
FIEPI/SENAI – Invista no Futuro da sua Indústria.



Uma licitação avaliada em mais de R$ 18 milhões, realizada no Piauí, está sendo alvo de questionamentos após a divulgação de que apenas uma empresa participou do processo. Segundo publicação do portal Manchete Nacional, a vencedora foi a Construtora e Incorporadora Soma Ltda, empresa ligada ao empresário Francisco da Costa Araújo Filho, conhecido como Araujinho, sogro do governador Rafael Fonteles.
De acordo com a publicação, o processo previa a execução de serviços de implantação e pavimentação asfáltica em Tratamento Superficial Duplo (TSD) no trecho entre Santa Cruz do Piauí e o povoado Torrões, com extensão de 21,715 quilômetros.
Ainda conforme os documentos citados, a licitação tramitou na Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP), sob o número 00301.000003/2024-34. A empresa vencedora teria firmado o contrato nº 026/2024.
O que chama atenção no caso, segundo a denúncia, é que nenhuma outra construtora apresentou proposta durante o certame. A ata e os documentos de homologação registrariam apenas a participação da Soma Ltda., sem concorrentes na disputa.
A publicação afirma ainda que o valor do contrato ultrapassa R$ 18 milhões em recursos públicos estaduais. Até o momento, não há informações sobre posicionamento oficial do Governo do Piauí ou da empresa citada sobre o caso.(Encarando)

Um homem morreu no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde na madrugada desta última quinta-feira (07/05) após ser atropelado por uma motocicleta em Parnaíba, no litoral do Piauí. A vítima foi identificada como Francisco de Assis.
O acidente aconteceu na BR-343. De acordo com as primeiras informações, Francisco caminhava pela rodovia quando foi atingido pelo veículo. A suspeita inicial é de que ele estava embriagado no momento do atropelamento.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro à vítima, que apresentava várias escoriações pelo corpo, e a encaminhou ao hospital. Francisco não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
A Polícia Rodoviária Federal foi acionada para realizar os procedimentos no local. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O senador Ciro Nogueira afirmou que está sendo alvo de perseguição política e declarou que tentam “manchar” sua honra pessoal em ano eleitoral. Ele publicou uma nota oficial nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (8) após ser alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (7).
“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo: todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu.
Na postagem, o senador relembrou as eleições de 2018, afirmou que já enfrentou situações semelhantes anteriormente e foi inocentado.
“Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição. Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência”, declarou.
Ciro Nogueira ainda questionou os impactos das acusações na vida pessoal e afirmou seguir motivado politicamente. “Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”, publicou.
Decisão de Mendonça expõem mordomias de Ciro Nogueira às custas de Vorcaro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero, mas foi o conteúdo de uma decisão de 36 páginas que escancarou os bastidores do que a Polícia Federal chama de “arranjo funcional” entre o poder público e o crime financeiro. O alvo central é o senador Ciro Nogueira (PP-PI) , apontado como o “destinatário central” de um esquema de vantagens indevidas pago pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso.
Enquanto a defesa do parlamentar classificou as investigações como baseadas em “mera troca de mensagens” , os documentos obtidos pela Corte revelam um nível de intimidade raro entre o líder do Centrão e o banqueiro, detalhando um fluxo de “mordomias” e “mesadas” que ultrapassam a casa dos milhões.
A “mesada” de R$ 300 mil a R$ 500 mil
A investigação conduzida pela PF e chancelada por Mendonça destrincha a engenharia financeira usada para bancar o alto padrão de vida do senador. O esquema girava em torno de uma suposta “parceria” entre a BRGD S.A. , empresa da família Vorcaro, e a CNLF Empreendimentos, ligada a Ciro Nogueira.
Conforme diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro e citados na decisão, a propina começou como uma “mesada” mensal. Em julho de 2024, Felipe Vorcaro (primo de Daniel e operador do esquema) perguntou ao banqueiro: “Oi, é para continuar pagando a parceria brgd/cnlf? 300k mes?” . A resposta foi imediata: “Sim” .
No entanto, o valor não demorou a subir. Com o agravamento da crise do Banco Master, o preço do suposto “apoio político” inflacionou. Em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o primo: “Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses Ciro?” . A resposta de Felipe sugere um reajuste, elevando o valor de R$ 300 mil para R$ 500 mil mensais.
Detalhe da Mordomia: A PF também identificou que Vorcaro bancava um estilo de vida de luxo para o senador. Entre os gastos listados estão estadias no hotel Park Hyatt, em Nova York, despesas em restaurantes de alto padrão e até a disponibilização de um imóvel de luxo e um cartão de crédito para gastos pessoais, sem custos para o parlamentar .
A “Emenda Master” e o pacote bilionário
A contrapartida do senador, segundo a PF, veio na forma de uma emenda legislativa que poderia ter salvo o Banco Master da falência. Em agosto de 2024, Ciro Nogueira apresentou a Emenda nº 11 à PEC 65/2023, propondo elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
O problema é que o texto não saiu da cabeça do parlamentar. A decisão de 36 páginas detalha que a proposta foi redigida pela própria assessoria do Banco Master, impressa e entregue em um envelope na casa de Ciro Nogueira. A versão protocolada no Senado foi uma cópia fiel.
A prova do conluio veio na comemoração do banqueiro. Em mensagens, Daniel Vorcaro comemorou: “Saiu exatamente como mandei” , enquanto interlocutores projetavam que a medida “sextuplicaria” os negócios da instituição.
Se as “mordomias” de Ciro Nogueira custaram caro aos cofres do Banco Master, o prejuízo final aos brasileiros é de escala bilionária. A Operação Compliance Zero não investiga apenas a propina, mas o maior esquema de fraudes financeiras da história recente. Ao todo, o rombo ao sistema financeiro do Brasil chega a R$ 56 bilhões.
De acordo com as investigações, o maior escândalo financeiro da história do Brasil envolve políticos, empresários e autoridades de todos os poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). Ministros do STF e pelo menos seis senadores, dois governadores, deputados federais e outra dezena de políticos estão envolvidos no esquema liderado por Daniel Vorcaro.
Dados apurados mostram que o Banco Master estava à beira do colapso, mas isso não impediu que o Banco de Brasília (BRB) realizasse negociações suspeitas. Investigações apontam que o BRB injetou bilhões em “títulos podres” do Master, resultando em um rombo que pode comprometer o erário. Parlamentares chegam a classificar o caso como o “maior escândalo de corrupção da história do Distrito Federal”, com prejuízos estimados em R$ 16,7 bilhões apenas nessa ponta da operação.
Além disso, a proposta de Vorcaro de elevar o FGC para R$ 1 milhão visava exatamente atrair grandes investidores para bancos líquidos, socializando o risco e o prejuízo entre os demais bancos e correntistas do país, caso o Master quebrasse.
O histórico de blindagem e a delação
A defesa de Ciro Nogueira, comandada pelo renomado advogado Kakay, tentou minimizar as provas, alegando que as medidas são “invasivas” e baseadas em “mera troca de mensagens” . O senador também já havia negado proximidade com Vorcaro.
Entretanto, o contexto atual pode ser fatal para a blindagem histórica que livrou Ciro Nogueira de punições em operações passadas (como a Lava Jato). Diferente das delações da Odebrecht e J&F, que foram questionadas, Daniel Vorcaro está em negociações avançadas para fechar um acordo de delação premiada com a PGR.
Se homologada pelo ministro André Mendonça, a delação de Vorcaro pode fornecer documentos, extratos e conversas que detalhem “cada centavo” das mesadas pagas, abrindo caminho para a primeira responsabilização penal efetiva do senador, que até agora viu os inquéritos serem arquivados pelo STF.
Com a apreensão de celulares e computadores realizada na quinta-feira, a expectativa é que os próximos capítulos desse escândalo revelem se a “engrenagem” do crime financeiro no Congresso será, finalmente, desmontada.
Leia a nota na íntegra:
“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:
Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.
Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?
Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.
Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!
Atenciosamente,
um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira”
Fonte: Redes Sociais
Os senadores Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro | Foto: (Jefferson Rudy/Agência Senado)O senador Ciro Nogueira vive um momento de desgaste político após se tornar alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7). Considerado um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo federal, Ciro comandou a Casa Civil, principal ministério do Palácio do Planalto, ganhou protagonismo nacional nas articulações do Centrão e já foi chamado de ‘vice dos sonhos’ por Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores políticos e nas redes sociais, aliados ligados ao bolsonarismo passaram a evitar manifestações públicas mais contundentes em defesa do senador após a operação da PF. O senador Flávio Bolsonaro disse que as acusações contra Ciro são “graves”.
Flávio Bolsonaro já chamou Ciro de “vice dos sonhos”
A relação próxima entre Ciro Nogueira e a família Bolsonaro ficou marcada por declarações públicas de apoio político. Em vídeo divulgado no ano passado, o senador Flávio Bolsonaro chegou a afirmar que Ciro seria seu “vice dos sonhos” em uma eventual chapa presidencial ligada ao bolsonarismo.
Após a operação da PF, no entanto, Flávio divulgou uma nota afirmando considerar “graves” as acusações contra o senador piauiense.
A declaração foi interpretada por aliados e analistas políticos como um sinal de afastamento do núcleo bolsonarista diante do avanço das investigações.
Ciro ganhou força no governo Bolsonaro
Ciro Nogueira assumiu a Casa Civil em 2021 e passou a atuar como principal articulador político do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Coube ao senador negociar apoio parlamentar, distribuição de cargos, liberação de emendas e alianças com partidos do Centrão.
Durante o período, o senador ampliou sua influência em Brasília e se consolidou como uma das figuras mais fortes do Progressistas e das articulações políticas nacionais.
Conhecido pela atuação discreta nos bastidores, Ciro era considerado peça-chave na sustentação política do governo Bolsonaro, especialmente na reta final do mandato presidencial.
Agora, com a operação da Polícia Federal e o avanço das investigações, o senador enfrenta um cenário de desgaste político e redução do apoio público de antigos aliados ligados ao bolsonarismo.(piauihoje)

A Prefeitura de Parnaíba, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania e CREAS, realiza durante todo o mês de maio a campanha “Faça Bonito ”, reforçando o compromisso com a proteção das nossas crianças e adolescentes.
A programação conta com palestras, abordagens educativas, blitz, caminhada e ações de conscientização em diversos pontos da cidade, levando informação, cuidado e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Proteger é dever de todos. Denunciar também. Faça bonito você também. (SupCom)
A cobrança do ICMS sobre o excedente da energia solar no Piauí voltou ao centro do debate político após críticas de consumidores e empresários do setor. Caso o governador Rafael Fonteles decidisse acabar com a cobrança, o Estado deixaria de arrecadar cerca de R$ 33 milhões por ano. O tema ganhou ainda mais repercussão diante dos números relacionados aos gastos com publicidade institucional.

Dados levantados por setores da oposição apontam que o governo estadual já teria desembolsado aproximadamente R$ 56 milhões apenas nos quatro primeiros meses do ano com campanhas publicitárias e contratos ligados à comunicação. Os valores destinados à propaganda superam com folga o impacto financeiro da retirada do imposto sobre a energia solar, defendendo que o governo poderia aliviar o bolso dos consumidores sem comprometer significativamente as contas públicas.
Nos bastidores políticos, adversários do Palácio de Karnak têm acusado a administração estadual de priorizar investimentos em divulgação institucional e na relação com grandes grupos de comunicação, enquanto mantém cobranças consideradas pesadas para a população e para o setor produtivo. O governo estadual, por outro lado, argumenta que os investimentos em publicidade são necessários para divulgação de ações institucionais e campanhas de interesse público, enquanto a arrecadação do ICMS integra a composição fiscal do Estado.(Silas Freire)

O deputado federal Flávio Nogueira participou de uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí e ex-governador do estado, Zé Filho, para discutir pautas voltadas ao fortalecimento da indústria e ao crescimento econômico regional.
Segundo o parlamentar, o encontro teve como foco temas estratégicos relacionados ao futuro da indústria piauiense e ao desenvolvimento do estado.
Flávio Nogueira ressaltou a importância da experiência e do compromisso de Zé Filho com o setor produtivo e com o avanço econômico do Piauí.A reunião reforça o diálogo entre lideranças políticas e representantes da indústria em busca de ações voltadas à geração de emprego, investimentos e fortalecimento da economia regional.
O ex-secretário Washington Bandeira, que primeiro largou a toga para ser secretário e depois deixou o cargo para disputar as eleições deste ano, virou assunto nos bastidores políticos por estar, segundo fontes, finalizando uma mansão avaliada em cerca de R$ 7 milhões no condomínio Alphaville Teresina. Informacões obtidas pela coluna, Washington Bandeira está sem função pública desde março, quando se desincompatibilizou do governo para ficar apto à disputa eleitoral.

Mesmo fora da estrutura estatal, aliados afirmam que ele não teria se desfeito de imóveis ou patrimônios já declarados anteriormente. Nos bastidores, o avanço da obra e o padrão elevado da residência têm provocado comentários até mesmo entre condôminos e no meio político, especialmente diante do fato de o ex-secretário estar oficialmente sem cargo remunerado nos últimos meses.
Aliados do governo evitam comentar o assunto, mas opositores têm usado o episódio para reforçar críticas sobre o padrão de vida de integrantes da gestão estadual. A situação já é tratada em tom de ironia nos corredores da política local, onde adversários resumem o caso como “uma verdadeira mágica”.(Silas Freire)
O deputado Júlio Arcoverde (Progressistas) destacou que os partidos da oposição estão dialogando sobre o apoio ao pré-candidato a governador do Piauí, Joel Rodrigues, para as eleições de 2026, diante da existência de múltiplas pré-candidaturas anunciadas pelo grupo.
De acordo com o parlamentar, as lideranças vão definir, até o período das convenções partidárias, se o campo político terá candidatura única ou várias alternativas.
“Nós, de centro-direita, estamos permanentemente dialogando. Lá para frente, na hora das convenções, se a gente achar melhor se unir e ter um candidato, só um desse centro político, vamos conversar”, disse.
Foto: Divulgação/ Ascom

Em relação ao vice de Joel, o parlamentar afirmou que esta indicação será feita com base no apelo popular, da mesma forma que ocorreu com Joel Rodrigues. “A gente está dialogando com muita gente ainda, na sociedade civil organizada. Eu acho que o vice não pode ser escolhido só porque é amigo do Joel, ou porque estudou com ele”, destacou.(Viagora)

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
A Polícia Federal apontou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido vantagens indevidas do empresário Daniel Vorcaro, incluindo hospedagens em hotel de luxo em Nova York, viagens internacionais, restaurantes de alto padrão e uso de cartão bancário para despesas pessoais.
Segundo a investigação da quinta fase da Operação Compliance Zero, Vorcaro teria bancado estadias do senador no hotel Park Hyatt New York, localizado em uma das regiões mais valorizadas de Manhattan. As diárias da suíte presidencial podem chegar a US$ 35 mil, cerca de R$ 172 mil na cotação atual.
A PF não detalha qual acomodação foi utilizada nem o valor total gasto, mas afirma que as despesas incluíam hospedagens, deslocamentos e gastos atribuídos ao parlamentar e à sua acompanhante. Em mensagens interceptadas pelos investigadores, o operador Léo Serrano questiona Vorcaro sobre o pagamento de despesas do senador:
“[…] Eh pros meninos continuarem pagando restaurantes do Ciro/Flávia até sábado?”
Vorcaro responde:
“Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”.
De acordo com a PF, o cartão teria sido utilizado para custear despesas pessoais do senador durante viagens internacionais. Os investigadores também afirmam haver indícios de que Ciro Nogueira adquiriu uma participação societária avaliada em R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão, além de receber pagamentos mensais de R$ 300 mil, que, segundo relatos obtidos pela investigação, chegaram posteriormente a R$ 500 mil.
Em troca, segundo a PF, o parlamentar teria atuado em favor de interesses do Master.
O relatório cita a apresentação de uma proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que teria sido elaborada com participação de integrantes da instituição financeira. A operação cumpre dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no DF, PI, SP e MG.
Raimundo Nogueira está descrito como “agente de sustentação formal e operacional” de empresas ligadas ao núcleo familiar do senador. Em nota, a defesa de Ciro negou irregularidades e afirmou que o próprio está à disposição para prestar esclarecimentos.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.”(Diário do Poder)

O Hospital Marques Basto (HMB), já credenciado ao IASPI Plamta, passa a oferecer o novo tratamento, beneficiando a população da região.
O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí firmou parceria, nesta quarta-feira (6), com o Hospital Marquês Basto (HMB), em Parnaíba, no litoral piauiense. Já credenciado ao IASPI Plamta, o hospital passa agora a oferecer radioterapia, beneficiando a população das regiões da Planície Litorânea e Cocais.
O fortalecimento da parceria foi anunciado pela diretora-geral do Instituto, Daniele Aita, e pelo diretor do HMB, Mirócles Veras.
Daniele Aita destacou a importância da parceria. “O HMB oferece serviços de alta complexidade, como cirurgia cardíaca, neurocirurgia e ortopedia, além de atendimento ambulatorial e internação com 270 leitos. O hospital está preparado para atender toda a região da Planície Litorânea e Cocais, com tratamento oncológico por quimioterapia e, agora, também radioterapia”, enfatizou.
A ação faz parte do projeto de expansão da rede credenciada Iaspi Saúde/Plamta, desenvolvido com o objetivo de descentralizar os serviços do Instituto e oferecer, cada vez mais, saúde de qualidade aos usuários do sistema.
“Estamos satisfeitos com essa parceria, pois o HMB é o único hospital credenciado pelo Iaspi em Parnaíba, atendendo pacientes não só do município, mas de toda a região. Antes, muitos vinham a Teresina para quimioterapia e radioterapia, pois não havia habilitação local. Hoje, oferecemos diagnóstico precoce e acompanhamento por equipe multiprofissional a todos os servidores do Governo do Estado pelo Iaspi”, finalizou Mirócles Veras.
O vice do candidato ao Governo pelo PP, Joel Rodrigues, ainda não foi definido e a escolha não deve acontecer no 1º semestre. De acordo com o deputado federal Júlio Arcoverde (PP), a escolha deve acontecer no período das convenções partidária, que iniciam no dia 20 de julho.
O parlamentar destacou que a definição do nome será feita mediante avaliação popular e ainda alfinetou a chapa governista de reeleição, afirmando que o vice não será escolhido “porque é amigo do Joel, ou porque estudou com o Joel”. A declaração claramente faz referência à escolha de Rafael Fonteles (PT) por Washington Bandeira, seu colega de Dom Barreto, como vice.

“Até o período das convenções. A gente está diaogando com muita gente, com a sociedade civil organizada. O vice de Joel não pode ser escolhido só porque é amigo do Joel, ou porque estudou com o Joel ou porque rachou lanche com o Joel. Quem tem que escolher o vice do Joel é o povo, como o povo escolheu o Joel para ser o candidato a governador”, comentou.
O progressista também comentou a estratégia da oposição para o lançamento de chapas, que pode ser de união no 1º ou 2º turno. A mobilização eleitoral também não foi definida, mas os partidos de centro-direita, como PP, União Brasil, PSDB e Podemos, continuam em diálogo.
“A gente tem que respeitar cada partido. O Podemos tem um candidato, Mainha, o PSDB tem um candidato que é a Dra. Lúcia, mas a gente está dialogando. Nós, de centro-direita, estamos permanentemente dialogando. Lá na frente, nas convenções, se a gente achar melhor se unir, a gente vai conversar”, concluiu. (Guilherme Freire)

A prisão do senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta-feira (7) mergulhou a classe política do Piauí em um profundo silêncio. Até o momento, a maioria dos líderes partidários e parlamentares evitou declarações públicas sobre a nova fase da Operação Compliance Zero. No entanto, o núcleo duro do PT piauiense rompeu a inércia. O deputado federal Merlong Solano e o deputado estadual Fábio Novo, presidente do PT no Piauí, foram às redes sociais para repercutir o caso, focando nas conexões do senador com o esquema de fraudes no sistema financeiro e o uso do mandato para beneficiar o Banco Master.
Merlong Solano detalhou o que chamou de “arapuca financeira” montada para atrair investidores. Segundo o deputado federal, o senador teria atuado diretamente para expandir a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que hoje é de R$ 250 mil, para R$ 1 milhão, através de uma emenda parlamentar. “Porque o senador Ciro Nogueira apresentou essa emenda? Qual seria o rombo no FGC se a garantia fosse de 1 milhão?”, questionou Merlong, apontando que a medida visava dar uma falsa segurança para que o banco captasse mais clientes antes de quebrar.

Já o deputado estadual Fábio Novo adotou um tom mais agressivo, destacando os benefícios pessoais que o senador teria recebido em troca de favores legislativos. Em suas redes sociais, Novo mencionou que o “amigo da vida” de Ciro pagava faturas de cartão de crédito, diárias em hotéis de luxo e até uma mesada de R$ 500 mil por mês. “Em troca, emprestava o mandato para propor, como mandei, uma lei salvando o banco que deu um rombo de R$ 40 bilhões, o maior da história”, disparou o presidente do PT estadual.

Para Fábio Novo, a permanência de Ciro Nogueira em evidência política é um “estorvo que enlameia o Piauí”. O deputado enfatizou que o uso de mandatos para interesses escusos é uma marca recorrente na trajetória do senador. Enquanto os ataques petistas ganham tração no ambiente digital, o restante do cenário político local permanece em compasso de espera, aguardando os próximos desdobramentos das investigações que correm sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).(piauihoje)

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | Foto: Pedro França / Agência Senado
Por determinação do ministro do STF André Mendonça, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressistas (PP). De acordo com as investigações, o senador receberia dinheiro em espécie e uma mesada que passou de R$30 mil para R$500 mil nos últimos oito meses antes da prisão do banqueiro.
Em diálogo citado no relatório da PF, o pagamento regular ao senador fica claro em diálogos como estes, de janeiro e junho de 2025:
As investigações conferem a Nogueira papel central no caso Banco Master, inclusive por suas iniciativas de interesse de Vorcaro, como seu projeto propondo aumentar para R$1 milhão o valor do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), atualmente em R$250 mil, para dar maior margem de manobra para as operações consideradas até mesmo irresponsáveis do Master. A proposta apresentada por Nogueira, segundo a PF, foi redigida no Banco Master, e acabou derrotada no Senado.
Mendonça também expediu mandado de prisão temporária contra um primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, residente em Minas Gerais. Ele já está sob custódia da PF.
A Compliance Zero investiga em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação ocorre para aprofundar as apurações conduzidas pela corporação.
Segundo a PF, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e são executadas nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
A operação é conduzida pela Polícia Federal e faz parte de uma série de fases da investigação batizada de Compliance Zero. (Rodrigo Vilela/ Diário do Poder)
O irmão também viu
Raimundo Neto, irmão do senador Ciro Nogueira, também foi alvo da operação da PF em Teresina. Raimundo é um dos sócios da CNM – loja de motos – que teria recebido alguns milhões do Master.
Raimundo está com tornozeleira eletrônica
Seria cômico se não fosse trágico. Dá pena de ver alguns parnaibanos se arvorando de líderes políticos, supondo-se amados pelo povo, mas que nunca ganharam uma eleição. E com eles, em regra geral, ocorre uma coisa interessante: enquanto os verdadeiros candidatos gastam dinheiro na campanha, embora se recapitalizem depois, há os de Parnaíba que, após as eleições, estão de bolsos cheios. No máximo esperam os novos governantes se acomodarem em seus cargos para irem atrás de sinecuras, passando a viverem mamando nas tetas de governo. Entram para ganharem dinheiro, não a eleição.
Agora mesmo em Parnaíba alguns anunciam candidaturas, até mesmo a deputado federal, apenas para servirem de “bucha”, ajudando outros candidatos da legenda para depois fazerem negociatas. Adoram ser suplentes para venderem votos que não possuem. E saem fazendo poses para as redes sociais se dizendo apoiadores deste e/ou de outro candidato, geralmente copa do mundo, ou seja, os que aparecem apenas de 4 em 4 anos. Até quando esta palhaçada??? (B. Silva)
Nos bastidores da política piauiense, cresce a avaliação de que o ministro Wellington Dias voltou a colocar os interesses da família acima das relações históricas construídas dentro do grupo governista. A forte homenagem ao governador Rafael Fonteles no aniversário de 41 anos foi interpretada como um gesto calculado para garantir espaço político ao filho, Vinícius Dias, que deverá disputar vaga de deputado estadual. A mudança simbólica no visual deixando de lado a tradicional camisa vermelha para vestir branco em homenagem ao governador repercutiu entre aliados e adversários como sinal de acomodação política e submissão estratégica ao Palácio de Karnak.

Nos bastidores, a leitura é de que Wellington Dias prefere reduzir tensões com Rafael Fonteles para assegurar apoio ao projeto eleitoral do filho. O movimento também teria provocado desconforto em setores históricos do grupo governista, especialmente entre aliados que enxergam atropelos políticos em nome dos interesses familiares. Lideranças lembram episódios anteriores envolvendo Jesus Rodrigues e José Santana, além do desgaste recente em torno de Mauro Eduardo. Para integrantes da oposição, Wellington Dias repete uma marca que o acompanha há anos: “tudo pela família Dias”. (Silas Freire)
Durante a comemoração pelo seu aniversário de 41 anos de idade, o governador Rafael Fonteles (PT), em entrevista à imprensa, foi questionado sobre uma reportagem feita pelo jornalista Efrém Ribeiro, aqui do OitoMeia, no quadro “Piauí, é feliz quem vive aqui?”, onde o profissional de comunicação mostrou imagens exclusivas dentro do Porto de Luís Correia, no litoral do estado.
Nas imagens, Efrém mostrou que há um discreto andamento das obras do Porto, mas que não é possível confirmar se haverá a conclusão da obra, conforme previu o governador na inauguração que fez, no início de seu mandato, no ano de 2023. O jornalista conseguiu a informação, com um técnico que não teve sua identidade revelada, de que o que está preste a ser inaugurado, na verdade, trata-se de um terminal pesqueiro.

O governador confirmou a informação e explicou que, não apenas estará pronto “ainda este ano”, como fará a “primeira exportação será ainda neste ano”, sem dar uma data exata, colocando apenas que será “em breve. O projeto anunciado pelo governador inclui, desde o seu lançamento, um terminal pesqueiro, que tem como objetivo fortalecer a atividade pesqueira no litoral e oferecer apoio aos pescadores da região, e um calado suficiente para receber grandes embarcações.
“O terminal pesqueiro, que é o cais pesqueiro, já está formado. O que está sendo feito, neste caso, é a parte de industrialização do pescado. O que nós teremos em breve é o terminal de minério de ferro, concluído para a exportação do minério de ferro de Piripiri, que inclusive já está sendo levado para a retroárea do Porto, num galpão que já está montado lá naquela área. Então, a primeira exportação será de minério de ferro, ainda nesse ano. E, se Deus quiser, muito em breve”, afirmou Rafael Fonteles. (OitoMeia)

O senador Ciro Nogueira (PP) foi alvo da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (7), na nova fase da Operação Compliance Zero. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Piauí, incluindo a CN Motos, a revendedora de motocicletas do parlamentar em Teresina.
A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades envolvendo o Banco Master, com diligências que se estendem também aos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Ao todo, a operação mobiliza equipes para o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Somente no Piauí, foram executados seis desses mandados. Além das buscas físicas, a decisão judicial impôs o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, valores e direitos dos investigados, medida que visa assegurar o ressarcimento de eventuais danos e impedir a ocultação de patrimônio sob suspeita.
Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da investigação busca aprofundar o entendimento sobre o fluxo financeiro e as conexões políticas que teriam facilitado as supostas práticas ilícitas.
Ciro Nogueira, que é uma das principais lideranças políticas do estado e ex-ministro, volta a estar no centro de uma operação que atinge diretamente seus endereços residenciais e comerciais.
Até o momento, a assessoria do senador não se manifestou oficialmente sobre as buscas ou sobre o teor das acusações.
Fonte: PF/piauihoje