
SENAI Piauí abre processo seletivo para 170 vagas em cadastro de reserva em 6 cidades


O governador Rafael Fonteles entrou na mira do Ministério Público Eleitoral. Segundo reportagem publicada neste domingo pela revista Veja, o órgão abriu investigação preliminar para apurar possível abuso de poder político e econômico na eleição de 2026, após o governo conceder ampla isenção da cobrança pelo uso de recursos hídricos às atividades agropecuárias. A medida existe e está documentada. A Lei nº 8.947, sancionada por Rafael em 2 de abril deste ano, passou a isentar as atividades agropecuárias da cobrança pelo uso das águas de domínio estadual.

O texto havia sido aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa poucos dias antes. O ponto que chamou a atenção do Ministério Público, segundo a Veja, é justamente o fato de uma isenção ampla e permanente ter sido concedida em pleno ano eleitoral. O órgão aponta, nesta fase inicial, indícios que precisam ser apurados sobre eventual desvio de finalidade e possível impacto na igualdade da disputa eleitoral. A questão é ainda mais sensível porque, durante a tramitação da matéria na Assembleia, a própria oposição já havia classificado a iniciativa como eleitoreira. O governo, por outro lado, sustentou que a lei buscava dar segurança jurídica aos produtores e acabar com a polêmica em torno da chamada “taxa dos poços”.
Agora, o que antes era apenas um embate político virou assunto de investigação eleitoral. Não há, neste momento, conclusão de que Rafael Fonteles tenha cometido abuso, mas o ato de seu governo passou oficialmente para o campo da apuração do Ministério Público. A isenção que o Karnak apresentou como benefício ao campo virou problema eleitoral para o próprio governador.(Silas Freire)
Uma cena chamou atenção nos festejos de Pedro Laurentino: dois deputados estaduais do PT travaram uma disputa por uma galinha caipira assada e fizeram o lance sair de R$ 300 para impressionantes R$ 2.500. Gil Carlos e Firmino Paulo foram elevando os valores até que Gil Carlos deu o lance final de R$ 2,5 mil e levou a galinha.

A ostentação aconteceu diante de moradores de um pequeno município do interior, onde famílias convivem com dificuldades básicas, inclusive falta d’água e aperto para colocar comida na mesa. E os dois parlamentares têm forte espaço no Governo do Estado: Firmino Paulo comanda estrutura ligada à agricultura, enquanto Gil Carlos mantém influência na área de assistência estadual. Enquanto falta o básico na mesa de muita gente, sobrou dinheiro na disputa dos deputados petistas: R$ 2.500 por uma única galinha assada. (Silas Freire)
O candidato ao Governo do Piauí Joel Rodrigues e o senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição, ambos do Progressistas, participaram nesta segunda-feira (14) de uma caminhada pelo Mercado do Dirceu, na zona Sudeste de Teresina.
Joel Rodrigues promete contratar 5 mil policiais e critica dados do governo sobre segurança – Foto: Divulgação
Durante a agenda, Joel criticou a política de segurança pública da gestão de Rafael Fonteles (PT), a quem chamou de “governador das estatísticas”. Segundo o candidato, os dados apresentados pelo governo estadual não correspondem ao cotidiano dos piauienses.
“Se está tudo bem na segurança pública, por que as grades continuam? Se está tudo bem, por que o turista está se afastando do litoral?”, questionou.
Joel Rodrigues promete contratar 5 mil policiais e critica dados do governo sobre segurança – Foto: Divulgação
Joel também citou o avanço de facções criminosas, arrombamentos a estabelecimentos comerciais, violência nas periferias e a redução do efetivo das forças de segurança. O candidato criticou ainda os salários pagos aos policiais.
Como proposta, Joel afirmou que pretende contratar 5 mil novos policiais, ampliar a estrutura da Polícia Civil e reforçar o trabalho de inteligência e o policiamento nas fronteiras e periferias
“A gente precisa contratar 5 mil novos policiais para o efetivo das forças de segurança desse estado e melhorar o salário”, declarou.
Joel Rodrigues promete contratar 5 mil policiais e critica dados do governo sobre segurança – Foto: Divulgação
O candidato também defendeu a ampliação do monitoramento para outras regiões do Piauí.
“Precisamos da polícia presente, do monitoramento não só em algumas avenidas de Teresina, mas nas fronteiras e nas periferias”, acrescentou.
Joel Rodrigues promete contratar 5 mil policiais e critica dados do governo sobre segurança – Foto: Divulgação
Ao conversar com comerciantes e moradores, Joel afirmou que pretende enfrentar o crime organizado e as facções caso seja eleito governador.
“Terei a mesma coragem e a mesma atitude de enfrentar o crime organizado e as facções neste estado”, concluiu.
O vereador de Teresina, Pedro Alcântara (Progressistas), rebateu as declarações do colega de Câmara, Dudu (PT), que chamou o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) de “maluco”. À imprensa, o parlamentar disse preferir “um maluco a um ladrão” ao estabelecer uma comparação do senador com o presidente Lula (PT).
“A pessoa que sofre das faculdades mentais toma remédio e às vezes se cura ou melhora. O ladrão não tem jeito, só cadeia. Então, nós temos um candidato que é maluco e um que foi preso acusado de roubo, furto e desvio de dinheiro público como ladrão. Eu ficaria com o maluco. Entre um maluco e um ladrão, eu fico com o maluco”, disse
Pedro Alcântara também comentou a acusação de suposta interferência eleitoral do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, tal objeção não procede. Além disso, o vereador chamou Dudu de “mentiroso”.
“Eu vejo muito mais uma ligação do [Alexandre de] Moraes com o PT do que o [André] Mendonça com o PL. Entre Moraes e Mendonça, fico com o Mendonça. Ele [Dudu] sabe que é mentira, é coisa de petista mentiroso”, finalizou.(Carlos Junior)

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência para investigar suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ação cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, a investigação é um desdobramento de uma apuração iniciada em dezembro de 2025, que investigava irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Os investigadores agora apuram se integrantes de um grupo teriam negociado o pagamento de valores elevados em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
De acordo com a Polícia Federal, os pagamentos estariam condicionados ao resultado de processos em andamento nos tribunais. Os investigados teriam alegado ter influência suficiente para interferir nas decisões.
A PF ressalta que, até o momento, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados.(Diário do Poder)
A Divisão de Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas de Parnaíba prendeu, na manhã desta sexta-feira (11), um homem de 45 anos suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no município. A prisão ocorreu por volta das 11h, na Rua Governador Pedro Freitas, no bairro Dirceu.
Foto: ReproduçãoDurante a ação, foram apreendidos aproximadamente 30 kg de entorpecentes, entre cocaína, maconha e crack. Também foram encontrados balanças de precisão, aparelhos celulares, um veículo e uma motocicleta.
Segundo a polícia, o homem era monitorado havia cerca de um ano, após uma investigação iniciada no Residencial Dunas. As diligências tinham entre os principais alvos um homem conhecido como “XJ”, que posteriormente foi executado em um caso que, conforme as investigações, teria relação com uma dívida ligada ao tráfico de drogas.
Ainda de acordo com a polícia, o suspeito preso nesta sexta-feira utilizava a atividade de mototáxi para tentar disfarçar a atuação no tráfico. Ele é investigado por supostamente participar da distribuição de grandes quantidades de drogas em Parnaíba.
A operação contou com campana, acompanhamento tático e perseguição. Após a abordagem, os policiais localizaram um imóvel onde estava armazenada a maior parte dos entorpecentes. O local também seria utilizado para fracionar e preparar as drogas antes da distribuição.
O homem foi conduzido à unidade policial, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a estrutura de fornecimento e distribuição dos entorpecentes na região.(Por Viviane Augusta)

Ministro do STF André Mendonça – (Foto: Gustavo Moreno/STF).
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, reforçou sua segurança desde que assumiu a relatoria do Banco Master e dos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mendonça passou a utilizar colete à prova de balas e carro blindado. A proteção também foi ampliada para integrantes de sua família.
A medida considera a gravidade das informações identificadas nas investigações e o temor de que Mendonça pudesse ser alvo de um atentado. Pessoa de hábitos simples e previsíveis, como frequentar sua igreja semanalmente, é muito religioso e àqueles que sempre advertiam para a necessidade de reforçar a segurança, ele sempre respondia: “Fique tranquilo, Deus me protege”.
Porém, a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de um relatório relacionado às investigações teve repercussão dentro e fora do STF. O documento trouxe informações sensíveis e colocou sob escrutínio episódios que já vinham gerando desconforto entre integrantes da Corte.(Diário do Poder)


O senador e candidato a reeleição Ciro Nogueira (PP/PI), participou de uma mega reunião política em Teresina que reuniu cerca de 2 mil pessoas na noite desta quinta-feira (10), e endureceu as críticas à situação que envolve a falta de água em praticamente todas as cidades Piauí. Foi ovacionado pelos apoiadores presentes.
O encontro contou com a presença do prefeito da capital, Silvio Mendes (União Brasil), e do candidato a governador Joel Rodrigues (Progressistas), entre outras lideranças. Durante o evento, Ciro fez duras críticas ao gerenciamento da empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e saneamento no estado, que hoje trata-se da Águas do Piauí.
O senador questionou a qualidade dos serviços prestados e citou problemas de falta d’água em municípios piauienses. “Entregaram a água do Piauí para pessoas que não têm capacidade. Onde é que existe? E disseram que tem uma cidade ali há 30 dias sem água no Piauí, falta água na capital, tem problema com dois rios atravessando essa cidade. Isso é muita incompetência, falta dedicação, isso é falta de compromisso”, afirmou.
Ciro também propôs a Joel Rodrigues de que, caso o candidato seja eleito governador, deverá cobrar uma prestação de serviço de qualidade da concessionária: “Você vai ter que exigir uma entrega de qualidade, ou então vamos cassar a concessão e botar pessoas de bem para gerir a água do Piauí”.
O senador, vale ressaltar, tem apresentado inclusive em seu programa eleitoral no rádio e na TV que é possível resolver o problema da falta d’água no estado. Como parlamentar, atuando em Brasília (DF), ele já destinou recursos para a construção de centenas de poços e mais de 60 sistemas de abastecimento de água, beneficiando mais de 58 mil famílias piauienses. (Politica Piaui)
Um detalhe não passou despercebido nas redes sociais do governador Rafael Fonteles. O bordão repetido quase diariamente ao final de vídeos e agendas “nós trabalhando, Deus abençoando e os contra falando” simplesmente desapareceu das últimas manifestações do governador. A mudança ocorreu depois do debate da TV Cidade Verde, quando o candidato Jureti aproveitou o conhecido lema para fazer um duro trocadilho político: “Nós trabalhando, Deus abençoando e os Rafa Boys roubando.”

A provocação transformou justamente uma marca da comunicação de Rafael em munição para os adversários. Nos bastidores, a leitura é de que o marketing teria recomendado abandonar o bordão para evitar a repetição e a repercussão do trocadilho. Coincidência ou estratégia, o fato é que o “mantra” que acompanhava Rafael diariamente sumiu. O adversário mexeu no bordão e o bordão saiu de cena. (Silas Freire)

“É totalmente diferente do que se vê na propaganda”, diz Joel em programa eleitoral que mostra realidade sobre a saúde pública no Piauí
A realidade da saúde pública do Piauí foi tema do programa eleitoral de Joel Rodrigues exibido no rádio e na TV nesta quarta-feira (9). O candidato apresentou relatos de piauienses que enfrentam meses de espera por atendimento e longas viagens em busca de tratamento especializado.
“Nos últimos anos, eu tive a oportunidade de andar os 224 municípios do Piauí. E o que eu encontrei é totalmente diferente do que você vê todo dia na propaganda do governador Rafael”, afirmou Joel, que garante ter propostas para resolver problemas como estes relatados em seu programa eleitoral.
Os depoimentos mostraram pacientes relatando sofrimento e desesperança diante da demora. Além de exibir reportagens na imprensa local onde apareceram muitos piauienses reclamando da situação da saúde pública estadual. Muitos piauienses têm deixado suas cidades para conseguir atendimento em Teresina.
A situação chegou a ser classificada como “desumana” pelo diretor do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, também ouvido no programa. Joel ainda questionou a divulgação do Governo do Estado de que o tempo médio de espera por cirurgias eletivas teria caído para 29 dias, citando relatos de piauienses nos próprios comentários da publicação do governador que apontam uma realidade diferente.
Para o candidato, a saúde precisa de mudanças estruturais, com investimentos e descentralização do atendimento.
“É totalmente diferente do que se vê na propaganda. Vamos reestruturar todos os nossos hospitais regionais, facilitar o acesso às especialidades e aos exames de imagem”, afirmou.
Joel reforçou que a proposta é aproximar os serviços especializados da população e reduzir as filas de regulação e os deslocamentos para Teresina. “É por você e por tantos outros que estão na fila que nós estamos aqui como candidato a governador”.(parlamentopiaui)
A candidata à reeleição à Assembleia Legislativa do Piauí, Gracinha Mão Santa (MDB), avaliou o cenário político do Piauí e afirmou que o governador Rafael Fonteles apresentou amadurecimento, evolução administrativa e entregas durante a gestão. Em uma análise sobre a disputa eleitoral, ela também criticou o campo oposicionista e disse que falta uma candidatura capaz de apresentar um projeto de mudança com responsabilidade e condições reais de execução.
Segundo Gracinha, o eleitor estaria acompanhando uma gestão com resultados e, ao mesmo tempo, não encontraria uma oposição preparada para apresentar uma alternativa consistente ao atual governo.
“Você viu um amadurecimento, você viu uma evolução e você está vendo entrega”, afirmou.
A candidata destacou que, na avaliação dela, fazer oposição não significa apenas se posicionar contra o governo, mas apresentar uma proposta capaz de convencer a população de que existe um caminho melhor para o Estado.
“Você não está vendo concorrente com responsabilidade e compromisso que diga assim: eu não sou oposição por oposição, eu sou uma oposição que quero transformar e tenho condições de transformar. São duas coisas diferentes”, declarou.
A fala de Gracinha ocorre em meio à disputa pelo Governo do Piauí e reforça uma avaliação de que a oposição ainda busca consolidar um discurso capaz de rivalizar com a gestão de Rafael Fonteles. A candidata também já havia feito críticas ao grupo liderado pelo Progressistas e ao nome de Joel Rodrigues, apontando que a candidatura não representaria uma mudança de projeto político.(Alessandra Fonseca)

Senado Federal
As eleições de 2026 para o Senado Federal acontecem em 4 de outubro, com 54 das 81 cadeiras em disputa. São duas vagas em cada estado e no Distrito Federal. Entre os atuais senadores, 32 buscam a reeleição, enquanto 9 concorrem a outros cargos ou como suplentes. Outros 13 não participam das eleições.
A renovação se dá porque o mandato de senador dura oito anos. As eleições alternam a escolha de um terço e dois terços dos parlamentares a cada quatro anos. Neste pleito, serão escolhidos dois senadores por unidade da Federação. Não há segundo turno.
Entre os parlamentares que disputam a reeleição estão Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL), Humberto Costa (PT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA). Outros, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), buscam cargos diferentes, incluindo a presidência.
Das 27 cadeiras que não estão em disputa, algumas têm seus ocupantes concorrendo a governos estaduais, como Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR). O resultado dessas disputas pode impactar temporariamente a composição do Senado.
Confirmadas as previsões, o Senado passará por significativas alterações. Pelo menos 22 dos atuais senadores em disputa não retornarão em 2027, o que pode aumentar dependendo do êxito eleitoral dos candidatos à reeleição.

Viviane Barci ao lado do marido, ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Antonio Augusto/TSE).
Contratos firmados pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados — que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes — com o Banco Master e outra empresa ligada a Daniel Vorcaro foram disponibilizados no site do Supremo Tribunal Federal na madrugada desta sexta-feira (11), minutos depois de o ministro André Mendonça determinar a retirada do sigilo de inquéritos e petições do caso, atendendo solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.
Pelo menos dois documentos foram divulgados na íntegra. O principal, assinado em 2024, previa a prestação de serviços ao Banco Master por três anos. O objeto incluía a implantação, acompanhamento e aprimoramento contínuo de um “programa de integridade” (compliance), além de “consultoria estratégica e jurídica” em inquéritos policiais na Polícia Federal e nas Polícias Civis, bem como em procedimentos administrativos perante o Banco Central, a Receita Federal e o Cade. Também contemplava a atuação em processos judiciais em todas as instâncias. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo.
O contrato estabelecia a organização de cinco núcleos de atuação conjunta (estratégica, consultiva e contenciosa) junto ao Judiciário, Ministério Público, polícias, órgãos do Executivo e acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco. Os serviços se estendiam ainda aos sócios e acionistas controladores da instituição.
Os honorários foram fixados em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos cada (equivalente a R$ 3.646.529,77 brutos, já considerados os tributos). O valor total previsto era de cerca de R$131 milhões. Segundo análise da Polícia Federal sobre metadados de arquivo encontrado no celular de Vorcaro, Alexandre de Moraes teria feito edições na minuta antes da assinatura.
O segundo contrato tornado público previa serviços do mesmo escritório à Viking Participações Ltda., outra empresa de Vorcaro, com pagamentos de R$50 milhões líquidos em três anos.
O escritório Barci de Moraes afirma que não houve irregularidades. Em notas anteriores, a banca informou que o setor de compliance consultou o ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar eventuais impedimentos legais — como processos do Master sob sua relatoria. Como ele nunca julgou causas envolvendo o banco, o contrato foi assinado e os serviços prestados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição. A equipe teria realizado 94 reuniões (79 presenciais na sede do banco) e produzido 36 pareceres, com 15 advogados do escritório e apoio de outras bancas especializadas. A defesa reitera que nunca atuou em processos do Master no STF.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Vorcaro foi preso e a instituição liquidada em novembro de 2025. O caso gerou intensa disputa no STF sobre sigilo de documentos e proximidade entre envolvidos.(Diário do Poder)
–Limite ao poder
Político não deveria exercer mais de quatro anos de carreira. A renovação de nomes e lideranças é importante para impedir que a política se transforme em profissão permanente e que o poder fique concentrado nas mesmas mãos por décadas.
A política deveria ser uma passagem pelo serviço público, e não um projeto de vida baseado na permanência no poder.
Poder familiar
Familiares até o terceiro grau também não deveriam participar de campanhas políticas para qualquer processo eletivo. A política não pode ser transformada em patrimônio de família.
A pergunta que se faz é: qual político teria coragem de trabalhar por um projeto que acabasse com essa aberração? Quem estaria disposto a limitar o próprio poder e o de seus familiares em nome do interesse público?
Monarquia sem cetro e coroa
Querem transformar a política brasileira em uma espécie de monarquia, sem cetro e coroa, na qual o poder passa de uma geração para outra dentro das mesmas famílias.
Qual político se habilita?
Mandatos, influência e estruturas políticas não deveriam ser tratados como patrimônio familiar. A democracia precisa de renovação, alternância e oportunidade para novas lideranças.
Mas qual o abençoado teria coragem de romper com esse modelo, inclusive quando o benefício estiver dentro da própria família?(Portalaz)
Ipê-amareloO ipê-amarelo se tornou símbolo da prevenção ao suicídio no Piauí por meio da Lei nº 8.570, de 2025, de autoria do deputado estadual Francisco Limma. A legislação também incentiva o plantio da árvore durante o mês de setembro, período em que é realizada a campanha Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
A proposta estabelece que o plantio do ipê-amarelo seja incentivado em escolas, parques, vias públicas e outros espaços públicos e privados. A iniciativa prevê ainda que o cultivo da árvore seja associado a atividades de conscientização sobre saúde mental, como campanhas informativas, palestras e rodas de conversa.
No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado nesta quinta-feira (10), Limma destacou a importância de ampliar o debate sobre saúde mental e fortalecer ações de acolhimento e cuidado.
“Nossa proposta é associar o plantio a atividades de conscientização sobre saúde mental, como campanhas de informação, palestras e rodas de conversa, ampliando o debate sobre prevenção e valorização da vida”, afirmou o deputado.

Ipê-amarelo como símbolo
A escolha da árvore está relacionada à capacidade do ipê-amarelo de florescer mesmo depois de períodos de seca. Para Limma, essa característica pode representar uma mensagem de esperança e a possibilidade de encontrar apoio diante de momentos difíceis.
“A imagem do ipê-amarelo, que floresce com força depois de enfrentar períodos difíceis, ajuda a nos lembrar que sempre é possível encontrar acolhimento, cuidado e novos caminhos”, declarou.
A legislação busca utilizar o símbolo também como forma de estimular conversas sobre saúde mental em diferentes espaços. A intenção é que o plantio esteja acompanhado de ações que levem informação à população e contribuam para reduzir o preconceito relacionado ao sofrimento emocional.7

Prevenção e valorização da vida
Durante o Setembro Amarelo, instituições de saúde e organizações reforçam a importância de falar abertamente sobre saúde mental e de incentivar a busca por ajuda profissional quando necessário.
Para o deputado, a prevenção depende também da capacidade de identificar sinais de sofrimento e oferecer acolhimento às pessoas que precisam de apoio.
“Precisamos falar sobre saúde mental sem preconceito e fortalecer uma rede capaz de perceber quem está sofrendo e oferecer ajuda no momento certo. Toda vida importa, e cuidar das pessoas é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou Limma.
A Lei nº 8.570/2025, ao estabelecer o ipê-amarelo como símbolo da prevenção ao suicídio no estado, une o plantio da árvore a iniciativas de conscientização durante o mês dedicado à valorização da vida.(Piauihoje)
Candidatos da base do governo que concorrem com Vinicius Dias a uma cadeira na Assembleia Legislativa comentam ter detectado sinais de que o médico Vinicius Dias, filho do ministro Wellington Dias, “não será tão bem votado assim”.
Wellington Dias e Vinicius DiasO mesmo parlamentar que fez a análise sobre suposto desencanto de Carlos Augusto com Wellington disse a este repórter ter sentido um movimento silencioso de reação de candidatos a estadual às alegadas investidas do ministro sobre os concorrentes.
A reação seria “passar de volta” nos caminhos supostamente percorridos por Wellinton Dias para refazer acordos mais vantajosos que os acertados pelo ministro. (Feitosa Costa)
Os números são públicos e colocam uma cifra bilionária sob os holofotes. Levantamento realizado a partir dos registros públicos aponta que Solução, Poty e Soma, juntamente com consórcios dos quais participam, somam R$ 2,721 bilhões em 199 contratos com o Poder Executivo do Piauí desde 2023. No centro desse levantamento aparecem dois nomes muito próximos do governador Rafael Fonteles: Felipe de Santana Machado, o Felipinho, identificado por diferentes veículos locais como amigo próximo e até “um dos melhores amigos” do governador, e Francisco da Costa Araújo Filho, o Araujinho, sogro de Rafael Fonteles. Felipinho está ligado à Solução e à Poty. Somente essas duas construtoras assinaram R$ 1,647 bilhão em contratos, o equivalente a 60,5% dos R$ 2,721 bilhões apurados no levantamento.
E há outro dado: levantamento feito sobre os empenhos estaduais apontou R$ 720,9 milhões pagos às duas empresas de Felipinho em aproximadamente três anos e meio, sendo R$ 554,2 milhões para a Solução e R$ 166,7 milhões para a Poty. Outros R$ 229,2 milhões foram identificados em pagamentos a dois consórcios que levam o nome de uma dessas empresas. Do outro lado está Araujinho, sogro do governador e ligado à Construtora Soma. Outro levantamento sobre a base de empenhos estaduais apontou R$ 240,9 milhões em 343 notas de empenho, considerando empresas, consórcios e registros em nome próprio associados ao empresário entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. A concentração é especialmente forte em obras de infraestrutura.

Gov. Rafael, o sogro Araujinho e Felipinho
Dos R$ 2,721 bilhões em contratos identificados no levantamento das três construtoras e seus consórcios, R$ 2,647 bilhões — 97,3% — estão relacionados a pavimentação, incluindo asfalto, estradas vicinais e calçamento. E não se trata apenas de números que nunca chegaram aos órgãos de fiscalização. Em junho de 2026, o Tribunal de Contas do Estado determinou cautelarmente a suspensão de obras do Contrato nº 079/2024, da Secretaria de Transportes com a Construtora Solução, no valor de R$ 73,6 milhões, após fiscalização apontar, entre outros problemas, possível superfaturamento de aproximadamente R$ 2,45 milhões relacionado à metodologia de execução e pagamento de meio-fio. A empresa ligada ao sogro do governador também entrou no radar do Ministério Público do Piauí, que instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades em contratos do DER com a Construtora Soma.
A existência dessas apurações, é importante registrar, não significa que favorecimento ou ilegalidade tenham sido comprovados. O que está documentado é a dimensão financeira: R$ 2,721 bilhões, 199 contratos e três construtoras, com empresas ligadas ao sogro e ao empresário apontado por veículos locais como um dos melhores amigos do governador ocupando posições relevantes nesse conjunto. São os “abençoados” dos contratos públicos. Diante de quase R$ 3 bilhões, a questão que merece resposta não pode ficar escondida no meio dos números: como se deu tamanha concentração de contratos e qual foi a concorrência efetiva em cada licitação? É dinheiro público. E cifras bilionárias exigem fiscalização, transparência e explicações públicas. (Silas Freire/Encarando)