, quando um governador aposta no fim de um ciclo, é porque acredita que será ele quem escreverá e comandará o próximo.

No Piauí, o que está em jogo não é 2026. É o protagonismo da próxima década. (Lupa1)

SENAI realizará oficinas do PAS – Programa Alimentos Seguros, em Parnaíba e cidades do Norte do Piauí

O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) vai promover oficinas sobre o PAS – Programa Alimentos Seguros, em atendimento às indústrias de Parnaíba e de cidades da Região Norte do Piauí , em parceria com o SEBRAE.

O Coordenador do PAS – Programa Alimentos Seguros Paulo Pires, se reuniu (20.02.2026) com a Gerente local do SEBRAE de Parnaíba, Isabela Ribeiro e a responsável pelo Sebraetec  Regina Célia, para alinhamento sobre algumas ações de prospecção visando o atendimento com a legislação e Processo Produtivo dentro do Programa Sebraetec. 

As ações do PAS vão contemplar além do Município de Parnaíba, os municípios de Esperantina, Piracuruca e cidades circunvizinhas. Uma agenda será montada para contemplar oficinas de apresentação do portfólio da parceria SENAIPI e SEBRAE/PI enfatizando os produtos e vantagens competitivas para as indústrias.

Ciro comemora aprovação do Projeto Antifacção na Câmara dos Deputados

O senador Ciro Nogueira (Progressistas) comemorou a aprovação do Projeto de Lei Antifacção (PL 5582/2025) na Câmara dos Deputados, que passa a endurecer as punições para acusados de fazerem parte de facções criminosas em todo o Brasil. 

Ciro Nogueira postou em suas redes sociais um vídeo onde comemora a aprovação do PL e elogia o deputado federal Guilherme Derrite, filiado ao Progressistas do estado de São Paulo, que é o relator do PL. 

“Parabenizo o deputado Derrite que é relator e fez valer nosso lema do Progressistas: O Brasil do futuro é o Brasil mais seguro. Bandidos que botam medo nos brasileiros, de Norte a Sul, vão receber o peso desta lei, que foi feita para atender o direito das vítimas e não desses criminosos. São punições duras para faccionados: penas de 40, até 65 anos de prisão”, afirmou Ciro. 

Além disso, o parlamentar destacou que a lei, que seguirá os tramites normais até ser sancionada, fará com que pessoas presas acusadas de fazerem parte de facções não recebam mais auxílios, como o “Auxílio Reclusão”, além de não poderem mais votar. “Eu sonho e sempre sonhei com um Brasil mais seguro. E acredito que isso a partir de agora possa acontecer”, ressaltou.

 Fonte/Créditos: Assessoria

Decisão de Mendonça, restringindo acesso, tirou Lula do controle do inquérito

Ministro do STF André Mendonça – Foto: Luiz Silveira/STF.

Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.

Improvável

Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.

Vingança, não

Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.

Acesso dá nisso

O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.

Verdadeiro titular

A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.(Cláudio Humberto)

TCE-PI multa prefeita de Luzilândia por irregularidades na compra de livros sem licitação

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) multou a prefeita de Luzilândia, Fernanda Marques (PT), por irregularidades na contratação, sem licitação, de livros para a rede municipal de ensino infantil e fundamental. O processo envolve contrato de R$ 520.850,00 para a compra de livros e foi representado pelo Ministério Público, que além de identificar falta de motivos para a compra ser realizada por inexigibilidade, sem concorrência, também cita que o município integra o Programa Nacional do Livro do Material Didático (PNLD), o qual disponibiliza obras didáticas gratuitamente para a educação básica. A multa foi publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do TCE.

Prefeita de Luzilândia,  Fernanda Marques (PT) foi multada pelo TCE-PI.  - (Redes Sociais)Redes Sociais

Prefeita de Luzilândia, Fernanda Marques (PT) foi multada pelo TCE-PI.

A inexigibilidade deve ocorrer quando não há formas de contratação por concorrência. Ao julgar o caso, a Segunda Câmara do TCE-PI concluiu que não houve comprovação suficiente da inviabilidade de competição exigida pela legislação para esse tipo de contratação. Também foi apontada a ausência de motivação técnica capaz de afastar outras alternativas disponíveis no mercado para a aquisição dos livros. Diante das irregularidades, os conselheiros decidiram, de forma unânime, aplicar multa no valor de R$ 2.475,00 à prefeita Fernanda Marques.

Além da penalidade, o TCE-PI determinou que a Prefeitura de Luzilândia comprove, no prazo máximo de dez dias, o cadastro e a publicação do contrato nº 030/2025 (Inexigibilidade nº 007/2025) no Sistema Contratos Web do Tribunal. A medida visa assegurar o princípio da publicidade, considerado condição de eficácia do ato administrativo.

O Tribunal também emitiu alerta à gestora para que a contratação direta por inexigibilidade seja utilizada apenas quando ficar demonstrada a inviabilidade de competição, com justificativa técnica e documentação adequada no processo administrativo.

O Portal O Dia entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Luzilândia para esclarecimentos, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação. (O Dia)

TCE-PI analisa contrato milionário da Mega Comunicação com o Estado

Alexandre Noleto e Marcelo Noleto

Um processo licitatório de vulto, conduzido pela Secretaria de Administração do Estado (SEAD), tornou-se o centro de uma polêmica que envolve cifras milionárias e laços familiares no primeiro escalão do Governo do Piauí. O contrato, estimado em R$ 100 milhões, prevê a confecção e instalação de painéis e letreiros luminosos para diversos órgãos estaduais.

A “Coincidência” dos Centavos

O ponto de partida para o questionamento público e a análise dos órgãos de controle reside na competitividade do certame. Durante a licitação, empresas participantes apresentaram propostas com valores quase idênticos. A Mega Comunicação sagrou-se vencedora apresentando uma diferença de apenas poucos centavos em relação às concorrentes, o que levantou suspeitas sobre a lisura do processo de disputa.

Relação Familiar em Pauta

O caso ganhou contornos políticos mais nítidos com a confirmação de que a Mega Comunicação pertence ao empresário Alexandre Noleto. Ele é irmão de Marcelo Noleto, atual secretário de Comunicação do Estado e figura central na gestão governamental.

Embora o parentesco, por si só, não configure ilegalidade automática se os ritos legais forem seguidos, a proximidade com o núcleo de decisão do governo, somada ao valor estratosférico do contrato, colocou o processo sob regime de urgência na pauta da opinião pública.

Fiscalização do TCE-PI

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) já acompanha o procedimento. Os auditores e conselheiros devem focar em dois eixos principais:

1. A economicidade: Se o valor de R$ 100 milhões condiz com os preços de mercado para letreiros e painéis.

2. A legalidade e moralidade: Se houve favorecimento ou quebra de isonomia devido à relação familiar entre o dono da empresa e o secretário de Estado.

Até o fechamento desta matéria, não houve uma decisão impeditiva definitiva, e o Governo do Estado ainda não emitiu uma nota oficial detalhando os critérios técnicos que validaram a proximidade dos valores nas propostas. O espaço permanece aberto para as manifestações dos citados.(Encarando)

Wellington Diasa não é descartado como candidato: Ciro mostra que é o primeiro voto

Prefeitos dividem agenda

Nos bastidores da política piauiense, o movimento recente de prefeitos em Brasília acendeu alerta na base governista. Mesmo após reunião articulada em conjunto por Júlio César e Marcelo Castro para reunir gestores alinhados ao grupo do PT, PSD e MDB, muitos dos mesmos prefeitos marcaram presença no jantar promovido por Ciro Nogueira.

Foto: ReproduçãoCiro Nogueira com prefeitos aliados, inclusive os do governo

Ciro reuniu ao redor de si, prefeitos aliados e da oposição

Base comparece e ovaciona adversário

Chamou atenção o fato de que prefeitos identificados com a base de Marcelo, Júlio e do PT participaram do encontro com Ciro e o chamaram de “pai dos prefeitos”. A cena foi interpretada como sinal claro que o primeiro voto é dele, o segundo se disputa Júlio e Marcelo.

Sinal amarelo ligou

O episódio reforça a avaliação de que o cenário não é confortável para Júlio César e Marcelo Castro na corrida ao Senado, mas que é pior para Júlio. E e necessidade de mobilizações conjuntas para atrair prefeitos e a presença desses mesmos nomes em agendas de Ciro evidenciam que nem a base vota na base.

Clima tenso em encontro da APPM em Brasília

Prefeitos da APPM se reuniram ontem, terça-feira em Brasília em meio a um ambiente descrito como pesado nos bastidores. O governador Rafael Fonteles participou do evento, mas o momento que chamou atenção foi a chegada do ministro Wellington Dias.

Aplausos e gritos de “governador”

Assim que Wellington entrou no encontro, parte dos gestores municipais passou a aplaudi-lo e a chamá-lo de “governador”. A cena foi interpretada por presentes como sinal político claro dentro do grupo.

Foto: ReproduçãoWellington, o candidato que muitos prefeitos querem

Wellington, o candidato que muitos prefeitos querem

Nos bastidores já tem candidato 

Reservadamente, alguns prefeitos foram além e passaram a afirmar que Wellington seria “o candidato” do grupo para a disputa ao Governo do Estado. Rachou que deu duas bandas, já dizem. (Portalaz)

Viagens do governo Lula: R$33,5 milhões em 40 dias

.Jatinho do Grupo de Transportes Especiais (GTE), da FAB – Foto: Tenente Enilson/FAB).

Em apenas 40 dias, o governo Lula (PT) torrou R$33,5 milhões com viagens. Foram mais de R$16,2 milhões com diárias pagas aos funcionários e outros R$17 milhões gastos com passagens aéreas. Os dados do Portal da Transparência de 2026 contabilizam apenas viagens realizadas até 9 de fevereiro. Em 2025, Lula e cia. conseguiram bater o recorde histórico em despesas com viagens pelo terceiro ano seguido.

Só no exterior

As viagens internacionais do governo petista custaram R$4,6 milhões nos primeiros 40 dias de 2026. Desde então dados não são atualizados.

Sete bilhões!

Em 2025, o governo Lula torrou R$2,41 bilhões com viagens. Em 2024, R$2,38 bilhões; em 2023, R$2,29 bilhões. Total: R$7,08 bilhões.

Tem muito mais

O custo das viagens não inclui gastos de Lula, Janja e as demais autoridades que aproveitam os jatinhos da Força Aérea Brasileira.(Cláudio Humberto)

Lula tentou, mas não conseguiu enterrar Toffoli; agora terá de aguentar

Ministro Dias Toffoli (STF) e o presidente Lula (PT)

Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.(Cláudio Humberto)

Na polêmica sobre a vice, Wellington teria ameaçado até com candidatura ao governo em roda de amigos

Fala forte

Um integrante de uma roda de conversas no último final de semana, ouviu e não guardou segredo. Comentou  com alguns políticos que, a certa altura, da conversa, sobre a polêmica definição do vice de Rafael, Wellington teria comentado: “Eu posso até ser candidato, não posso?”… Rafael Fonteles e Wellington Dias - Foto: DivulgaçãoRafael Fonteles e Wellington Dias – Foto: Divulgação

Recado

A possibilidade de uma nova candidatura ao governo levantada pelo próprio ministro foi imediatamente interpretada como uma forte pressão sobre a posição adotada por Rafael.

Rafael: “Posso até deixar o partido”

Tudo indica que Rafael Fonteles, ao ameaçar deixar o PT em reunião  com Wellington Dias, já sabia que o ministro tinha levantado a possibilidade de se candidatar ao governo.

É fato!

Esta coluna ouviu cinco pessoas do círculo do poder e todas confirmaram que Rafael Fontelea chegou mesmo a dizer que deixaria o PT se sua indicação de vice não fosse acatada.

Em cima do muro

Em meio à disputa entre Rafael e Wellington, a maioria das lideranças que integram a base do governo tem ficado em cima do muro.

Wellington Dias e Rafael FontelesWellington Dias e Rafael Fonteles

Mais ostensiva

Até agora, a demonstração mais ostensiva de apoio a um dos litigantes foi dada pelo grupo familiar da deputada Janaina Marques, quando sua filha, numa festa na virada do ano, postou uma foto ao lado do médico Vinicius Dias, filho de Wellington, anunciando que ele seria o futuro vice-governador.

2030: o culpado

A maioria dos políticos da base do governo aponta o ano de 2030 como o grande culpado pela briga. Em 2030, Rafael Fonteles, se for reeleito, estará deixando o governo  para se candidatar ao Senado, ao mesmo tempo em que Wellington precisará renovar o seu mandato de senador.  E não esqueçamos: em 2030 só terá uma vaga. (Por:Feitosa Costa)

Tribunal federal absolve ex-secretários no caso do Porto de Luís Correia ao reformar condenação de 1ª instância

Corte aponta fragilidade das provas, falhas na análise do mérito e reconhece inexistência de desvio de recursos público

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, reformou a sentença de primeira instância da Justiça Federal e absolveu integralmente os ex-secretários de Transportes Luciano Paes Landim, Alexandre de Castro Nogueira e Norma Maria da Costa Salles, além dos demais denunciados, no processo que apurava suposto desvio milionário de recursos nas obras do Porto de Luís Correia.

A decisão representa uma reviravolta no caso e desmonta os fundamentos da condenação inicial, considerada tecnicamente equivocada pela relatoria, após reanálise completa das provas constantes nos autos.  

Foto: Reprodução

ANÁLISE MINUCIOSA E REVISÃO DO MÉRITO

No voto vencedor, a relatora, desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, destacou ter examinado detalhadamente todos os elementos do processo, incluindo depoimentos, delações, laudos periciais e documentos administrativos.

Segundo o entendimento que se seguiu no tribunal, não houve comprovação de dolo, enriquecimento ilícito ou desvio de recursos públicos, requisitos indispensáveis para a configuração dos crimes imputados.  

A magistrada enfatizou que a palavra do colaborador, isoladamente, não pode sustentar condenação, conforme a jurisprudência dos tribunais superiores.

CRÍTICAS DIRETAS À SENTENÇA ANTERIOR

O acórdão foi incisivo ao apontar falhas na decisão de primeiro grau, que teria atribuído peso excessivo a relatórios técnicos e documentos administrativos, sem o devido confronto com as provas produzidas durante a instrução processual.

De acordo com o voto, não existe hierarquia entre provas no processo penal, e todas devem ser analisadas de forma equilibrada, especialmente em casos de alta complexidade.  

A relatora também destacou que a sentença ignorou aspectos técnicos relevantes sobre a execução da obra, como dificuldades logísticas, impacto da maresia e falhas no projeto básico.

COMPLEXIDADE DA OBRA FOI DETERMINANTE

Durante o julgamento, ficou evidenciado que o Porto de Luís Correia foi construído em condições extremamente desafiadoras, em mar aberto, após mais de duas décadas de paralisação.

Laudos e depoimentos demonstraram que muitos serviços executados não estavam previstos originalmente, em razão da precariedade do projeto inicial, o que levou a ajustes administrativos para evitar a paralisação da obra.  

Segundo o Tribunal, essas circunstâncias não configuram, por si só, prática criminosa.

GESTÃO ESTADUAL E CONTEXTO POLÍTICO

Os ex-secretários absolvidos integraram a administração estadual durante o governo de Wellington Dias, entre 2007 e 2010, período em que o Porto era considerado estratégico para o desenvolvimento do litoral do Piauí.

O julgamento reconheceu que havia pressão institucional para a continuidade da obra, especialmente em períodos eleitorais, sem que isso caracterizasse irregularidade penal.  

ABSOLVIÇÃO TOTAL E REJEIÇÃO DO RECURSO DO MPF

Ao final, o Tribunal negou provimento ao recurso do Ministério Público Federal e acolheu integralmente os recursos das defesas.

Foram absolvidos, com base no artigo 386 do Código de Processo Penal, todos os réus denunciados no processo, incluindo gestores públicos, engenheiros e representantes do consórcio responsável pela obra.  

Flávio Júnior expõe racha na base e admite dificuldade contra Ciro Nogueira ao Senado

O deputado estadual Flávio Júnior, atual secretário de Infraestrutura do Estado, surpreendeu ao conceder entrevista nesta segunda-feira ao programa Vai Encarar, da Silas TV. Em tom de franqueza, deixou escapar que dificilmente o grupo dos Flávios Nogueira Flávio Nogueira e Flávio Nogueira Júnior deverá votar em Júlio César para o Senado. Na mesma entrevista, Flávio Júnior reconheceu que será “muito difícil” vencer Ciro Nogueira, candidato da oposição à reeleição, e foi além: afirmou que o maior cabo eleitoral de Ciro hoje seria Georgiano Neto, filho de Júlio César e também integrante da base governista.

Segundo o secretário, a atuação de Georgiano na disputa por votos  especialmente junto a deputados estaduais e federais da própria base  tem provocado insatisfações e reações internas. A leitura é clara: ao concentrar forças para fortalecer exclusivamente seu grupo político, acaba estimulando resistências que podem se refletir diretamente na candidatura do pai ao Senado. A declaração escancara fissuras dentro da base governista e indica que a disputa ao Senado poderá ser marcada não apenas pelo embate entre governo e oposição, mas também por disputas internas que podem redefinir alianças e estratégias nos próximos meses. (Silas Freire)

No Piauí o jogo de damas virou xadrez: Heráclito está de volta

Quem caminha pelos tapetes vermelhos de Brasília e conhece o cheiro de café fresco nos bastidores do Palácio do Planalto sabe: na política, o que não é estratégia, é destino. E Gilberto Kassab, o “mago” da articulação nacional, não deixa nada ao acaso. Não se iludam, a movimentação de trazer Heráclito Fortes para o núcleo duro do PSD em São Paulo é muito mais que um ato de respeito a um velho aliado; é uma operação milimétrica, uma jogada cirúrgica, que faz tremer o tabuleiro piauiense e atinge diretamente o coração do império de Ciro Nogueira.

Heráclito Fortes - Foto: ReproduçãoHeráclito Fortes – Foto: Reprodução

O PSD traz de volta o maior operador político da história, vocês achavam que era o Ciro? Esquece, Heráclito é o mestre, ele criou essa função.

Heráclito Fortes nunca foi um político de cercado. Seu habitat sempre foi o trânsito livre entre os Poderes. Ao ganhar um assento estratégico sob a bênção de Kassab, ele deixa de ser apenas um nome histórico para se tornar um emissário nacional com base no Piauí. Vocês entendem o peso disso?

Kassab está enviando um recado cheio de códigos, mas audível aos endereçados no Nordeste: o PSD não quer mais ser apenas o “maior partido do Brasil” em números de prefeituras; ele quer ser o dono da narrativa de centro. Com Heráclito, o partido recupera um canal vital com o eleitorado conservador e pragmático que, até então, só tinha uma direção para olhar: o Progressistas.

Heráclito Fortes - Foto: ReproduçãoHeráclito Fortes – Foto: Reprodução

Ciro sempre jogou com o trunfo de ser o “único interlocutor forte”. Heráclito, com o selo paulista e a caneta de Kassab, quebra essa exclusividade. O PIAUÍ É O ESTADO ONDE VOCÊ ACORDA ELEITO E DORME SEM MANDATO, DORME GOVERNADOR E ACORDA CASSADO.

Isso porque aqui a política é feita de “âncoras”. Até ontem, Ciro Nogueira era o único porto seguro para quem buscava estrutura nacional e influência em Brasília sem passar pelo crivo do Planalto. A partir de agora, o cenário muda, prefeitos e lideranças médias, que antes gravitavam em torno do PP por falta de opção, agora veem no PSD de Kassab/Heráclito uma porta de entrada VIP no governo federal e em São Paulo. O X da questão, 2026.

Não se enganem, a jogada não é um ataque frontal a Ciro Nogueira, mas um cerco preventivo. E que uma coisa fique bem clara, para Ciro, o custo da política acaba de subir.

Anotem essa frase: “Na política do Piauí, quando o tabuleiro fica mais complexo, o preço da lealdade sobe e o tempo da articulação encurta.”

Com o PSD agora mostrando todas as cartas da manga (ou quase), Ciro será obrigado a antecipar o jogo, isso implica em blindar seus prefeitos com mais vigor, se é que vocês me entendem, para evitar a migração silenciosa.

É obrigado a negociar em duas frentes, isso porque o PSD agora tem tamanho para ser o “fiel da balança”. Em uma eleição majoritária, quem tiver o PSD ao lado larga com uma vantagem estrutural que pode decidir o pleito.

A SIMEAOZADA VEM AGORA.

Kassab joga para 2026 e 2030. Ele sabe que Heráclito Fortes conhece cada curva da BR-316 e cada gabinete da Esplanada. Ao empoderar o “Velho cacique” em solo paulista, Kassab cria uma terceira via de influência que dilui o poder da oposição tradicional e desafia a hegemonia governista.

Heráclito Fortes - Foto: ReproduçãoHeráclito Fortes – Foto: Reprodução

No Piauí, o jogo de damas nas calçadas de Demerval Lobão virou xadrez de alta performance na Frei Serafim. Ciro Nogueira continua sendo um mestre, mas agora ele terá que olhar para o lado e encarar um PSD que não aceita mais ser coadjuvante. Heráclito voltou, e posso garantir, não foi para passear no Riverside. (Lupa1)

Coluna Pauta, Prosas e Copos – por Aldo Simeão

Rafael e Wellington terão novo encontro em Brasília neata terça-feira

O governador Rafael Fonteles, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o presidente do PT, Fábio Novo, e o ex-secretário de Educação, Washington Bandeira, devem participar nesta terça-feira, em Brasília, de almoço oferecido pelos pré-candidatos ao Senado Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) aos prefeitos do Piauí. 

E no próximo final de semana, a comitiva do governador Rafael Fonteles  percorrerá 10 municípios da região do Médio Parnaíba; agenda intensa de inaugurações e anúncios de novas obras.(Elivaldo Barbosa)

STF tem histórico de dificultar investigação da CPMI

Relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua emitindo sinais de que vive tempos muitos estranhos, como diz o ministro aposentado Marco Aurélio. Após o ministro Edson Fachin arquivar a alegação de suspeição de Dias Toffoli, mandando para a cesta o relatório de mais de duzentas páginas da Polícia Federal sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, coube a Cristiano Zanin permitir bico calado para mais um suspeito. É ao menos a 29ª decisão do STF criando dificuldades para a CPMI do INSS.

Eles têm a força

O STF concedeu várias vezes o “direito” de investigados e suspeitos, como Daniel Vorcaro, de ignorar a convocação da CPMI. Haja poder.

Vai, mas não fala

Quando obrigou investigados a comparecer na CPMI, o STF associou a medida à pegadinha que lhes concede o direito à boca fechada.

Vida difícil da CPMI

Toffoli vetou acesso aos sigilos de Vorcaro à própria à CPMI do INSS que os quebrou, reforçando o papel da Corte de criar dificuldades.

Transparência saudável

Muda tudo a decisão do novo relator, ministro André Mendonça, de dar acesso dos sigilos à CMPI. Na prática, põe fim ao sigilo da investigação. (Cláudio Humberto)

Wellington Dias teme que escolha de Washington Bandeira para vice atrapalhe reeleição

“Pelo amor de Deus, Washington não”

Em reunião com o governador Rafael Fonteles, o ministro Wellington Dias teria alertado para o risco político de indicar Washington Bandeira como candidato a vice-governador. A avaliação apresentada é de que a escolha pode fragilizar a chapa majoritária diante de Joel Rodrigues, sobretudo pela baixa capacidade de articulação atribuída ao nome cogitado.

A indicação de Washington segue causando incomodo a ala raiz do PT no Piauí

A indicação de Washington segue causando incomodo a ala raiz do PT no Piauí

Base teme impacto na disputa pelo Governo

Segundo interlocutores, o receio é de que uma composição considerada pouco competitiva comprometa a performance eleitoral de Rafael. O diagnóstico interno aponta que a formação da chapa precisa ampliar alianças e reduzir resistências para evitar um cenário de vulnerabilidade no segundo turno. E que a vulnerabilidade já está dentro do próprio PT, devido a descrença no nome de Washington, na base do PSD e MDB, é pior.

Julio César enfrenta resistência para o Senado

Wellington Dias também teria defendido cautela quanto à eventual candidatura de Júlio César ao Senado. Nos bastidores, circulam avaliações de que pesquisas internas indicariam a certeza de derrota para Ciro Nogueira, o que geraria desgaste à base governista e mais disputas com os prefeitos que podem se irritar mais, deixando de vez Rafael se notarem maior fraqueza eleitoral. Pulando do barco de uma vez.

Foto: ReproduçãoJulio Cesar senta ao lado de prefeito, seu potencial eleitor, e não sabe quem é. “É o prefeito, pai”.

Julio Cesar pode não ter vez no Senado

Estratégia eleitoral preocupa aliados

A leitura política é de que uma disputa acirrada ao Senado poderia dividir recursos financeiros e capital político da base, o que terminaria enfraquecendo a campanha ao governo. Entre aliados, cresce a percepção de que o desenho da chapa majoritária será decisivo para evitar perdas simultâneas no Executivo estadual e na vaga ao Senado.
O governador está com a corda no pescoço, dizem. (Portalaz)

Wellington Dias pode deixar ministério e assumir a Secretaria de Relações Institucionais

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, senador licenciado Wellington Dias (PT-PI), será o entrevistado do programa Poder em Foco, do SBT, que vai ao ar no próximo domingo (1º de março) às 21h.

O ministro trata de temas centrais da agenda política, social e internacional, com foco na articulação do governo, na política migratória e no combate a fraudes em programas sociais.

Um dos principais pontos da entrevista é a possível mudança de pasta no governo federal. Wellington Dias comenta a possibilidade de assumir a Secretaria de Relações Institucionais, diante da saída da ministra Gleisi Hoffmann, que deve deixar o cargo para disputar as eleições ao Senado.  Gleise afirmou que Olavo Noletoatual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, será o seu substituto.

“O presidente avalia o melhor desenho político para este momento. Onde eu estiver, a missão será dialogar e fortalecer a base do governo”, afirma o ministro.

No cenário internacional, Wellington Dias aborda a operação dos Estados Unidos na Venezuela, classificada por ele como grave. Segundo o ministro, a principal preocupação é o impacto humanitário e a instabilidade regional. “Qualquer ação desse tipo amplia o sofrimento da população civil e gera reflexos diretos nos países vizinhos”, diz.

Foto: André Oliveira / MDS

O ministro ressalta ainda que mais de 155 mil venezuelanos já foram interiorizados no Brasil, o que exige planejamento contínuo do Estado brasileiro. Ao tratar da questão migratória, o ministro destaca que o Brasil mantém uma política de acolhimento, mas reconhece os desafios enfrentados por estados e municípios.

“É preciso garantir acolhimento com responsabilidade, integração ao mercado de trabalho e autonomia das famílias, sem sobrecarregar os serviços públicos locais”, afirma, ressaltando que a interiorização é parte central dessa estratégia.

Na área social, Wellington Dias detalha o reforço nas fiscalizações contra fraudes no Bolsa Família. Segundo ele, o governo avança no cruzamento de dados e no monitoramento dos benefícios.

“Combater fraudes é proteger quem realmente precisa. Cada irregularidade corrigida fortalece o programa e garante justiça social”, afirma.

O ministro destaca ainda que milhões de famílias deixam o programa após aumento de renda, reforçando o caráter de promoção da autonomia.

 Fonte/Créditos: SBT News

Essa é a saúde de referência anunciada?

As imagens falam por si. Paredes marcadas pelo tempo e pela falta de manutenção, equipamentos descascados, mobiliário rasgado, estrutura visivelmente deteriorada. O que se vê nas fotografias é o retrato preocupante do Hospital Regional de Campo Maior. A unidade, que deveria ser símbolo de atendimento digno e estrutura adequada para pacientes e profissionais, apresenta sinais claros de abandono estrutural.

Não se trata de um detalhe isolado, mas de um conjunto de problemas que comprometem o ambiente hospitalar e levantam questionamentos sobre as condições reais de funcionamento. O governo do Estado, sob a gestão de Rafael Fonteles, tem anunciado investimentos e fortalecimento da rede de saúde. No entanto, as imagens do Hospital Regional de Campo Maior contrastam com o discurso oficial de “saúde de referência”. Pacientes e profissionais merecem respeito. Estrutura adequada não é luxo é requisito básico para atendimento humanizado e seguro.

Hospital não pode conviver com paredes deterioradas, mobiliário danificado e equipamentos em estado precário. As fotografias que acompanham esta matéria não são opinião. São registro. São prova visual de uma realidade que precisa ser enfrentada com transparência, responsabilidade e, sobretudo, ação concreta. Fica o questionamento: é essa a referência que se pretende apresentar?(Silas Freire)